Alguns dos meus amigos acham a política de Israel muito confusa. O que o
atual governo israelense quer de verdade? Complicando ainda mais a questão está
a falta de unidade entre os que formam a coalisão do governo vigente. (Os
membros do gabinete geralmente expressam suas preferências políticas, mesmo se
não forem as políticas do Primeiro Ministro.)
À luz deste assunto
difícil de se entender, mas extremamente vital, eu gostaria de compartilhar
minha opinião sobre o ponto de vista israelense a respeito da Cisjordânia e a
ideia de um estado palestino separado.
O que israelenses realmente pensam sobre a intenção dos palestinos
Os israelenses
geralmente pensam que os palestinos não têm intenção de negociar um acordo real
que asseguraria a judaicidade de Israel como estado, enquanto arranja espaço
para um estado palestino. Esta é a conclusão após a rejeição palestina de duas
grandes ofertas feita pelos israelenses – a primeira, no ano 2000, por Ehud
Barak a Yassir Arafat; a outra, em 2008 por Ehud Olmert a Mahmoud Abbas. A
maioria dos israelenses acredita que qualquer palavra de paz vinda dos
palestinos é uma fraude, usada para enganar um mundo ingênuo e destruir Israel.
Então, enquanto o
governo israelense palestra sobre a solução de dois estados, ele não acha de
verdade que poderia funcionar. A maioria dos judeus israelenses não acreditam
que os palestinos sejam um parceiro genuíno ou confiável. Duas questões esclarecem
isso.
Primeiramente, os
maiores assentamentos judaicos na “Cisjordânia” são cidades com 20.000 a 50.000
habitantes cada. Ao todo, 750.000 israelenses moram do “outro lado” da linha
verde. A posição do Abbas em não aceitar nenhum desses assentamentos existentes
marcou o fim das negociações com ele, apesar de os planos anteriores manterem
os assentamentos como parte de Israel em troca de terra para os palestinos.
Em segundo lugar, a
ideia do retorno de um grande número de refugiados árabes é outra condição impossível
de Israel aprovar. Netanyahu pode até dizer que ele é a favor da solução de
dois estados, e talvez teoricamente ele seja, se as linhas vermelhas de Israel não
forem invadidas. Mas isso parece impossível agora. A recente resolução da ONU
declarando todas as comunidades do outro lado da linha verde como sendo ilegais
pode ter tornado isso impossível para sempre.
A
estratégia de Israel?
Então, a proposta de
Israel é tentar fazer negociações, mas basicamente para esperar. Pelo que
Israel pode estar esperando? Uma ideia é que chegue o dia em que o mundo
perceba que a Jordânia é na verdade um país palestino e que as áreas palestinas
deveriam ser parte da Jordânia e as áreas judaicas, parte de Israel. Os
palestinos da Cisjordânia teriam cidadania jordaniana e Gaza seria independente
ou voltaria para o Egito. De fato, a Jordânia era originalmente parte do
mandato palestino para os assentamentos judaicos. Hoje, a grande maioria da população
da Jordânia é palestina. Então, pela lógica, o estado palestino seria a
Jordânia. Mas o Rei Hussein não é palestino e reina através de uma tribo
minoritária. Ele não quer mais cidadãos palestinos, por isso é a favor da criação
de um estado palestino.
A tática palestina e a resposta de Israel
Abbas está procurando
estabelecer um estado sem resolver as questões de segurança para Israel e sem
abrir mão dos grandes assentamentos. Isso torna o jogo de espera de Israel mais
difícil. Por isso a pressão de alguns para que Israel anexe os grandes
assentamentos e as áreas adicionais da Cisjordânia. Tais atos unilaterais de
Israel corresponderiam aos atos unilaterais do Abbas e da ONU. Por outro lado,
alguns estão pressionando a coalisão do governo a ficar quieta e parar de falar
em anexação. Eles querem agir em estreita cooperação com o presidente Trump,
incluindo a rejeição da resolução da ONU que declarou que até o quarteirão judaico,
na Cidade Velha de Jerusalém, é ilegal.
É uma confusão, e não
temos outra opção a não ser esperar e ver o que irá acontecer. Enquanto isso,
devemos orar fervorosamente para que haja uma intervenção divina.
Aqui estão alguns
pontos de oração:
1.
Orem para
que os cristãos não sejam enganados pela propaganda palestina.
2.
Orem para
que o governo de Israel receba sabedoria sobrenatural para navegar pelas
grandes dificuldades da atual situação.
3.
Orem para
que a comunidade judaica messiânica e a comunidade árabe cristã em Israel se
unam como um testemunho da verdade.
Por Dan Juster
