sábado, 31 de janeiro de 2009

Shalom,

Enquanto as eleições aqui em Israel não
chegam (a mesma acontecerá no dia 10/02), decidi traduzir para vocês uma carta de um grande amigo aqui de Jerusalém. JS é pesquisador e mestre em arqueologia bíblica pela Hebrew University of Jerusalem. Ele viaja pelo mundo ensinando sobre a necessidade de diálogo entre Judeus e Cristãos, bem como o reconhecimento das raízes históricas e judaicas do Cristianismo (raízes estas mascaradas e desprezadas no Cristianismo desde o início da era comum). Bem, segue abaixo o texto de JS sobre os últimos acontecimentos em ISRAEL. Tenho certeza que vocês o apreciarão tal como eu.

Abraços e Shabat Shalom,

MZandonna

Oficialmente há um cessar-fogo em Gaza, depois que egípcios conseguiram um acordo com o Hamás e com Israel que envolvia o fim do conflito e a retirada do exército israelense. O exército israelense retirou todas as suas tropas de Gaza, mas os ataques com foguetes por parte do Hamás nunca pararam. Apenas hoje (29/02), um soldado israelense foi morto e outros três ficaram feridos em uma emboscada próximo a linha de segurança em Gaza. Eu acho que esta situação vai continuar assim. Teremos que nos acostumar com o islamismo radical e terrorista do Hamás e da Jihad internacional, da mesma forma que os EUA e a Europa acostumaram-se a viver com a Al-Queada e com Sadan Hussein, com os atentados em Madri e a destruição das torres gêmeas em Nova Iorque, em 2001.

Como nações “tolerantes e misericordiosas”, temos que “dar a outra face” e permitir que os foguetes “Scad” e os foguetes “Grad”, fornecidos pelo Iran e pela Coréia do Norte, continuem a matar judeus em cidades israelenses ou em balneários de Bali. Estas organizações terroristas islâmicas escreveram em suas bandeiras seu desejo de eliminar Israel e matar cristãos. O mundo continua inerte enquanto crianças judias são mortas e assassinadas já há oito anos. Mas quando crianças palestinas muçulmanas são mortas devido ao uso de civis (mães e crianças) pelo Hamás como escudos humanos, a mídia ocidental acorda e compara Israel com soldados nazistas, acusando soldados israelenses de matarem crianças e civis deliberadamente. Eu garanto a vocês que não há sequer um soldado israelense que serve o exército pensando em matar árabes, crianças ou adultos.


Criancas em Gaza sao vestidas como " homens bomba" por militantes do Hamas

A razão pela qual escrevi os parágrafos acima foi porque quando estava na Holanda na semana passada, vi um programa de entrevista alemão onde havia cristãos e judeus discutindo sobre a situação em Gaza. Eu não pude acreditar no que os meus olhos estavam vendo e meus ouvidos ouvindo! Eu ouvi homens alemães letrados, formadores de opinião e pesquisadores, comparando o que aconteceu em Gaza com o que a SS alemã fez aos judeus durante a II Guerra. Eles mostraram fotos de crianças palestinas e mulheres em hospitais de Gaza, bem como fotos de corpos de pessoas que morreram nos bombardeios, essencialmente afirmando que os israelenses não são em nada diferentes dos Nazistas durante o Holocausto na II Guerra. Como uma visão distorcida da história, entre a chamada “Elite intelectual européia e americana”, pode sequer permitir que lábios inconseqüentes falem com tamanho desprezo à memória dos 6.000.000 de judeus e dos 50.000.000 de pessoas que morreram durante a II Guerra?

Bispo Richard Williamson - Negar o Holocausto nao foi o suficiente para sua excomungação

Nunca foi dada nenhuma ordem a soldados, pilotos, comandantes, infantaria ou marinha israelense para se atirar em civis. Mas do outro lado, escutamos líderes religiosos muçulmanos pregando abertamente de seus púlpitos sobre a aniquilação dos Judeus e do Estado de Israel e sobre a conversão de cristãos ao islamismo sob a pena dolorosa de morte. O mundo tem ouvido as vozes e visto as tochas já acesas, mas tem agido como se tudo isso fosse uma “rima” de jardim de infância. Cristãos: é hora de acordar! Judeus: é hora de vermos quem são nossos verdadeiros amigos e quem estará conosco no momento sombrio que antecederá a vinda do Messias ressurreto de Deus, que aparecerá no horizonte e fará com que toda língua O confesse e todo joelho se dobre perante Ele. Cristãos: unam-se a nós em oração pela sanidade da liderança cristã no mundo e para o bom senso da liderança do mundo árabe e muçulmano!

JS

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Palestinos acusam o Hamás de causar morte de civis

Tenho mostrado para vocês através de fontes daqui de Israel como o "outro lado da história” é omitido pela mídia internacional. A maneira como o Hamás causou a morte de centenas de civis é muito pouco divulgada. Mas esta semana, o comandante das operações em Gaza, Gal. Eyal Eisenberg, afirmou que o uso de crianças e mulheres pelo Hamás durante a ofensiva de 3 semanas foi simplesmente “monstruoso” e “desumano”.

Temos provas e testemunhos de civis palestinos que afirmaram que oficiais do Hamás os obrigavam a carregar armamentos para os soldados na linha de frente”, disse Einsenberg em entrevista ao jornal HaAretz. “Famílias inteiras habitavam em residências repletas de explosivos sem ao menos saberem”, concluiu o general israelense.

Mas a notícia mais interessante desta semana não veio de jornais israelenses, mas sim de um jornal italiano. O “Corriere della Sera” publicou nesta quinta-feira uma entrevista com um médico palestino do hospital “Shifa”, da cidade de Gaza.

Segundo este médico, os palestinos estão acusando o Hamás de forçar civis a permanecerem em suas casas enquanto soldados da facção terrorista utilizavam suas residências para atacar soldados israelenses. Entre os palestinos há uma séria desavença no momento em relação ao número de mortos no conflito. O Hamás declara que 1250 palestinos morreram, dentre os quais mais da metade seriam civis. Mas o Hospital Shifa da Cidade de Gaza afirma que este número seria de 500, no máximo 600 mortos, a maioria jovens entre 17 e 23 anos que foram alistados pelo Hamás.

Talvez o que está acontecendo agora seja igual ao ocorrido em Jenin, em 2002, quando o exército israelense entrou em confronto com militantes palestinos na Cisjordânia. No início os palestinos anunciaram que 1500 pessoas haviam morrido no confronto, mas depois assumiram que apenas 54 pessoas morreram, dentre os quais 45 eram militantes”, afirmou o médico do hospital Shifa, da cidade de Gaza.

Charge publicada no jornal Jerusalem Post

Termino este post citando uma frase do discurso de posse do mais novo presidente americano, Barack H. Obama, que dirigiu a palavra aos líderes fundamentalistas islâmicos de nossos dias.

"Para os líderes ao redor do globo que buscam semear conflitos ou que culpam o Ocidente pelas doenças de suas sociedades, saibam que seus povos julgarão vocês não pelo que vocês podem destruir, mas sim pelo que vocês podem construir".

Que os oficiais do Hamás ouçam as palavras do presidente americano e se preocupem mais em cuidar dos cidadãos de Gaza, provendo infra-estrutura e uma condição de vida digna para homens e mulheres de bem. É hora de garantir um futuro melhor para as crianças palestinas.

Shabat Shalom,

MZandonna