segunda-feira, 23 de junho de 2008

“Que Massada!”



Sinagoga da Fortaleza de Massada

Em apenas algumas horas, saímos de uma altura de 800m acima do nível do mar para 400m abaixo do nível do mar! A região do Mar Morto é o ponto mais baixo da superfície da Terra. Nele não há nenhuma criatura viva e sua concentração de sal é 8 vezes maior do que o oceano. É uma região inóspita mas com muita história. Aqui a promiscuidade de um povo trouxe destruição dos céus (Sodoma e Gomorra); aqui também Davi se refugiou do exército de Saul, escondendo-se no oásis de Ein-Guedi. Aqui Herodes o grande construiu uma de suas maiores realizações arquitetônicas: a Fortaleza de Matzadá (Massada), onde 60 anos após sua morte os judeus fugitivos de Jerusalém se refugiam por quase 3 anos. Sitiados pelos romanos e contemplando a inevitável invasão da fortaleza, os quase mil judeus de Massada decidem organizar uma morte coletiva, onde cada pai executou sua esposa e filhos, e um grupo de dez homens executou todos os pais. Por último, um dos dez executou os outros nove e se matou no final, queimando tudo o que estava ao redor, exceto os alimentos. Massada se tornou um sinal de resistência judaica, tendo em Israel um simbolismo patriótico muito forte. “Nunca mais deixaremos algo assim acontecer... nunca mais”, diz o juramento do exército israelense.

Saímos do deserto e seguimos ao norte, rumo as férteis terras da Galiléia (Knéret). Durante o percurso pudemos comprovar o cumprimento das profecias nas quais o deserto floresceria novamente: laranjas, bananas, tâmaras, melancias, e muitas outras frutas sendo cultivadas em pleno deserto da Judéia. A região da Galiléia é única! Por sinal, escrevo estas palavras nesta região interessante, onde judeus e árabes convivem lado a lado. A minha frente, contemplo o por do sol no vale de Jerzeel (Meguido), onde a grande batalha do Armagedom acontecerá. Como disse, tudo aqui na Galiléia está conectado com as Escrituras!


Mar da Galiléia - Vista do Monte das Bem Aventuranças