terça-feira, 22 de novembro de 2016

Novo índice de pobreza em Israel classifica Jerusalém como uma das cidades mais pobres


                Enquanto Rishon LeZion e Petah Tikvah assumiram o topo do ranking em um novo índice socioeconômico das maiores cidades de Israel, Jerusalém caiu para a seção inferior do ranking.
                Jerusalém, que tem o dobro da população de Tel Aviv, está entre as grandes cidades mais pobres com pelo menos 200.000 residentes. A razão de estar tão baixa no ranking é o grande e crescente número de residentes árabes e ortodoxos. Isso em contraste com Rishon LeZion e Petah Tikvah, que têm visto um crescente influxo de pessoas jovens e com alto nível de educação.
Vizinhança religiosa.

                A classificação, que foi publicada pelo Gabinete Central de Estatísticas, inclui 255 municipalidades, sendo 201 cidades e 54 conselhos regionais.
                O índice afeta uma infinidade de questões econômicas, cujo principal são os benefícios fiscais projetados recentemente para as comunidades israelenses, tais como a proximidade com o centro do país, a distância das fronteiras e a posição econômica dos grupos populacionais.
                Ministérios do Governo também estão fazendo uso da nova informação lançada, com o Ministério da Educação e do Bem Estar ambos usando a informação para investir nas áreas mais necessitadas. No entanto, nem todas as instituições públicas fazem uso positivo dessa informação, com muitos bancos fechando agências em áreas determinadas como mais fracas, forçando os residentes a encontrarem soluções alternativas.
                O novo índice apresenta as seguintes informações em seis importantes cidades: Tel Aviv, Rishon LeZion, Haifa, Ashdod, Jerusalém e Petah Tikvha, classificando-as de 1-10, com 1 sendo a mais fraca e 10 a mais forte no posicionamento geral.
                Tel Aviv, cuja população em 2013 chegou a 417.503 habitantes, ganhou nota 8. De 2008 a 2013, tanto Rishon LeZion (237.406 habitantes) quanto Petah Tikvah (217.951 habitantes) subiram de uma nota 6 para uma nota 7. Haifa, com uma população de 271.963, manteve sua nota 7.
                Na parte inferior da classificação estão Ashdod, com uma população de 216.113 habitantes e nota 5, e Jerusalém, com 827.804 habitantes e nota 4.

                As comunidades mais vulneráveis do país são na maioria ultra-ortodoxos, árabes e beduínos, como Beitar Illit, Modi'in Illit, Naveh Midbar, Rahat, Shaqib al-Salam, Tel as-Sabi, Ar'arat an-Naqab, Hura, Kuseife, Lakiya e Al-Kasom.
                Em contraste, as comunidades com as maiores notas em Israel incluem Kfar Shmaryahu e Savyon, ambas com nota 10, enquanto Shoham, Ramat Hasharon, Har Adar, Kokhav Yair, Kfar Vradim, Lahavim, Meitar e Omer todas receberam nota 9.
Casa em Savyon.

                O Conselho Regional de Hevel Yavne experimentou a mudança mais dramática, caindo de uma nota 7 para 4.
                Em resposta, a Prefeitura de Jerusalém comentou: “Não há necessidade de conhecer as estatísticas para saber que a cidade precisa urgentemente de fundos do governo. Ter um baixo ranking na verdade reflete com mais precisão a cidade e permite a passagem de mais subsídios orçamentais que podem ser sentidos pela população. A capital de Israel tem grandes desafios que qualquer outra cidade. A chave para o futuro de Jerusalém é inovação no comércio local, indústria high-tech e um massivo investimento na infraestrutura turística”.
                Fonte: Ynet News