quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Discurso de Benjamin Netanyahu - 06/12/2017


Discurso do Primeiro Ministro Israelense – Benjamin Netanyahu, em decorrência do pronunciamento do presidente americano, Donald Trump, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel.

6 de dezembro de 2017




Este é um dia histórico.

Jerusalém tem sido a capital de Israel há quase 70 anos. Jerusalém tem sido o foco de nossas esperanças, nossos sonhos, nossas orações por três milênios. Jerusalém tem sido a capital do povo judeu há 3.000 anos.

Foi aqui que nossos templos se ergueram, nossos reis governaram, nossos profetas pregaram.
De todos os cantos da terra, nosso povo desejava retornar a Jerusalém, tocar suas pedras douradas, caminhar por suas ruas sagradas. Por isso é raro poder falar de novos e genuínos marcos na gloriosa história desta cidade.

No entanto, o pronunciamento de hoje pelo presidente Trump é um novo marco.

Estamos profundamente gratos ao Presidente por sua decisão corajosa e justa de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e preparar-se para a abertura da embaixada dos EUA aqui. Esta decisão reflete o compromisso do presidente com uma antiga e persistente verdade, cumprindo sua promessa de promover a paz.

A decisão do presidente é um passo importante para a paz, pois não há paz que não inclua Jerusalém como a capital do Estado de Israel.

Compartilho o compromisso do presidente Trump com o avanço da paz entre Israel e todos os nossos vizinhos, incluindo os palestinos. Continuaremos trabalhando com o presidente e sua equipe para tornar realidade esse sonho de paz. Conclamo todos os países que buscam a paz a se unir aos Estados Unidos reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel, mudando para lá suas embaixadas.

Eu também quero deixar claro: não haverá qualquer mudança no status quo dos lugares sagrados. O povo judeu e o estado judaico serão eternamente gratos. Este sempre foi nosso objetivo desde o primeiro dia de Israel.

Israel sempre assegurará a liberdade de culto para judeus, cristãos e muçulmanos. Presidente Trump, obrigado pela decisão histórica de hoje de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel!



Vídeo discurso em inglês




Vídeo discurso em hebraico





segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A preocupação com a água volta depois de 4 anos de seca em Israel


              Era uma fonte de orgulho nacional – tecnologia e disciplina melhorando a incapacitante falta de água. Mas quatro anos de seca sobrecarregou o conjunto inigualável de usinas de dessalinização e tratamento de águas residuais de Israel, sufocando suas regiões mais férteis e pegando o governo desprevenido.
              “Ninguém podia imaginar que enfrentaríamos uma sequência de anos áridos como esses, porque nunca havia acontecido antes”, disse Uri Schor, porta-voz da Autoridade Hídrica de Israel.
              Está previsto que o Mar da Galileia, tecnicamente um lago que faz fronteira com a Síria, irá atingir seu menor nível da história antes da chegada das chuvas de inverno, apesar do fato de o bombeamento no local ter sido drasticamente reduzido. Aquíferos subterrâneos, a outra principal fonte de água limpa, estão atingindo um nível que os tonarão salgados.
              Como enfrentar a crise está se tornando um assunto delicado em Israel. A proposta de reduzir o consumo de água em 50% no próximo ano foi veementemente rejeitada pelos agricultores, que já enfrentam duras restrições e seriam os mais atingidos pela crise. O governo recuou imediatamente.

              No Oriente Médio, uma das regiões mais vulneráveis à mudança climática, a água também é objeto de tensões ainda maiores. Uma intensa pressão em recursos já escassos poderia levar a um aumento da migração e ao risco de um conflito, alertou a Cisjordânia.
              A Síria e a Jordânia dependem das mesmas fontes de água que Israel, o que já ocasionou o aumento da tensão no passado. Os palestinos têm reclamado por anos do acesso inapropriado à água, que está sob controle israelense na maior parte da Cisjordânia. Israel disse que tem suprido mais água do que o exigido nos acordos de paz.
              Está em discussão como uma possível solução a longo prazo para o problema de água em Israel, a construção de uma usina de dessalinização, disse um funcionário da indústria. Uma instalação similar em Israel teve um custo de mais de 400 milhões de dólares.
              Vários reservatórios para captar a água da chuva também poderiam aliviar um pouco a pressão como uma solução rápida de 60 milhões de dólares, disse um funcionário que preferiu permanecer anônimo, devido à sensibilidade política do assunto.
              Apenas alguns anos atrás, Israel, um país com dois terços de seu território árido, declarou o fim da escassez de água, que o atormentara por décadas. Uma campanha nacional de conscientização chegou ao fim e os israelenses puderam finalmente tomar longos banhos e aguar suas plantas.

              Houve até conversas sobre exportar a água que estava sobrando para seus vizinhos. Isso veio como resultado de um pesado investimento, que viu Israel colocar NIS15 bilhões (US$4,3 bilhões) em sua rede nacional de água e centros de tratamento de esgoto. O setor comercial investiu outros NIS7 bilhões na construção de cinco usinas de dessalinização.
              O problema de abastecimento tem sido mais sentido pelos agricultores do norte de Israel, a região onde vive Dubi Amitay, a quarta geração de agricultores e o presidente da Federação de Agricultores de Israel.
              Amitay disse que a escassez o fez decidir por secar 3.700 hectares de terra, o que irá afetar futuras colheitas. Sua região natal do leste da Galileia, uma exuberante área entre a costa e os Altos do Golã, poderia perder até US$ 500 milhões nesta temporada, disse ele.
              A falta de recursos hídricos deixa os agricultores com uma profunda incerteza.
              “Teremos água ou não?”, questionou ele.

              Fonte: Ynetnews