sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O mundo passa por uma crise econômica sem precedentes, segundo alguns especialistas. A intervenção do governo americano em seu sistema bancário foi necessária, mas tardia. A moda do crédito fácil e rápido endividou a população americana, afetando seu poder de compra, seus investimentos e é claro, seu crédito. Como a doutrina consumista é a base da economia americana desde os anos 50, a diminuição do consumo catalisou ainda mais a crise. Como se não bastasse, atualmente 6 em cada 10 americanos possui uma dívida de mais de 20.000 dólares. Ao mesmo tempo, banqueiros e grupos de instituições financeiras enriqueceram como nunca na história, com salários na casa dos milhões de dólares mensais. Esta festa um dia tinha que acabar, levando consigo bolsas de valores de todo o mundo para dentro desta ressaca financeira. Enquanto países se encontram à beira da falência, mais da metade dos estados americanos já estão oficialmente enfrentando uma das piores recessões de sua história.

Distrituição do "Food Stamp" (vale refeição) em Nova Iorque. Atualmente, 28 milhões de americanos dependem dele para sobreviver. O país mais rico do planeta pede socorro.

Mas o que me preocupa mais nesta crise atual é o perigo em potencial de termos uma onda de anti-semitismo mundial. Isso porque 90% das instituições financeiras e dos banqueiros com salários milionários, responsáveis diretos ou indiretos pela atual situação econômica, são judeus. Temo que a falta de escrúpulos de uma dezena de judeus americanos venha a se tornar um combustível para o ódio contra milhões de judeus ao redor do mundo. E este temor está baseado em artigos, opiniões e principalmente atitudes do povo americano repletas de anti-semitismo. Há poucos dias, zapeando por alguns canais de televisão, me deparei com um famoso desenho animado americano. Durante os 30 minutos que assisti pude ouvir mais de 10 comentários sarcásticos contra os judeus, abertamente culpando-os pela atual crise econômica atual, bem como crises do passado. A internet está repleta de vídeos e artigos conclamando a população mundial a “enxergar” o verdadeiro culpado por todas as crises da humanidade, incluindo as duas grandes guerras mundiais. É isso mesmo, agora estão culpando os judeus até mesmo pelo holocausto!

Alguns rabinos aqui de Israel, conhecidos por seus dons proféticos, anunciaram que a atual crise econômica representa a mão do Eterno para fazer com que os judeus americanos voltem para Israel. Todos sabem que a riqueza e o conforto dos 6 milhões de judeus americanos são verdadeiros empecilhos para que os mesmos façam alyiah, ou seja, regressem para Israel. O temor geral é que os americanos se tornem extremamente anti-semitas, culpando os judeus pela atual crise em um ódio nacional generalizado. Esta perseguição ideológica e política (semelhantemente ao que aconteceu na Europa nos anos 30), obrigaria o judeu americano a sair do país e a imigrar para Israel. Aliás, seria mais uma fuga do que uma simples emigração dos EUA. Se isto acontecer, Israel receberia, em um curto período de tempo, milhões de judeus americanos, o que acarretaria em uma supervalorização do mercado imobiliário por aqui. Estruturalmente, Israel não está preparado para tamanha imigração, mas jamais fecharia suas portas para seus filhos.

"O Judeu: O grande parasita capitalista Mundial". Famosa propaganda nazista volta a ser utilizada nos meios anti-semitas

Assim, que os cristãos possam interceder e orar pela Paz em Israel e pela proteção de Israel e do povo judeu ao redor do planeta. Minhas orações pessoais são para que esta crise passe o mais rápido possível e que Israel tenha mais tempo para se preparar para o retorno em massa de nossos irmãos do norte. Daqui há alguns dias teremos as eleições presidenciais nos EUA e o futuro da nação americana será determinado. Todos sabem que o futuro dos EUA influenciará diretamente o futuro do mundo. Portanto, estejamos todos em oração para que a vontade do Eterno seja estabelecida na Terra, assim como é soberana nos céus.

A todos meu Shabat Shalom,

MZandona