sábado, 9 de outubro de 2010

Situação dos funcionários da AMES em Belo Horizonte que recentemente se ausentaram e andam a disseminar contendas no meio evangélico


Caros irmãos e irmãs membros e simpatizantes do Ministério Ensinando de Sião – BRASIL. Shalom!

Eu e minha esposa Márcia agradecemos a todos vocês pelo carinho pelo qual vocês sempre nos recebem em vossa congregação e também pelo profundo amor e comunhão que temos no Senhor Yeshua.

Após investigação dos fatos que aconteceram com um grupo de funcionários que se ausentou recentemente do Ministério Ensinando de Sião, cheguei à conclusão que já é hora de expressar meu posicionamento PESSOAL e OFICIAL e minha preocupação com os últimos acontecimentos. Abaixo aponto alguns dos principais fatos:

1. Nenhuma das pessoas que saíram do Ministério Ensinando de Sião foram obrigadas ou compelidas a tal pelos líderes do Ensinando de Sião. Todos eles saíram por iniciativa própria.

2. Há claras evidências que o que aconteceu foi uma rebelião contra o rabino messiânico Marcelo M. Guimarães, contra a Congregação Har Tzion, contra o Ministério Ensinando de Sião, contra a visão da Restauração de Israel e da Igreja e pessoalmente contra mim, Joseph Shulam. Esta rebelião foi gerada por uma crise de identidade que algumas dessas pessoas desenvolveram, indo contra o Ensino e a boa conduta dos demais membros do Ensinando de Sião. Todos sabem que esses jovens chegaram ao Ensinando de Sião sem nada, e ao longo dos anos receberam treinamento, ensino, discipulado e amor tanto do rabino Marcelo quanto de minha pessoa. Ao longo dos anos depositamos neles nossa confiança, dando-os posições de ensino e liderança em nosso meio. Mas infelizmente, esses mesmos jovens formados em nossa casa se rebelaram e escolheram por mudar sua orientação teológica visando achar uma posição de maior conforto e aceitação nos meios protestantes não-messiânicos e entre as Igrejas cristãs tradicionais.

3. Todos devem saber que esses líderes que saíram, largando seus empregos e seus ministérios no Ensinando de Sião, estão pecando em pelo menos três obras da carne. PRIMEIRO, eles estão contra o princípio que Deus deu a Abraão e aos patriarcas o qual ainda está em vigor, a saber, que aqueles que abençoam a semente de Abraão serão abençoados, e aqueles que amaldiçoam a semente de Abraão serão amaldiçoados. SEGUNDO, temos evidências que este grupo ainda tenta contatar membros da Congregação Har Tzion visando retirá-los de seu lugar natural para apresentá-los a uma atmosfera protestante qualquer. Este é claramente um pecado de rebelião fruto de obras da carne ou contendas e divisões (como outras traduções expressam). TERCEIRO, esse grupo também demonstra ser causador de outras obras da carne, tais como ambições próprias, dissensões e eu acrescentaria ainda heresias, pois foi pessoalmente dito a mim por um dos integrantes desse grupo que somos obrigados a aceitar como autoridade sobre as nossas vidas ensinos de homens como Lutero e Calvino. Eu aprecio muito a vida não só desses dois pais da Reforma, mas também de outros que a história do Cristianismo nos agraciou. Sou grato a Deus pela vida de homens e mulheres que contribuíram para a expansão do Reino de Cristo, e todos devemos aprender com suas contribuições. Mas, o que esses homens escreveram de certo ou errado, não pode servir como autoridade espiritual sobre a minha vida. Peço desculpas aos meus irmãos que me lêem, mas eu não me lembro de ter lido no Novo Testamento ou na Palavra de Deus que Calvino ou Lutero morreram por mim ou deram suas vidas por mim ou que o sangue deles perdoa os meus pecados. Eu não me lembro de ter lido na Bíblia que a tradição cristã é um elemento essencial que devo aceitar para ser salvo. Meu comprometimento é com a Palavra de Deus e apenas com ela, e creio que o Espírito Santo de Deus que é revelado de Genesis a Apocalipse é o suficiente para que eu conheça e creia para alcançar o Caminho de Deus para salvação de minha alma. Se esses jovens agora crêem em Calvino ou Lutero como autoridades espirituais, eles tomam um caminho contrário à Bíblia.


Eu gostaria que todos soubessem que as pessoas que se ausentaram não estão mais associadas ou conectadas à Congregação Har Tzion nem ao Ministério Ensinando de Sião – BRASIL, nem ao Ministério Netivyah de ISRAEL. Eles não representam mais nossa visão e escolheram não ter mais vínculo algum com essas instituições.

Eu gostaria que todos soubessem que eu NÃO RECOMENDO para o ensino bíblico a nenhum dos participantes nessa rebelião. Isso se faz extremamente necessário enquanto esses jovens continuarem na rebelião e na maledicência contra a Congregação Har Tzion, contra o Ministério Ensinando de Sião e contra a minha vida. Até que esses jovens se arrependam de forma evidente - e peçam perdão por suas atitudes rebeldes e ingratas para destruir o “prato” de onde comeram e se alimentaram por tantos anos – não haverá nenhuma cooperação ou recomendação de minha parte, Joseph Shulam. Recomendo também ao Sr. Marcelo M. Guimarães e aos outros na atual liderança do Ensinando de Sião que não recomendem nem digam nada contra ou a favor dessas pessoas. Recomendo que deixemo-nas nas mãos do Todo Poderoso de ISRAEL que tratará com essas pessoas ao Seu próprio estilo e misericórdia.

Por favor, deixem que todos saibam que esses não são em absolutamente NADA recomendados por mim, Joseph Shulam, nem pelo Netivyah de Jerusalém. Digo isso pois o apóstolo Paulo é categórico ao afirmar em várias passagens que os que causam divisões e contendas em suas Congregações devem ser notados cuidadosamente, e os demais irmãos devem se afastar deles. Este é o princípio bíblico que, apesar de doloroso, deve ser observado por quem crê que o apóstolo Paulo escreveu por inspiração divina (Rm 16:17, I Co 1:10, 11:18).

Eu creio que o movimento da Restauração é uma forma lógica de alguém se relacionar com as Escrituras porque o interesse é na Verdade de Deus e não na legitimidade de tradições cristãs ou tradições Judaicas como sendo AUTORIDADE sobre as nossas vidas. Tratamos todas as tradições, cristãs ou judaicas, como tradições apenas e não como algo requerido para a salvação dos discípulos de Yeshua. A Igreja como se apresenta nos dias de hoje está muito distante da Igreja descrita nas páginas do Novo Testamento. A Igreja de hoje está dividida em milhares de denominações que lutam entre si. Este não é o tipo de Igreja que eu desejo pertencer. Eu desejo ser como a Igreja a qual leio no livro de Atos, onde vejo a mão de Deus se mover e conceder poder e milagres a uma comunidade unida e doutrinariamente fiel ao Ensino dos Apóstolos e dos Profetas.

Nosso movimento jamais pregou a obrigatoriedade da Lei nem para Judeus muito menos para não judeus. Não judaizamos cristãos nem cristianizamos judeus. Mas, essas pessoas que se ausentaram do Ministério Ensinando de Sião foram vítimas de uma crise identitária egoísta e fatal, crise esta que é totalmente condenada pela liderança do Ensinando de Sião, pelo Ministério Netivyah em Jerusalém e pela UMJC – Union of Messianic Jewish Congregations – EUA (organização a qual o Ensinando de Sião faz parte desde 2000 e mantém excelente relacionamento e prestígio entre seus líderes). Para resolverem esta crise e tentarem se redimir da culpa de uma falsa judaicidade que assumiram no passado (contrariando os ensinos e recomendações bíblicas do Ensinando de Sião), essas pessoas optaram por atacar os pilares dos ensinos bíblicos que eu, Joseph Shulam, tenho promulgado ao redor do mundo por mais de 40 anos.

Mas, pelos frutos conhecemos os que realmente se comprometem com a verdade ou apenas com o reconhecimento de homens (Mt 7:16). Basta averiguar sobre a minha pessoa não só no Brasil como ao redor do Mundo. Busquem saber quem é Joseph Shulam no Brasil, nos EUA, na Europa e principalmente em Israel. Conheçam nossos frutos e nossa reputação nos meios eclesiásticos e principalmente seculares e vocês saberão quem realmente somos. Também peço que façam a mesma coisa com essas pessoas que agora se ausentam do Ensinando de Sião, fazendo um enorme esforço para prejudicar as bases e a seriedade do trabalho do qual eu sou Co-Fundador, em uma lamentável demonstração pública de ingratidão a Deus e a nós.

Por fim, eu abençôo a congregação Har Tzion e o Ministério Ensinando de Sião, crendo que este tipo de “poda” é proveniente de Deus e sempre depois de podas como essas um novo grupo de frutos surge e Deus é bendito neles. Abençôo também a todos os que foram aproximados por DEUS a esta visão, que amam a Yeshua, a ISRAEL e ao povo Judeu, que buscam a restauração genuína da Igreja e da Casa de Jacó. Minha palavra para vocês é: não desanimem! Se Yeshua e os Apóstolos tivessem abdicado da mensagem profética e verdadeira do Evangelho em troca de aceitação nos meios religiosos de sua época, provavelmente não estaríamos aqui hoje. Se o Filho de Deus tivesse escrito aos líderes religiosos de sua época pedindo desculpas e perdão por ter falado contra dogmas e tradições intocáveis de sua época, não teríamos sequer a Igreja estabelecida e redimida. Deus é nosso Juiz, nosso Salvador e nosso redentor. O caminho da verdade é estreito, e muitas vezes nos sentiremos perseguidos e isolados pelos que querem seguir o caminho largo e cômodo. Mas os que prosseguirem fielmente no amor e no temor a Deus, encontrarão PAZ, ALEGRIA e JUSTIÇA. Não buscamos aceitação e louvor de homens, mas sim, aprovação de Deus através de seu filho Yeshua, nosso Senhor absoluto.

Eu oro e profetizo que bons frutos e bênçãos de Deus encherão a Congregação Har Tzion e o Ministério Ensinando de Sião nos próximos meses.

Que o Eterno vos abençoe e vos guarde,


Joseph B. Shulam - Jerusalém - ISRAEL
Presidente Fundador do Ministério de Ensino e Pesquisa bíblica Netivyah – Jerusalém – ISRAEL
Co-Fundador do Ministério Ensinando de Sião – BRAS