quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ONU confirma negação de conexão judaica com o Monte do Templo


              A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) nesta quarta-feira aprovou oficialmente a resolução que nega qualquer conexão judaica com o Jerusalém e seus lugares sagrados, incluindo o Monte do Templo.
                O documento exige que Israel cesse o que chama de “destruição intencional” dos locais sagrados de Jerusalém, aos quais a ONU se refere apenas pelos seus nomes islâmicos.
                Os atos de “destruição” referidos pela resolução são na verdade escavações arqueológicas que estão sendo realizadas junto ao Monte do Templo, escavações essas que revelaram vastas evidências que confirmam a longa e histórica conexão entre o local e o povo judeu.
                O Embaixador de Israel para as Naçoes Unidas, Danny Danon, condenou a decisão dizendo: “a UNESCO envergonhou a si mesma marchando ao ritmo dos tocadores de flauta palestinos. Todas as tentativas de negar nossa herança, distorcer nossa história e desconectar o povo judeu de nossa capital e terra natal estão fadadas a falhar.”
                O arqueólogo Dr. Gabriel Barkay, diretor de uma das escavações mencionadas acima, disse que a resolução era um “insulto” a qualquer pessoa com alguma inteligência.
                “Jesus e o Monte do Templo são mencionados no Novo Testamento mais de 20 vezes”, observou Dr. Barkay em uma coletiva de imprensa em Jerusalém. “Jesus foi até o Templo antes de sua crucificação e derrubou a mesa dos cambistas e profetizou sobre o Monte do Templo. Então quem tenta por em risco a conexão judaica com o Monte do Templo na verdade prejudica o cristianismo, já que este é baseado em Jesus e sua conexão com o Monte do Templo.”
                Na terça-feira, um grupo de senadores e congressistas americanos instaram veementemente outros países membros da UNESCO para rejeitarem a resolução, observando que “a tentativa de apagar a conexão judaica e cristã com essa cidade sagrada irá prejudicar ainda mais as perspectivas de paz”.
                Mas a delegação palestina ameaçou em uma carta para os outros delegados da UNESCO que se a votação a favor da resolução falhasse, os árabes seriam “obrigados a considerar outras opções”.
                A medida por fim foi aprovada com uma margem de 10 a 2, com 8 abstenções.

                
                Fonte: Israel Today