segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 23 de julho de 2017


              Jerusalém e Israel estão passando por grandes problemas nestes dias. Os problemas começaram a aumentar quando três jovens árabes de uma cidade perto de Tel-Meggido vieram a Jerusalém e receberam armas de dentro do Monte do Templo e atiraram em dois policiais israelenses. Ambos os policiais eram drusos. Os três terroristas árabes receberam tiros de outras forças israelenses que chegaram no local. Este triste evento deu início a uma série de eventos que estão se complicando com o passar das horas. Existe uma tentativa dos radicais de começar uma guerra religiosa entre Israel e o mundo islâmico. As nações muçulmanas distantes como a Chechênia nas montanhas ao sul da antiga União Soviética já se mostraram dispostos a enviar ajuda militar aos “palestinos” a fim de salvar a Mesquita de Al-Aqsa. Tudo isso porque Israel colocou detectores de metal na entrada do Monte do Templo. Em Meca, existem detectores de metal. Na entrada para o Muro das Lamentações há detectores de metal e todos – judeus, muçulmanos, cristãos – têm que passar por eles. Mas Israel, por precaução, a fim de evitar revolveres e outras armas de entrar no Monte do Templo, está sob enorme ataque político e terrorista. Durante a noite do Shabat, em uma pequena vila não muito longe de Jerusalém, um terrorista entrou na casa de uma família de judeus ortodoxos que estava celebrando o Shabat e cortou suas gargantas e assassinou três membros dessa família e feriu uma senhora de 68 anos.
              A situação está se tornando mais complicada e todos que se importam com Israel e com Jerusalém devem orar como nunca antes, para que o Senhor acalme essa situação. Se a situação não acalmar, pode ser que devemos nos preparar para enfrentar o cenário de Zacarias capítulo 12. Por favor, orem por Jerusalém e por Israel e pelos nossos vizinhos árabes para receberem bom senso e pararem o terrorismo e o ódio, que tem devorado milhares de pessoas de ambos os lados.
              Nas últimas duas semanas, tenho tido trabalhadores árabes/palestinos trabalhando em minha casa. Tomamos café juntos e comemos juntos e conversamos sobre religião e estabelecemos um relacionamento de amizade. Eles são da região de Belém. Eles moram em uma região que está sob a Autoridade Palestina. É absolutamente claro para mim e para eles que as questões são espirituais e religiosas e que a força militar não pode parar o ódio e o derramamento de sangue entre nós. O Netivyah tem sido e ainda está envolvido na reconciliação entre judeus e palestinos. Nós provemos bolsas de estudo para estudantes palestinos e alimentamos algumas famílias palestinas. Temos amigos palestinos que são irmãos no Messias.
              Por favor, junte-se ao Netivyah e nos ajude com orações e finanças a alcançar o vale de ódio e terrorismo com a atitude e o ensino de Yeshua o Messias. Suporte o Netivyah indo até nossa página e contribuindo, para que possamos ser ferramentas de paz e de reconciliação entre judeus e árabes discípulos de Yeshua e entre judeus e árabes/palestinos. Claro, a coisa mais importante que você pode fazer é interceder e orar pela paz de Jerusalém. Por menor que sejamos, nossas orações e nossas ações têm um grande poder de alcance com as Boas Novas do evangelho de Yeshua, que é o único poder capaz de trazer a paz entre judeus e árabes. Por favor, unam-se a nós!
              Nós declaramos um dia de jejum e oração pela situação de vários irmãos e irmãs que precisam urgente de cura de uma doença séria. Ao final das 12 horas de jejum, todos nós teremos um culto de oração na segunda-feira, para quebrarmos o jejum e orarmos juntos clamando por cura.
              Estes são os irmãos e irmãs para quem estamos separando este dia de jejum e oração: Gary W., Nancy H., Aaron H., Victor B., Uri M., David S., Ahuva B., Leah K., Miriam K., Hannah K., Marcia S., Danah e Noaam, Alice, e Bida de Belo Horizonte, Brasil.
              Que Deus tenha misericórdia de todos nós e especialmente de Jerusalém, a cidade do grande Rei.

              Joseph Shulam

Por que as três semanas de luto no calendário judaico podem significar cura

No calendário secular é julho. No calendário judaico estamos em um período chamado de “As Três Semanas”. Este é o corredor entre dois aniversários doloridos: a data em que as antigas muralhas de Jerusalém foram violadas pela primeira vez e a data em que o Templo foi destruído. O que isso nos diz, como pessoas que se lembram dessas datas todos os anos? Será que é espiritualmente saudável nos atermos a feridas antigas?
              Nós vivemos simultaneamente em um tempo linear (que flui em uma direção) e um tempo mítico (o espiral anual que se repete). O calendário espiritual nos oferece pontos fixos, onde o tempo mítico tem um impacto no tempo linear e este é um destes pontos fixos. No meio da temporada de verão, tipicamente caracterizada por coisas como férias e acampamentos, o calendário judaico oferece uma interrupção para nos lembrar da tristeza.
              Podemos não “querer” esse lembrete. (Quem quer sentir dor – talvez especialmente em uma época do ano que é tão verdejante e bonita?) Mas acho que precisamos do lembrete... e acho que podemos nos apoderar dele para no ajudar a melhorar nosso interior. O desafio é nos permitir sentir nossa tristeza plenamente e então, (quando o tempo for apropriado), estar pronto e disposto a deixar essa tristeza ir embora por completo.
              A brecha na muralha antiga de Jerusalém é uma abertura paradigmática de integridade e plenitude para um quebrantamento. E como aqueles de nós que oferece cuidado pastoral bem sabem, toda tristeza que sentimos abre uma porta para todas as outras tristezas. Cada quebrantamento chama mais quebrantamento: seja a quebra de um casamento, de uma trajetória de vida ou de um coração cheio de mágoas.
              O calendário judaico nos dá essas Três Semanas como um tempo de sentir esse quebrantamento que caracteriza cada coração e cada vida. Essas semanas oferecem um convite, uma oportunidade para sentir o que machuca. Não porque ficaremos nesse estado de quebrantamento permanentemente, mas exatamente porque não ficaremos – e porque reconhecemos que o quebrantamento é o primeiro passo para a cura, como indivíduos e como comunidade.
              A quebra das muralhas da cidade há tanto tempo é um fato histórico. A queda do Templo é um fato histórico. Nós recobrimos essas histórias com a verdade psico-espiritual que, como Jerusalém, todos nós temos lugares quebrados, ou brechas. Como as muralhas de Jerusalém, nossos corações podem se sentir rachados e às vezes nossas vidas parecem escombros. As Três Semanas nos convidam a sentar sobre esses escombros e prantear... por um tempo.
              Todos nós temos datas importantes em nossas vidas, como o aniversário da data em que deixamos a escravidão no Egito (a Páscoa) ou a data em que o Templo caiu (o Tishá b’Av). Talvez para você seja um aniversário de casamento ou de um divórcio; de um diagnóstico, uma remissão, um novo emprego ou a morte de um ente querido. A data se torna cheia de significado. As Três Semanas são assim.
              Durante e depois dessas Três Semanas, nossa tarefa consiste de duas partes. Primeiro é notar e honrar onde nós estamos quebrados (ao invés de ceder ao impulso de cobrir com panos quentes esses lugares quebrados). E a segunda parte é nos desprender desses lugares quebrados. Ao sentir o que nos machuca, podemos transcender a dor. O objetivo não é marinar perpetuamente em traumas antigos, mas senti-los e então liberá-los.
              Esta é a instrução codificada em nosso calendário pelos sábios de minha tradição. Imediatamente após essas Três Semanas de luto e recordação, entramos no período de sete semanas de consolação. Após nos instruir a perceber e chorar por nossos lugares quebrados, os rabinos nos prescrevem um período de sete semanas de conforto. Essas sete semanas de conforto são nossa preparação para os Dias Temíveis.
              O ano novo virá, não importa o que. Mas se quisermos tirar o maior proveito da virada do ano, essas Três Semanas de luto pelo nosso próprio quebrantamento pode ser um impulso para crescimento pessoal. Essas semanas podem nos ajudar a abraçar as oportunidades das Festas Bíblicas que estão por vir para nossa edificação. Paradoxalmente, quando sentimos nosso quebrantamento plenamente, podemos nos tornar mais capazes de deixar esse quebrantamento para trás.
              Imediatamente após o Tishá b’Av, (aniversário da destruição do Templo), existe uma “virada” emocional e espiritual na direção da esperança. O pivô entre o luto e o consolo depende de nós: precisamos estar dispostos primeiramente a nos deixar sentir o que nos machuca em nossas vidas e no mundo ao nosso redor e então, deixar para trás essas mágoas e nos permitirmos sentir acolhidos, ouvidos e inteiros.

              Por Rachel Barenblat