domingo, 16 de abril de 2017

Um estado palestino? Qual o posicionamento de Israel?

                   Alguns dos meus amigos acham a política de Israel muito confusa. O que o atual governo israelense quer de verdade? Complicando ainda mais a questão está a falta de unidade entre os que formam a coalisão do governo vigente. (Os membros do gabinete geralmente expressam suas preferências políticas, mesmo se não forem as políticas do Primeiro Ministro.) 
              À luz deste assunto difícil de se entender, mas extremamente vital, eu gostaria de compartilhar minha opinião sobre o ponto de vista israelense a respeito da Cisjordânia e a ideia de um estado palestino separado.

O que israelenses realmente pensam sobre a intenção dos palestinos
              Os israelenses geralmente pensam que os palestinos não têm intenção de negociar um acordo real que asseguraria a judaicidade de Israel como estado, enquanto arranja espaço para um estado palestino. Esta é a conclusão após a rejeição palestina de duas grandes ofertas feita pelos israelenses – a primeira, no ano 2000, por Ehud Barak a Yassir Arafat; a outra, em 2008 por Ehud Olmert a Mahmoud Abbas. A maioria dos israelenses acredita que qualquer palavra de paz vinda dos palestinos é uma fraude, usada para enganar um mundo ingênuo e destruir Israel.
              Então, enquanto o governo israelense palestra sobre a solução de dois estados, ele não acha de verdade que poderia funcionar. A maioria dos judeus israelenses não acreditam que os palestinos sejam um parceiro genuíno ou confiável. Duas questões esclarecem isso.
              Primeiramente, os maiores assentamentos judaicos na “Cisjordânia” são cidades com 20.000 a 50.000 habitantes cada. Ao todo, 750.000 israelenses moram do “outro lado” da linha verde. A posição do Abbas em não aceitar nenhum desses assentamentos existentes marcou o fim das negociações com ele, apesar de os planos anteriores manterem os assentamentos como parte de Israel em troca de terra para os palestinos.
              Em segundo lugar, a ideia do retorno de um grande número de refugiados árabes é outra condição impossível de Israel aprovar. Netanyahu pode até dizer que ele é a favor da solução de dois estados, e talvez teoricamente ele seja, se as linhas vermelhas de Israel não forem invadidas. Mas isso parece impossível agora. A recente resolução da ONU declarando todas as comunidades do outro lado da linha verde como sendo ilegais pode ter tornado isso impossível para sempre.

A estratégia de Israel?
              Então, a proposta de Israel é tentar fazer negociações, mas basicamente para esperar. Pelo que Israel pode estar esperando? Uma ideia é que chegue o dia em que o mundo perceba que a Jordânia é na verdade um país palestino e que as áreas palestinas deveriam ser parte da Jordânia e as áreas judaicas, parte de Israel. Os palestinos da Cisjordânia teriam cidadania jordaniana e Gaza seria independente ou voltaria para o Egito. De fato, a Jordânia era originalmente parte do mandato palestino para os assentamentos judaicos. Hoje, a grande maioria da população da Jordânia é palestina. Então, pela lógica, o estado palestino seria a Jordânia. Mas o Rei Hussein não é palestino e reina através de uma tribo minoritária. Ele não quer mais cidadãos palestinos, por isso é a favor da criação de um estado palestino.

A tática palestina e a resposta de Israel
              Abbas está procurando estabelecer um estado sem resolver as questões de segurança para Israel e sem abrir mão dos grandes assentamentos. Isso torna o jogo de espera de Israel mais difícil. Por isso a pressão de alguns para que Israel anexe os grandes assentamentos e as áreas adicionais da Cisjordânia. Tais atos unilaterais de Israel corresponderiam aos atos unilaterais do Abbas e da ONU. Por outro lado, alguns estão pressionando a coalisão do governo a ficar quieta e parar de falar em anexação. Eles querem agir em estreita cooperação com o presidente Trump, incluindo a rejeição da resolução da ONU que declarou que até o quarteirão judaico, na Cidade Velha de Jerusalém, é ilegal.
              É uma confusão, e não temos outra opção a não ser esperar e ver o que irá acontecer. Enquanto isso, devemos orar fervorosamente para que haja uma intervenção divina.  
              Aqui estão alguns pontos de oração:
1.       Orem para que os cristãos não sejam enganados pela propaganda palestina.
2.       Orem para que o governo de Israel receba sabedoria sobrenatural para navegar pelas grandes dificuldades da atual situação.
3.       Orem para que a comunidade judaica messiânica e a comunidade árabe cristã em Israel se unam como um testemunho da verdade.


Por Dan Juster

segunda-feira, 20 de março de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 16 de março de 2017

         A porção da Torá desta semana é Ki Tisá, de Êxodo 30:11-34:35. Ela conta a história da rebeldia dos filhos de Israel aos pés do monte Sinai. Moisés estava no topo do monte Sinai, conversando e recebendo de Deus a Torá. Os filhos de Israel estavam ao pé da montanha, preparados para receber a Torá, purificados, e impacientes, então eles pediram a Arão que dessem a eles um deus que os guiaria até a terra prometida e os tiraria do deserto. Arão cedeu à pressão popular e faz algumas exigências impossíveis. Pediu aos homens que pedissem às mulheres que tirarem todas as suas jóias e as doassem para a confecção do bezerro de ouro. O bezerro de ouro é o mascote da deusa egípcia “Hator”. Hator foi a deusa mais famosa no Egito antigo. Ela era chamada “a grande com muitos nomes”, porque era a deusa da vida e da morte e da prosperidade. Ela era retratada como uma figura feminina com uma cabeça de vaca e, algumas vezes, apenas com as orelhas da vaca. Seu símbolo no templo era uma vaca/bezerro de ouro.
              Como Arão (ele ainda não era o sumo sacerdote), irmão de Moisés, responde à demanda do povo e por quê? Arão também não sabia o que havia acontecido com seu irmão mais novo, por que Moisés não descia da montanha por tanto tempo. Ele não sabia se seu irmão tinha água ou comida suficiente lá em cima, naquela montanha no meio do calor do deserto. Tenho certeza de que Arão estava inseguro e que as pessoas continuavam a exigir e ele, naquele momento, pensou que se Moisés tivesse morrido, ele seria o novo líder daquela multidão de ex-escravos impacientes. Ele deveria prover para eles um deus que os guiaria pelo deserto. Arão, como todo bom político, sabia que a regra número um de um líder político é agradar ao povo e dar o que ele quer. Depois disso, o político pode fazer com o povo o que ele quiser. Então, Arão dá ao povo algo com o que eles são familiarizados. Eles são familiarizados com os deuses do Egito, os quais eles têm adorado por algumas centenas de anos. (“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor.” Josué 24:14). Dessas palavras de Josué, ao final de sua vida e liderança de Israel, durante a conquista da terra de Canaã, ainda podemos ouvir que os israelitas, mesmo após entrarem na terra prometida, ainda continuavam a adorar os deuses dos egípcios, com os quais eram familiarizados antes do êxodo. Velhos hábitos são difíceis de serem abandonados! É tão interessante que este Shabat é chamado de “Shabat Pará” – Shabat da Vaca. A razão para isso é porque a leitura adicional deste Shabat é do livro de Números 19:1-22. Esta é a história da comumente chamada “novilha vermelha”. A novilha vermelha é uma dessas cerimônias bem misteriosas da Torá. Precisa haver uma vaca (novilha) que seja vermelha – toda vermelha. Esta vaca é levada para fora do acampamento, para um local especialmente preparado para ela. A vaca é então oferecida como sacrifício, sendo completamente queimada. As cinzas dessa vaca vermelha são usadas para purificação de coisas como a lepra, impureza por encostar em coisas mortas e para o marido que suspeita da infidelidade de sua esposa colocá-la à prova. Todas essas cerimônias são muito diferentes (esquisitas), mas muito necessárias para uma comunidade como Israel nos dias do Tabernáculo e depois, durante o período do Templo em Jerusalém. É muito interessante que o autor do livro de Hebreus relaciona Yeshua com a novilha vermelha e a novilha vermelha com Yeshua. Veja: “Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.” (Hebreus 13:10-16). Este texto fala da novilha vermelha, pois é o único sacrifício que é oferecido fora do arraial e não no Tabernáculo ou no Templo em Jerusalém. (Dr. Wendel Jones, que é o verdadeiro personagem por trás das histórias de Indiana Jones, era um missionário batista em Jerusalém no início dos anos 1970 que encontrou o local da novilha vermelha, perto de Qumran, às margens do Mar Morto. Ele era um arqueólogo amador e os verdadeiros arqueólogos não gostavam muito dele, pois ele era meio aventureiro, como nos filmes de Indiana Jones.) Como você pode ver, o autor do livro de Hebreus, que provavelmente era um ex-membro da comunidade de Qumran, conecta Yeshua à novilha vermelha e convida os discípulos de Yeshua a saírem do arraial, porque apenas fora do arraial há purificação e salvação. Eu creio que essa mensagem é muito importante para a igreja hoje e da mesma forma para a sinagoga. As instituições, especialmente as instituições religiosas de hoje, estão dando o seu melhor para serem politicamente corretas, agradarem as pessoas e construírem igrejas maiores e mais ricas e estão enchendo seus bolsos com as cinzas do ouro do bezerro de ouro. O autor de Hebreus está convidando a mim e a você: “Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.”  
              Eu creio que todos nós devemos orar pelas igrejas e sinagogas, para que elas estejam dispostas a sair do mundo politicamente correto que leva por água abaixo toda verdade bíblica, a fim de agradar as multidões.
              Por favor, continuem orando por Israel. Israel é o único ponto de luz em todo Oriente Médio. Para qualquer direção que você olhar, você verá um Islã radical, cheio de ódio e violência, em um modo autodestrutivo. Como discípulos de Yeshua e pessoas comprometidas com os valores e princípios da Palavra de Deus devemos nos unir a Israel e apoiá-lo, pois nosso futuro, como crentes na Bíblia, está incrustado em Israel e apenas em Israel. Se você tomar as palavras do profeta Isaías e do profeta Amós e não espiritualizá-las para fora da existência, você se unirá com Israel e orará por Israel, especialmente por nós que estamos aqui em Israel e em Jerusalém, diariamente na brecha.
               Por favor, orem pela produção de mídia do Netivyah. Estamos agora no processo de projetar nosso estúdio e pedimos que vocês orem conosco para que possamos fazer desse estúdio o melhor local para gravarmos áudio e vídeo, com os meios que o Senhor nos dará.
              Orem por nossos amigos na Finlândia. Estávamos orando pela nossa querida irmã Anna, da Finlândia, e de certa forma o Senhor respondeu nossas orações. O Senhor finalmente tirou Anna do seu sofrimento, da doença e da vida de hospital. Anna é uma verdadeira pioneira do Movimento da Restauração na Finlândia. Eu a conheci em 1981 e desde aquela época, e mesmo antes disso, Anna e sua família estavam empenhados em orar e apoiar Israel e comprometidos com a restauração da comunidade do Novo Testamento dos santos. Agora ela está com o Senhor. Se Deus quiser, viajarei para a Finlândia, para fazer o funeral de Anna. A Marcia ficará sozinha em casa e ela precisa de suas orações. Oro pela Marcia, para que Deus a proteja e a guie enquanto eu estiver fora por quatro dias na Finlândia. Eu também peço para que você ore com fé pela cura da Marcia da artrite reumatóide e da diabetes. Essas doenças são debilitantes e a Marcia tem sofrido com elas por muitas décadas. Também orem por mim e pela minha viagem. Não existe mais vôo direto entre Israel e Finlândia, então com as escalas, a viagem se estendeu para mais de 11 horas, cada trecho. Eu preciso da misericórdia de Deus para essa viagem.
              Que Deus abençoe todos vocês que oram por Israel e pela paz de Jerusalém. Que o Senhor te guarde e que suas bênçãos fluam para você e através de você para todo o corpo do Messias ao redor do mundo.
              Por favor, ore para que o Senhor conforte a família enlutada da Anna e abençoe Anne-Mirijami, Satu-Maria, Sinni-Touli e Evelina.
              Joseph Shulam