quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Shalom amigos,
Aproveito a oportunidade para agradecer aos inúmeros e-mails e comentários que tenho recebido de todo o Brasil e de outros países, de pessoas que acompanham o Blog. Muito obrigado também àqueles que têm contribuído para o nosso sustento aqui em Israel. Que as Bênçãos do Eterno alcançem suas vidas abundantemente!
MZandona

Depois de Golda Meir, Tzipi Livni é a 2ª mulher a alcançar o cargo de Primeiro Ministro Israelense

Está decidido. Por uma diferença de 12%, Tzipi Livni foi eleita a substituta do atual 1° ministro Ehud Olmert, que já está com sua resignação acertada. A eleição ocorreu apenas entre afiliados do partido governante, o Kadima, e colocou Livni em uma das posições mais estressantes de todo o mundo. Olmert sai da liderança do país com inúmeras acusações de corrupção, como lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas, tráfico de influências, dentre outras. Particularmente, fiquei muito decepcionado com as ações de Olmert como 1° Ministro e apóio 100% sua resignação. Em pensar que conheci pessoalmente o Sr. Ehud Olmert em 1998, ainda como prefeito de Jerusalém, em visita a minha então escola de Hebraico. Em frente às câmeras e fotógrafos, ele me cumprimentou e disse: “Israel é o lugar de todo judeu e Jerusalém sempre foi e sempre será nossa capital indivisível.” Eu jamais imaginei que o Sr. Olmert seria primeiro ministro. Também jamais imaginei que iria presenciar sua resignação por corrupção, exatamente 10 anos depois.

Ehud Olmert sente o peso da nação israelense e das acusações de corrupção, agendando sua resignação ao cargo de 1° Ministro Israelense


Tendo recém-completado seus 50 anos, a “tel-aviviana” e futura primeira ministra, Tzipora Malka Livni, atuava como ministra das Relações Exteriores de Israel desde 2005. Mas sua carreira política começou em 1999 ao entrar para o partido Likud, exercendo desde então os cargos de Ministra de Cooperação Regional, Ministra da Agricultura, Ministra de Imigração e Absorção, Ministra de Moradia e Construção e por último, Ministra da Justiça. Extremamente liberal, Livini foi quem pela primeira vez afirmou que “ataques a soldados israelenses não devem ser considerados atos terroristas. Atos terroristas são aqueles intentados apenas contra civis.” Não é de se admirar que grande parte do exército israelense se indignou muito com as palavras da então Ministra da Justiça!

Depois de Golda Meir, Tzipi Livni será a próxima mulher a alcançar o cargo de primeira minsitra Israelense


Livini, em minha opinião, pode representar um grande perigo à soberania do Estado Judeu. O velho estigma do “território em troca de Paz”, ainda ecoa na mente e nas atitudes desta nova geração de políticos extremamente liberais, com muito pouco interesse aos princípios bíblicos e à constituição de Israel como “povo da Aliança”. Livni faz parte de uma geração que abraçou com unhas e dentes o sionismo e o retorno do povo judeu ao “Eretz Israel” (seus pais fizeram parte do famoso “Irgun”, uma espécie de milícia judaica, para-militar, que defendia o uso da força para garantir a imigração judaica nos anos 30 e 40), mas esqueceu-se totalmente das raízes culturais e principalmente religiosas do povo judeu.

Continuo afirmando que Israel não é qualquer nação, e o povo judeu não é qualquer povo. Enquanto Israel possuir um governante que não teme e não anda nos caminhos do Eterno, continuaremos a sofrer as conseqüências da quebra de princípios bíblicos os quais, na verdade, são os verdadeiros pilares da existência de Israel e do povo Judeu.

Daí, como sempre, precisamos muito da intercessão e da súplica dos justos em favor da liderança e do povo Israelense (tanto árabes quanto judeus). Israel precisa, antes de mais nada, reconhecer Seu Deus, Suas Leis e Seus princípios. Oremos pela nova Primeira Ministra, para que seu governo seja justo e em consonância com a Torá e os Profetas.

Na esperança dos profetas,

MZandona

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Shalom amados,

Estamos no mês judaico de Elul, chamado em hebraico de chodesh tshuvá (mês do arrependimento, ou do retorno). Elul é um mês de preparação para as Festas de outono: Rosh Há Shaná, Yom Kippur e é claro, Sucôt (Tabernáculos). Durante o mês de Elul toca-se o shofar todos os dias pela manhã, juntamente com um serviço na sinagoga muito especial, chamado de Slichôt (perdão). Alguns podem pensar que este culto matinal de arrependimento seria algo triste, mas na verdade é um serviço muito alegre. Celebra-se a oportunidade de arrependimento, o que é um dos maiores símbolos da graça (chéssed) do Eterno. “...a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” Sl 51:17. Que possamos todos buscar o verdadeiro arrependimento e voltarmos nossos pensamentos para o Eterno, preparando-nos para Yom Kippur.

Há uma grande batalha acontecendo neste momento em Israel no que diz respeito a legalidade dos judeus messiânicos. Os religiosos não os consideram judeus pelo fato de crerem em Yeshua, apesar de terem o direito de cidadania garantido pela constituição do país. Como os religiosos também controlam a maioria no parlamento, o país navega pelas águas de suas determinações.

Bíblias queimadas em público na cidade de Or Yehuda, em uma manifestação de judeus ortodoxos contra a presença de messiânicos na cidade - 25/05/2008

Mas nesta semana, em uma decisão histórica, o departamento anti-missionário de Israel (Iad Le Achim), anunciou que permitirá a imigração de judeus messiânicos da Índia, os chamados “Bnei Manashê”. Todos estão celebrando esta decisão como sendo uma grande vitória para os judeus messiânicos, mas na verdade se trata de uma grande armadilha dos ortodoxos para obrigar estes judeus que crêem em Yeshua a passarem por um processo de conversão. Como todos sabem, durante estas conversões, 99,99% das pessoas acabam sendo convencidas que Yeshua foi um grande charlatão e mentiroso. Só em Israel, os ortodoxos estão convertendo 3000 cristãos POR ANO ao judaísmo. Geralmente, os rabinos aqui em Israel que mais odeiam cristãos são ex-pastores e ex-missionários que se converteram ao judaísmo e abandonaram sua fé. Aqui em Israel, o judeu messiânico é discriminado e tratado como “traidor” pelos religiosos, que também controlam a polícia. Vocês não fazem idéia do ódio, da aversão e da intolerância que os judeus ortodoxos têm em relação a Yeshua e aos judeus messiânicos aqui em Israel. Não há perseguição religiosa em Israel para o cristão (católico, protestante, pentecostal, etc.) nem para o muçulmano, nem para o budista, o induísta e nem mesmo para o ateu. Mas no momento em que um judeu decide crer em Yeshua (Jesus) como Messias, mantendo seu estilo de vida judaico, a perseguição se estabelece ferozmente.

Daí minha preocupação quando vejo cristãos no Brasil e no mundo imitando e supervalorizando este mesmo ortodoxismo contemporâneo, com suas roupas, tradições e costumes estranhos a Israel e as Escrituras, que trariam vergonha e espanto tanto aos profetas de Israel quando aos nossos sábios da antiguidade como Maimonides, Rashi ou até mesmo Baruch Espinoza. Na verdade, o judaísmo de hoje precisa urgentemente de uma grande reforma, de uma grande restauração.

Tenham todos um abençoado SHABAT,

MZandona