A porção da Torá desta semana é
Ki Tisá, de Êxodo 30:11-34:35. Ela conta a história da rebeldia dos filhos de
Israel aos pés do monte Sinai. Moisés estava no topo do monte Sinai,
conversando e recebendo de Deus a Torá. Os filhos de Israel estavam ao pé da
montanha, preparados para receber a Torá, purificados, e impacientes, então
eles pediram a Arão que dessem a eles um deus que os guiaria até a terra
prometida e os tiraria do deserto. Arão cedeu à pressão popular e faz algumas
exigências impossíveis. Pediu aos homens que pedissem às mulheres que tirarem
todas as suas jóias e as doassem para a confecção do bezerro de ouro. O bezerro
de ouro é o mascote da deusa egípcia “Hator”. Hator foi a deusa mais famosa no
Egito antigo. Ela era chamada “a grande com muitos nomes”, porque era a deusa
da vida e da morte e da prosperidade. Ela era retratada como uma figura
feminina com uma cabeça de vaca e, algumas vezes, apenas com as orelhas da
vaca. Seu símbolo no templo era uma vaca/bezerro de ouro.
Como
Arão (ele ainda não era o sumo sacerdote), irmão de Moisés, responde à demanda
do povo e por quê? Arão também não sabia o que havia acontecido com seu irmão mais
novo, por que Moisés não descia da montanha por tanto tempo. Ele não sabia se
seu irmão tinha água ou comida suficiente lá em cima, naquela montanha no meio
do calor do deserto. Tenho certeza de que Arão estava inseguro e que as pessoas
continuavam a exigir e ele, naquele momento, pensou que se Moisés tivesse
morrido, ele seria o novo líder daquela multidão de ex-escravos impacientes.
Ele deveria prover para eles um deus que os guiaria pelo deserto. Arão, como
todo bom político, sabia que a regra número um de um líder político é agradar ao
povo e dar o que ele quer. Depois disso, o político pode fazer com o povo o que
ele quiser. Então, Arão dá ao povo algo com o que eles são familiarizados. Eles
são familiarizados com os deuses do Egito, os quais eles têm adorado por
algumas centenas de anos. (“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com
sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos
pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor.” Josué 24:14). Dessas palavras
de Josué, ao final de sua vida e liderança de Israel, durante a conquista da
terra de Canaã, ainda podemos ouvir que os israelitas, mesmo após entrarem na
terra prometida, ainda continuavam a adorar os deuses dos egípcios, com os
quais eram familiarizados antes do êxodo. Velhos hábitos são difíceis de serem
abandonados! É tão interessante que este Shabat é chamado de “Shabat Pará” –
Shabat da Vaca. A razão para isso é porque a leitura adicional deste Shabat é
do livro de Números 19:1-22. Esta é a história da comumente chamada “novilha vermelha”.
A novilha vermelha é uma dessas cerimônias bem misteriosas da Torá. Precisa
haver uma vaca (novilha) que seja vermelha – toda vermelha. Esta vaca é levada
para fora do acampamento, para um local especialmente preparado para ela. A
vaca é então oferecida como sacrifício, sendo completamente queimada. As cinzas
dessa vaca vermelha são usadas para purificação de coisas como a lepra,
impureza por encostar em coisas mortas e para o marido que suspeita da
infidelidade de sua esposa colocá-la à prova. Todas essas cerimônias são muito
diferentes (esquisitas), mas muito necessárias para uma comunidade como Israel
nos dias do Tabernáculo e depois, durante o período do Templo em Jerusalém. É
muito interessante que o autor do livro de Hebreus relaciona Yeshua com a
novilha vermelha e a novilha vermelha com Yeshua. Veja: “Temos um altar, de que
não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos
animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o
santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para
santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos,
pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui
cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a
Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.
E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios
Deus se agrada.” (Hebreus 13:10-16). Este texto fala da novilha vermelha, pois
é o único sacrifício que é oferecido fora do arraial e não no Tabernáculo ou no
Templo em Jerusalém. (Dr. Wendel Jones, que é o verdadeiro personagem por trás das
histórias de Indiana Jones, era um missionário batista em Jerusalém no início
dos anos 1970 que encontrou o local da novilha vermelha, perto de Qumran, às
margens do Mar Morto. Ele era um arqueólogo amador e os verdadeiros arqueólogos
não gostavam muito dele, pois ele era meio aventureiro, como nos filmes de
Indiana Jones.) Como você pode ver, o autor do livro de Hebreus, que
provavelmente era um ex-membro da comunidade de Qumran, conecta Yeshua à
novilha vermelha e convida os discípulos de Yeshua a saírem do arraial, porque
apenas fora do arraial há purificação e salvação. Eu creio que essa mensagem é
muito importante para a igreja hoje e da mesma forma para a sinagoga. As
instituições, especialmente as instituições religiosas de hoje, estão dando o
seu melhor para serem politicamente corretas, agradarem as pessoas e construírem
igrejas maiores e mais ricas e estão enchendo seus bolsos com as cinzas do ouro
do bezerro de ouro. O autor de Hebreus está convidando a mim e a você: “Saiamos,
pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui
cidade permanente, mas buscamos a futura.”
Eu
creio que todos nós devemos orar pelas igrejas e sinagogas, para que elas
estejam dispostas a sair do mundo politicamente correto que leva por água
abaixo toda verdade bíblica, a fim de agradar as multidões.
Por favor, continuem orando por
Israel. Israel é o único ponto de luz em todo Oriente Médio. Para qualquer direção
que você olhar, você verá um Islã radical, cheio de ódio e violência, em um
modo autodestrutivo. Como discípulos de Yeshua e pessoas comprometidas com os
valores e princípios da Palavra de Deus devemos nos unir a Israel e apoiá-lo,
pois nosso futuro, como crentes na Bíblia, está incrustado em Israel e apenas
em Israel. Se você tomar as palavras do profeta Isaías e do profeta Amós e não espiritualizá-las
para fora da existência, você se unirá com Israel e orará por Israel,
especialmente por nós que estamos aqui em Israel e em Jerusalém, diariamente na
brecha.
Por favor, orem pela produção de mídia do Netivyah.
Estamos agora no processo de projetar nosso estúdio e pedimos que vocês orem
conosco para que possamos fazer desse estúdio o melhor local para gravarmos áudio
e vídeo, com os meios que o Senhor nos dará.
Orem
por nossos amigos na Finlândia. Estávamos orando pela nossa querida irmã Anna,
da Finlândia, e de certa forma o Senhor respondeu nossas orações. O Senhor
finalmente tirou Anna do seu sofrimento, da doença e da vida de hospital. Anna
é uma verdadeira pioneira do Movimento da Restauração na Finlândia. Eu a
conheci em 1981 e desde aquela época, e mesmo antes disso, Anna e sua família
estavam empenhados em orar e apoiar Israel e comprometidos com a restauração da
comunidade do Novo Testamento dos santos. Agora ela está com o Senhor. Se Deus
quiser, viajarei para a Finlândia, para fazer o funeral de Anna. A Marcia
ficará sozinha em casa e ela precisa de suas orações. Oro pela Marcia, para que
Deus a proteja e a guie enquanto eu estiver fora por quatro dias na Finlândia.
Eu também peço para que você ore com fé pela cura da Marcia da artrite reumatóide
e da diabetes. Essas doenças são debilitantes e a Marcia tem sofrido com elas
por muitas décadas. Também orem por mim e pela minha viagem. Não existe mais vôo
direto entre Israel e Finlândia, então com as escalas, a viagem se estendeu
para mais de 11 horas, cada trecho. Eu preciso da misericórdia de Deus para
essa viagem.
Que
Deus abençoe todos vocês que oram por Israel e pela paz de Jerusalém. Que o
Senhor te guarde e que suas bênçãos fluam para você e através de você para todo
o corpo do Messias ao redor do mundo.
Por
favor, ore para que o Senhor conforte a família enlutada da Anna e abençoe Anne-Mirijami,
Satu-Maria, Sinni-Touli e Evelina.
Joseph
Shulam
