terça-feira, 22 de julho de 2008

Shalom a todos!

A vida em Israel não é nada comum. Em nenhum local do planeta vive-se uma realidade como esta. Há poucos minutos mais um atentado contra judeus inocentes ocorreu no centro de Jerusalém. O ataque foi uma “imitação barata” do último atentado que ocorreu o dia 02 de julho, onde um árabe palestino apoderou-se de uma escavadeira e tentou matar o maior número de judeus possível. Desta vez, o ataque também foi realizado por um árabe palestino, cidadão de Israel, que se apoderou de uma escavadeira em uma área de obras entre as ruas King David e Karen Hayessod (região central de Jerusalém). Ele conseguiu virar um carro e atingir outros quatro veículos, ferindo 16 pessoas. Graças ao Eterno, não houve mortes. Depois de causar pânico por mais de 100 metros, o árabe foi morto por um civil e um policial de fronteira. Já é hora de Israel rever sua política de tolerância em relação a palestinos israelenses e seus trabalhos em áreas judaicas. Tristemente, a intolerância de alguns árabes custará o trabalho de centenas de palestinos honestos que ganham a vida arduamente em Israel. Mais uma vez, o ódio islâmico fez e fará vítimas entre os seus.


Carro destruído durante o atentado em Jerusalém nesta terça-feira


Alguns dizem que este frustrado atentado ocorreu em represália ao estúpido ato de um soldado israelense que atirou com uma bala de borracha no pé de um palestino que protestava na região de Nil’im, fronteira com a Cisjordânia. O soldado e seu comandante foram liberados após prestarem depoimentos contraditórios, e serão processados tanto pelo exército quanto pelo estado. Ambos já foram afastados de suas atividades. Este incidente foi condenado por toda a sociedade em Israel, uma vez que os soldados israelenses são instruídos a demonstrarem respeito para com qualquer prisioneiro. Este ato lamentável representa algo isolado e em hipótese alguma deve ser tomado como padrão comportamental dos soldados israelenses em relação aos palestinos.

Neste final de semana fomos com alguns amigos à região do Mar Morto. Considerado o local mais baixo da face da Terra (420m abaixo do nível do mar), a grande depressão do Mar Morto é árida e muito quente. As águas do mar morto cobrem uma área de 1050 Km quadrados, tendo 80Km de comprimento e 18km de largura em sua maior extensão. Ele encontra-se no Vale do Jordão, ao sudeste de Israel, fazendo fronteira com a Jordânia. Suas águas possuem 10 vezes mais sal do que as águas do mar, e nenhuma forma de vida consegue sobreviver em seu meio. O Mar Morto é abastecido pelas águas doces do rio Jordão, não tendo nenhum afluente de escoamento. Infelizmente, o Mar Morto está morrendo, pois suas águas têm secado muito a cada década. Desde 1950, o Mar Morto já perdeu 1/3 de suas águas. As margens medidas nos anos cinqüenta já retraíram quase 700m, prejudicando muito os hotéis da região, que a cada ano ficam mais distantes do mar.




Pôr-do-Sol no Mar Morto (Montanhas da Jordânia ao fundo)


Mas o que mais nos fascina aqui são as propriedades medicinais das águas e da área ao redor do Mar Morto. Os sais minerais encontrados aqui têm sido utilizados ha séculos para tratamento médico. A região também proporciona calor todo o ano, e desde os dias dos romanos o Mar Morto já era utilizado como “casa de veraneio” dos imperadores (Massada). Para compor ainda mais a beleza do local, um dos oásis mais famosos da Bíblia também está aqui, aos pés do Mar Salgado: O Oásis de Ein Gedi.

Ein Gedi é composto por uma pequena floresta no meio do deserto, à beira do Mar Morto, com várias nascentes e fascinantes cachoeiras. Entre suas formações rochosas e cavernas naturais, o Rei Davi se refugiava das constantes perseguições de Saul. É impressionante como pode existir tanta vida em meio à aridez do deserto. Também neste local a comunidade de Qumran se estabeleceu, criando uma sociedade alternativa à corrupção de Jerusalém. Provavelmente, João Batista estudou e viveu grande parte de sua vida no Mar Morto, na comunidade dos essênios.



Nahal David (Cachoeira de David) - Ein Gedi

Muitas vezes, é no meio do deserto que Deus nos fala, nos revela Sua Bondade. Assim como Moisés, David, Elias, Paulo e o próprio Yeshua, Deus permite que passemos por árduas tribulações no Deserto de nossas vidas para que, no momento oportuno, possamos valorizar a Sua bondade, a Sua Graça e a Sua Salvação! Tenha bom ânimo, pois existe um “Ein Gedi” preparado para você! Kadíma (sempre avante)!

Ibex no Oásis de Ein Gedi

A todos o nosso Todá Rabá (muito obrigado) pelas contínuas orações. Só o Eterno sabe o quanto elas são preciosas para nós e para todo Israel. Oremos para que o Messias apresse o seu retorno e traga redenção e PAZ para Israel e para as nações.

Kol Tuv lachem,

MZandona