sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Nova evidência apoia relato bíblico sobre Davi e Golias


              Todos amam a história bíblica do jovem pastor Davi derrotando o gigante filisteu Golias com apenas uma funda e uma fé inabalável no Deus de Israel. Pela primeira vez, arqueólogos israelenses desenterraram evidências físicas da história bíblica, incluindo o local exato da batalha mais comentada de todos os tempos.
              “O que está escrito na Bíblia encaixa na situação geográfica e antropológica do período”, disse Yosef Garfinkel, diretor do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.
              Durante as escavações, realizadas entre 2007-2013, Garfinkel percebeu que havia encontrado evidências de uma cidade da época do rei Davi, que datava do século 11 a.C. A cidade, que fica entre os sítios antigos de Socó e Azeca, está na fronteira bíblica que separa os filisteus dos judeus, lugar onde Davi triunfou sobre Golias.
              “A história de Davi e Golias e a cidade estão localizadas no mesmo local”, explicou Garfinkel. “Eles são do mesmo período, então não pode ser uma coincidência.”
              As escavações revelaram uma comunidade fortificada construída de uma maneira não usual. Os muros possuíam dois largos portões, algo incomum para uma cidade tão pequena. Quando os arqueólogos descobriram os portões, eles se lembraram da cidade de Saaraim (que significa “dois portões”, em hebraico), mencionada na Bíblia. “e caíram os feridos dos filisteus pelo caminho de Saaraim até Gate e até Ecrom.” (1 Samuel 17:52).
              Historiadores e arqueólogos perceberam que eles estavam em cima da cidade que havia sido construída como um posto avançado para proteger a estrada que subia as montanhas da Judeia de um possível ataque dos filisteus.
              Muitas pistas demonstraram que essa era uma fortaleza da Judeia. Mais significativamente, os arqueólogos descobriram um modelo de pedra único, decorado com imagens descritas nas Escrituras como o Templo do Rei Salomão e seu palácio em Jerusalém. Eles também encontraram duas inscrições em hebraico, as mais antigas encontradas até hoje, em uma jarra e um pote encontrados no local. Por último, não havia ossos de porcos entre os muitos restos de animais encontrados no local, apontando para a observância das leis de dieta judaica.
              Garfinkel disse ao Reuters que os arqueólogos estavam surpresos de terem encontrado as ruínas a apenas 20 centímetros abaixo da superfície. Como a cidade foi construída sobre pedras duras, os testes de laboratório conseguiram determinar a datação por carbono de poços de azeitonas carbonizados, escavados na fundação do sítio. As datas confirmaram sem sombra de dúvida que a cidade existiu entre o fim do século 11 e início do século 10 a.C., início do reino israelita.  
              Porque a cidade foi construída e destruída apenas 30 anos depois, ela permaneceu congelada no tempo, provendo a melhor e única fonte extra-bíblica do período do rei Davi. Hoje, 3.000 anos depois, podemos aprender sobre a vida cotidiana do povo. Garfinkel descreveu o achado como “metrópole bíblica”.
              Baseado nesses achados extraordinários, o Museu de Terras Bíblicas, em Jerusalém, abriu uma nova sala de exibição, chamada No vale de Davi e Golias. A apresentação multimídia inclui muitos dos artefatos originais descobertos nessa cidade de dois portões, no vale de Elá. Pela primeira vez, visitantes terão a chance de voltar na história, na época do rei Davi, e reviver aquela batalha inesquecível onde aprendemos que a fé no Deus de Israel pode vencer qualquer obstáculo.

              Fonte: Israel Today