segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Shalom queridos irmãos e irmãs em Cristo,

É com este desejo de paz e unidade entre os discípulos do Messias de ISRAEL que componho esta mensagem endereçada a todos os que acompanham o trabalho do Ensinando de Sião e a visão da Restauração do Corpo de Cristo nos quatro cantos do planeta, os quais, assim como eu, foram lavados e remidos pelo Filho de Deus, Yeshua (Jesus) nosso Rei e Senhor, Deus conosco.

Como vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião e um dos presbíteros da Congregação Har Tzion, compartilho do chamado principal desta casa o qual é a Restauração da IGREJA e a Salvação de Israel. Com zelo e muito temor tenho buscado expressar esses objetivos através de meus últimos estudos durante os cultos na Congregação Har Tzion, estudos estes que são sempre disponibilizados para exibição pública através do site YOUTUBE (http://www.youtube.com/user/tvsiaobrasil) e retransmitidos a milhares de pessoas o redor do mundo. É sobre uma revelação que julgo de fundamental importância para a UNIDADE do CORPO de CRISTO que desejo compartilhar nesta mensagem. Não sou detentor de nenhuma verdade absoluta nem julgo ser melhor do que ninguém. Sou apenas um simples servo que busca viver o Evangelho de forma simples porém original, a exemplo do que lemos no Livro de Atos. Assim, apresento-lhe esta mensagem com um pequeno estudo sobre um importante elo de ligação presente na Igreja do 1º século o qual julgo necessário ser restaurado em nossos dias.

Em minha ministração no dia 27/08/2011, durante a Parashá Reê, esbocei um pensamento com o tema: "Uma Proposta de Ruptura Identitária”. Neste estudo, propus basicamente que se NÓS, como membros do Corpo de Cristo, não restaurarmos o ensino apostólico de IDENTIDADE ECLESIÁSTICA como “aproximados a Israel” e “co-herdeiros e co-participantes” com os Judeus nas promessas feitas entre Israel e Deus, não alcançaremos a tão sonhada união entre os membros do Corpo. Expliquei que este ensino (doutrina) era e é um dos elementos que promove a unidade entre os membros do Corpo, uma vez que a seiva da raiz deve estar presente em todos os ramos ligados a ela. Se um ramo (membro) não compartilha da seiva da raiz, não pode se sentir parte da mesma árvore. Se todos os membros não são alimentados pelos mesmos nutrientes, eles jamais se sentirão parte de um mesmo corpo. Pois bem, segundo os argumentos do apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos nos capítulos 09, 10 e 11, a raiz representa as promessas, heranças e alianças feitas por Deus a Israel. O próprio Cristo, para quem o recebe, faz parte desta seiva (Rm 9:4-5). A raiz compartilha desses elementos com todos os ramos (naturais ou enxertados) através da seiva. Se todos os ramos não recebem a mesma seiva (estando ligados à mesma raiz), não se sentirão parte da mesma árvore.

Esta seiva comum (as promessas e alianças feitas entre Deus e Israel) representa a doutrina que nos esboça um entendimento correto sobre quem é Cristo e sua missão em “quebrar o muro de separação” e nos “aproximar a Israel” (Ef cap. 2). Esta doutrina também nos ensina quem somos nos planos de Deus. Além de perdoar nossos pecados e nos garantir o dom gratuito da Salvação, Cristo também possui esta missão, segundo o Apóstolo Paulo em Ef 2:2-9, a saber, nos enxertar através de Seu próprio sangue nas promessas, nas alianças e nas heranças dadas a Israel. Ele nos faz cidadãos do Reino com uma nova identidade Nele: somos agora Família de Deus (Judeus e não-judeus, juntos em Cristo). Se nossa compreensão da Obra de Cristo se resumir apenas em sua missão redentora e perdoadora (e nos esquecermos de sua missão como aquele que nos “aproxima de Israel” – Ef 2:13) - teremos uma visão incompleta de sua missão como Messias. Basta ver que nos discursos evangelistas de Pedro e do Apóstolo Paulo para comunidades de não-judeus, a mensagem da cruz sempre era precedida pela explicação das promessas dadas aos patriarcas e profetas de Israel. Isto quer dizer que Israel para Paulo e Pedro era mais importante do que a Cruz? Logicamente que não! Mas esta contextualização histórica da mensagem do evangelho era fundamental para uma compreensão correta de Cristo, Sua obra redentora e da nova identidade que os que receberiam a Cristo estavam prestes a adquirir. (At 13:16-41).

Acho inadmissível algumas pessoas usarem um aspecto da obra de Cristo para se distanciarem de outro igualmente importante. Usam Cristo para dividir e anular Sua própria missão. Querem apagar a missão do Messias como “aproximador a Israel”, para tê-lo apenas como o Deus encarnado e “sem pátria” que levou nossos pecados na cruz. É claro que a missão redentora de Cristo é sine qua non para que alguém possa ter acesso às promessas e ao dom da salvação, e não estou de forma alguma diminuindo esta importância. Porém, é fundamental entendermos a obra do Messias em sua plenitude, e não apenas uma faceta ou um aspecto da mesma. Se separarmos Cristo de seu vínculo histórico, profético e identitário com Israel, não compreenderemos plenamente quem Ele é. O fato de todos terem sido lavados por Seu sangue e terem experenciado através Dele o novo nascimento, não automaticamente garante uma unidade funcional com outros grupos ou indivíduos que passaram pela mesma experiência. O exemplo histórico relatado nos livros do Novo Testamento e a atual fragmentação do cristianismo são provas incontestáveis do que acabei de afirmar. É exatamente nesta lacuna que entra o elemento “ensino” ou “doutrina”. É ela que também mantém os ramos (membros) do Corpo unidos em um mesmo ideal. Basta ler as palavras de Lucas em At 2:42-47:

“E perseveravam na DOUTRINA dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

Notemos que seria irrelevante para Lucas dizer que eles “perseveram em Cristo”, pois isto já era a base do status quo da comunidade como Igreja. Todos estavam em Cristo, pois ele é a base, o cabeça! Porém, Lucas deixa claro que a perseverança na doutrina (ensino) dos Apóstolos era uma das condições fundamentais e primordiais para se alcançar as demais expressões de comunhão mencionadas no texto. Tal doutrina (ensino) era necessária para que os participantes da Igreja em Atos tivessem a mesma interpretação do Evangelho e da obra de Cristo. Como fato comprobatório, vemos que 90% do Novo Testamento (Evangelhos e cartas pastorais), são ensinos (doutrinas) e/ou combate a falsas doutrinas.

Paulo, Pedro, Tiago e João combatiam heresias (falsos ensinos) presentes nas várias comunidades do 1º século, utilizando para isso a Doutrina dos Apóstolos. Era o ensino comum com base no presbitério da Igreja em Jerusalém que assegurava uma unidade doutrinária, funcional e até mesmo espiritual entre os vários membros do Corpo de Cristo. O próprio Paulo é categórico ao afirmar que Judeus e não-judeus em Cristo existem como família de Deus sobre o FUNDAMENTO dos Apóstolos e dos profetas, sendo este fundamento apoiado sobre o próprio Cristo, a PEDRA ANGULAR (Ef 2:20). Ou seja, Cristo é a base, o ponto inicial da construção que deve vir a seguir, a saber, o ENSINO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS. Sem a base (Cristo), não há Igreja, mas também sem o restante do FUNDAMENTO ela não pode manter-se unida. Cristo é o alicerce sobre o qual a fundação doutrinária existe. Não podemos achar que esta afirmação “diminui” a importância de Cristo na vida do discípulo, pois sem Ele não haveria sequer um organismo denominado Igreja. Cristo é o cabeça da Igreja, seu Senhor, Rei e sustentador. Ele é o noivo, o próprio motivo de existência da Igreja. O fato de reconhecermos que ensinos corretos asseguravam a unidade do Corpo de Cristo não é contrário à soberania de Cristo sobre a Sua Igreja. Ao contrário, o compartilhamento de uma mesma doutrina assegurava que todos os membros do Corpo teriam a mesma compreensão da Identidade de Cristo e de sua própria identidade como Igreja, confirmando a absoluta soberania do Messias sobre a sua Assembléia. A união fundamentada em uma mesma doutrina é o exemplo Bíblico que temos da Igreja do primeiro século e deve ser o exemplo a ser seguido em nossos dias. Vejamos alguns textos:

“Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça”. (Rm 6:17-18)

“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido”. (1Tm 4:6)

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende (...)” (1Tm 6:3-4)

Neste aspecto, baseado nos exemplos bíblicos que foram citados, volto a afirmar que apenas a crença em Cristo não garantia a união da comunidade dos Santos. Cristo era a base, o ponto de apoio, a pedra angular, mas o que também mantinha a estrutura unida era a DOUTRINA, o FUNDAMENTO como um todo. Ou seja, o ELO de LIGAÇÃO entre os membros do corpo era também a doutrina dos Apóstolos. Mais uma vez, isso não diminui em nada a importância e a posição de Cristo como Rei e Senhor da Sua Igreja. Não podemos manipular os textos motivados por uma falsa humildade e aparente sabedoria, visando colocar pessoas que defendem os argumentos acima como “inimigas de Cristo” ou “diminuidoras” do Seu Poder.

[Permitam-me abrir um parêntese - Em relação a última frase do parágrafo anterior, eu pergunto: O que alguns incautos teólogos que se julgam os guardiões da IGREJA e da Sã doutrina cristã (mas que só sabem dividir e ferir o Corpo de Cristo com sua rebeldia, carnalidade e ingratidão), falariam de um judeu cristão que escrevesse a seguinte frase: “...estou disposto a me SEPARAR DE CRISTO se isto for contribuir de alguma forma para a salvação de meus irmãos judeus!”? Eles com certeza usariam essas palavras para condenar seu autor como herege, conclamando demais cristãos a isolarem tal pessoa pois “colocou ISRAEL acima de Cristo”, ou ainda que o sujeito em questão não é mais “cristocêntrico”! Pois bem, este judeu cristão era o Apóstolo Paulo que escreveu esta frase para gentios arrogantes e ingratos que odiavam Israel e o povo Judeu e que usavam falsamente “Cristo” para se DESCONECTAREM de suas raízes no povo Judeu (Leiam Rm 9:3). Se Paulo escrevesse em nossos dias ele seria considerado “apóstata” e “herege” por 99% dos teólogos cristãos. Se ele tivesse escrito na Idade média, seria queimado como herege na fogueira da inquisição como foram meus antepassados. Dou graças a Deus pois tais teólogos não são os “guardiões” da fé nem da “sã doutrina”, pois de outra forma eu e o Apóstolo dos Gentios teríamos nos tornado “cripto-cristãos”!!! Como vocês vêem, é possível usar falsamente um “cristocentrismo” para desviar as pessoas de um dos pilares da Fé de Cristo – ISRAEL e o POVO JUDEU! Não caiamos na astúcia dos falsos mestres, que distorcem e manipulam as Escrituras para alimentarem sua própria vaidade, seu próprio ego, sua própria carne. Os verdadeiros “hereges” são conhecidos por seus frutos, e não apenas por sua teologia – Mt 7:20]

Atualmente, devido aos séculos de influências anti-semitas e anti-judaicas nas bases e nos vários desenvolvimentos da Teologia Cristã, o ensino (doutrina) Apostólico sobre a identidade do discípulo de Cristo em relação a Israel (Rm 9:4-5, 11:7-32; Ef 2:13, 3:6) é praticamente AUSENTE e/ou DISTORCIDO entre os vários grupos e indivíduos que hoje se identificam como “cristãos”. Este é um dos ensinos que mais carecem de restauração conceitual nos meios eclesiásticos de hoje, em minha humilde opinião. Não apenas isso, mas esta carência e ignorância sobre a identidade do Cristão em relação à nação de ISRAEL fez com que um poderoso ELO DE LIGAÇÃO (doutrina) existente nos primeiros séculos da era Cristã desaparecesse por completo do seio da Igreja. Como conseqüência, temos o excesso de vertentes, denominações, grupos, religiões e seitas que se denominam “Cristãs” e que não exercem nenhum tipo de comunhão neo-testamentária entre elas, além de se posicionarem contrariamente às Escrituras em assuntos relacionados a Israel e sua posição nos planos de Deus. Todas se dizem “seguidoras de Cristo”, mas continuam divididas e até mesmo inimigas. Isso é a prova irrefutável que no aspecto e contexto aqui apresentados, apenas a crença comum em Cristo não representou historicamente o elemento catalisador da união do Corpo de salvos como exemplificado em At 2:42-47. A exemplo do próprio texto de Atos, um elemento doutrinário comum e verdadeiro mantinha as comunidades unidas em CRISTO e em cooperação mútua, apesar dos serviços (ministérios) serem diversificados.

Como a doutrina apostólica sobre a IDENTIDADE do Cristão em relação a Israel é uma das mais ausentes na atualidade (Rm 9:4-5, 11:7-32; Ef 2:13, 3:6), deduz-se sem muito esforço que o seu REAPARECIMENTO nos meios teológicos cristãos contribuirá em muito para a RESTAURAÇÃO da tão sonhada UNIDADE da Igreja lida em Atos dos Apóstolos. Isso porque tal doutrina promove as bases para a identidade do Cristão, um fator fundamental para todo o desenvolver da vida do discípulo de Cristo, além é claro de seu novo nascimento verdadeiro. Sua visão de mundo, seu conceito pleno sobre Cristo e sobre o evangelho são diretamente afetados por seu conceito de identidade. A leitura que faço a meu respeito dita a leitura que farei do mundo ao meu redor. DOUTRINAS que tratam da IDENTIDADE do CRISTÃO em relação a ISRAEL são elementos da FUNDAÇÃO (Ef 2:20), e sua RESTAURAÇÃO certamente será um dos elementos que produzirá a tão sonhada unidade verdadeira do Corpo de Cristo. Esse é o meu objetivo como ministro da Palavra de Deus e para isso tenho apresentado a minha vida diante do Deus de ISRAEL, com frutos os quais coloco à disposição de todos para julgamento. Verei em meus dias a IGREJA de CRISTO mais uma vez UNIDA e RESTAURADA, co-herdeira e co-participante com ISRAEL nas ALIANÇAS e PROMESSAS, sendo conhecida por seu amor a Cristo e amor uns aos outros, unânimes na “DOUTRINA dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”!

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, DOUNTRINANDO-NOS que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de REDIMIR-NOS de toda iniqüidade e PURIFICAR, PARA SI MESMO, UM POVO exclusivamente seu, ZELOSO DE BOAS OBRAS. (Tt 2:11-14)

Na graça de Yeshua (Jesus) meu Rei, Deus e Messias,

Matheus Z. Guimarães

Vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião – http://www.siaobr.com

Diretor do CATES (Centro Avançado de Teologia Ensinando de Sião) – http://www.cates.com.br

Judeu segundo a carne e apaixonado por Cristo segundo as promessas feitas aos meus patriarcas

P.S

1. O vídeo mencionado no qual explico sobre o ELO DE LIGAÇÃO da IGREJA como sendo a DOUTRINA Apostólica da IDENTIDADE Cristã deu origem ao artigo "O Elo de Ligação", o qual é mais completo e mais abrangente do que a mensagem postada no youtube, razão pela qual este o substitui.

2. O Ensino que dedico exclusivamente à DOUTRINA da IDENTIDADE CRISTÃ pode ser visto clicando-se AQUI.

3. Vejam mais estudos gratuitos AQUI.

4. Um pequeno comentário sobre Rebeldia: o texto de 2Pe 2:1 refere-se à história de CORÁ (um levita que se levantou soberbamente contra as autoridades que Deus instituiu sobre ele próprio e acabou recebendo juízo repentino da parte de Deus – Nm 16): “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme. (2Pe 2:1-3). Pedro alerta que falsos profetas se levantariam na Igreja como CORÁ (embebidos em rebeldia e ingratidão), e tentariam ensinar com “palavras fictícias” e dissimuladoras contra a verdadeira Salvação de Deus. A REBELDIA é uma característica que DESQUALIFICA o obreiro para a boa obra em Cristo. Nossos FRUTOS diferem os homens dos aventureiros (crianças e/ou moleques) no Reino. Aqueles que são e aqueles que fingem ser. “Pelos FRUTOS vos conhecereis!” (Mt 7:20).

5. Para uma esclarecedora carta do Rabino Messiânico Joseph Shulam, CLIQUEM AQUI.