segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Grande prioridade mudar a embaixada dos Estados Unidos, em Israel, para Jerusalém, diz Trump


              Donald Trump está ansioso para mudar a Embaixada dos Estados Unidos, em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, mudança essa adiada repetidamente por presidentes de todos os partidos políticos, disse na segunda-feira um de seus principais assessores.
              “Esta é uma grande prioridade para este presidente-eleito, Donald Trump”, disse Kellyanne Conway em uma entrevista a uma rádio conservadora. “Como presidente-eleito eu o ouvi repeti-lo várias vezes em particular, se não publicamente.”
              Na verdade, ao longo de toda sua campanha para presidente, Trump disse repetidamente que iria mudar a Embaixada Americana caso fosse eleito – uma promessa política frequentemente feita que nunca fora cumprida. Há muito tempo a política dos Estados Unidos tem sido ameaçar o status de Jerusalém como uma questão que só seria finalmente resolvida em negociações sobre o status final com os palestinos.
              “É algo que nosso amigo em Israel, um grande amigo que temos no Oriente Médio, iria apreciar e algo que muitos judeus americanos expressaram como sendo sua preferência”, disse Conway. “É uma grande jogada. É uma mudança fácil de ser feita, com base no quanto ele falou sobre isso nos debates e em suas frases de efeito.”
              Apenas dez dias atrás, no entanto, o Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Liberman, questionou se seria sábio para Trump priorizar a mudança da Embaixada Americana assim que assumisse o cargo.
              “Seria um erro colocar a Embaixada como foco principal”, disse Liberman ao Forum de Saban, fazendo uma lista de outros assuntos mais críticos - a estabilidade da Autoridade Palestina, as ameaças do Hamas, Hezbolá e Irã, entre outros – como sendo mais pertinentes.
              No domingo, em uma entrevista ao canal Fox News, Trump disse que ele espera que seu genro, Jared Kushner possa “fazer a paz no Oriente Médio”. Com uma experiência no ramo imobiliário, Kushner ajudou a executar a improvável campanha presidencial de Trump, mas não possui nenhuma experiência em política externa, até o momento.

              Fonte: Jpost