sexta-feira, 11 de julho de 2008

A cada dia nos encantamos mais e mais com a fidelidade de Deus. Como é possível que após 2000 anos espalhados pelas nações, sofrendo todo o tipo de perseguição e várias tentativas de extermínio ao longo da história, nosso povo tenha sobrevivido? Como é possível existirmos e vivermos novamente em nossa terra natal, estando rodeados por 1,5 bilhões de árabes que nos odeiam? Muitos trabalharam arduamente para ver o milagre ISRAEL como uma realidade em nossos dias, mas o crédito e a honra devem ser dados somente ao Eterno!

De nossa sacada podemos avistar um bonito e pequeno monte. Abaixo deste monte existem algumas ruínas de um pequeno vilarejo dos dias anteriores aos reis, chamado Zufe. No alto deste monte habitava um dos maiores profetas de Israel, nascido de uma mãe estéril como fruto de muita oração e súplica. Não obstante, seu nome significa em hebraico “Deus me ouviu”! Estamos falando do profeta Samuel (Shmúel).

Neste monte Saul e seu amigo procuraram o “homem de Deus”, buscando saber a localização das jumentas de seu pai. O bonito e alto jovem benjamita que queria apenas encontrar as jumentas perdidas de seu pai, acabou se tornando o primeiro Rei de Israel. Saul foi ungido por Samuel para reinar e libertar os israelitas da opressão dos filisteus (povo do mar), e tinha tudo para cumprir seu chamado e estabelecer a sua descendência sobre o trono de Israel. Mas Saul desobedeceu ao Eterno, deixando de dar ouvidos ao profeta de Deus e agindo conforme a sua própria vontade. Ao poupar seus inimigos e não abrir mãos dos despojos de seus adversários, ele permitiu que seu coração se afastasse da verdade, não sendo mais merecedor do trono de Israel.

Quando olho para o pequeno monte de Zufe sou confrontado com o perigo de fazermos a obra de Deus na nossa própria força, na nossa própria capacidade. Quantos são capacitados e escolhidos pelo Eterno para desempenhar tarefas no Reino, mas acabam tragados por sua própria vaidade, não reconhecendo a soberania de Deus. Seus ministérios se tornam mais importantes do que obedecer ao próprio Deus. Que possamos, diariamente, entregar nossas vidas, nosso ministério, nossa família nas mãos do Eterno, para que Ele nos guie e nos admoeste conforme a Sua Lei. O homem de Deus não segue seu próprio caminho nem os desejos do seu coração. Ele é guiado por Deus muitas vezes por caminhos tortuosos e com muitos obstáculos. Que possamos sempre ter o nosso coração PURO diante de Deus, buscando realizar a Sua vontade e não a nossa. Este é o servo de Deus: guiado pelo Espírito, humilde de coração e apaixonado pelo Pai!

Contamos com as orações de todos em favor da nação de Israel e do povo judeu. Há uma guerra espiritual sendo travada neste momento em Israel, onde o inimigo tem tentado de todas as formas cegar o entendimento das pessoas, disseminando o ódio e a perseguição. Israel caminha para a intolerância e para a discriminação religiosa e racial, que cresce a cada dia. Ore e interceda diariamente pela salvação de Israel e pela Paz de Jerusalém. Esta é nossa arma mais eficaz!

A todos meu caloroso Shabat Shalom,

MZandona

Monte Zufe (à esq.) e Jerusalém ao fundo (à dir.)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

“Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração para sempre” IICr 7:16



A foto que vocês vêem tem grande significado. Ela mostra um bebe que sobreviveu ao terrível ataque terrorista que aconteceu hoje no centro de Jerusalém. O bebe foi levado para o hospital e mais tarde descobriu-se que seus pais morreram no atentado, sacrificando suas vidas para que sua pequena filha sobrevivesse.

Por volta das 12h, em um dos pontos mais movimentados de Jerusalém (rua Jaffa com Sarei Israel), um dos trabalhadores de uma linha de metrô entrou em um trator e percorreu cerca de 100 metros passando por cima de pessoas nas calçadas, carros e atingindo um ônibus coletivo. Após minutos de desespero pelas ruas de Jerusalém, alguns policiais conseguiram pular sobre o veículo para tentar prender o terrorista. Após resistir às tentativas de prisão de 2 policiais, o homem foi morto, cessando um rastro de destruição. O condutor do trator era um árabe, cidadão israelense, de nome Hussam Dwayat, morador da parte árabe de Jerusalém. Antes de ser alvejado, Hussam gritou em árabe: “Alla Akhbar” – Alá é grande, o que comprova o ato de terrorismo. Apesar de 3 organizações palestinas já terem assumido o atentado, as autoridades crêem que o atentado foi organizado pelo próprio Hussam, que agiu sozinho. Três pessoas morreram e 66 ficaram feridas.


Estávamos no Ulpan (escola de Hebraico) que fica a três ou quatro quarteirões de onde ocorreu o atentado, na rua paralela à rua Jaffa. Saímos da aula às 13horas e nos deparamos com a confusão próximo ao local que caminhamos todos os dias para ir e voltar do Ulpan. Um grande livramento da parte do Eterno evitou que fossemos vítimas do ódio islâmico.

O que muitos não entendem é que este conflito sangrento entre muçulmanos e israelenses não tem por objetivo território. Os que assim pensam passam por cima do aspecto mais importante nesta questão: a religião. Os muçulmanos não lutam contra os judeus ou contra o Estado de Israel. Esta é uma guerra do islamismo contra o Deus de Israel, Suas Leis, Sua Terra e acima de tudo, Seu povo. Esta é uma guerra entre deuses e não entre povos: O Deus de Israel contra Alá, o deus islâmico. São palavras como as proferidas em IICr 7:16 que motivam um ato cruel como o que aconteceu hoje em Jerusalém. O ódio é contra a escolha de Deus em relação a Jerusalém (sua morada Eterna) e em relação ao Seu povo, o povo de Israel. Israel pode ceder todo o seu território para os palestinos, mudando seus 5.5 milhões de judeus para a Patagônia. Ainda assim o ódio persistiria e os ataques continuariam existindo. Não é uma luta contra os judeus, mas contra o Deus dos judeus.

O que os árabes não sabem é que não existe outro deus na Terra ou nos céus, e que o Deus de Israel é o único Deus criador do universo. O que desconhecem é que Israel é a menina dos olhos do Pai, e ainda que aparentemente “ausente” aos olhos das nações, Deus cuida do Seu povo bem de perto, corrigindo-o e guiando-o por sua árdua mais honrosa missão de ser Luz para as nações, bênçãos para as famílias deste planeta. Jerusalém não foi tomada pelos judeus em 1967, nem a “Palestina” dada aos judeus em 1948. Jerusalém foi escolhida por Deus para Sua morada, e Israel escolhido para morada do Seu povo. Os que têm problema com as escolhas do Eterno lutam e argumentam contra o próprio Deus.
Contamos com as orações de todos em favor das famílias das pessoas que pereceram neste atentado. Precisamos das orações dos justos pela PAZ em Jerusalém. Somos sustentados pelas vossas orações e pela vossa intercessão. Com certeza, nosso livramento já foi fruto disso.
Na esperança da vinda de nosso Messias,
MZandona