segunda-feira, 24 de abril de 2017

Israel se lembra


              Hoje começa uma semana de memória e comemoração em Israel. Dia 24 de abril é o dia do Memorial do Holocausto e no próximo 1º de maio começa o dia em Memória aos Soldados Abatidos, concluindo com a celebração do dia da Independência, no dia 2 de maio.
              Às vezes eu me pego pensando: por que gastamos tanto tempo revivendo esses eventos de partir o coração? Com certeza, as pessoas que vivenciaram esses traumas não precisam de um dia para se lembrar, elas vivem todos os dias com suas memórias pessoais.
              Durantes esses dias memoriais, meu avô me levava para visitar o túmulo de alguns de seus amigos e entes queridos. Ele me mostrava quem eram as pessoas com as quais ele tinha crescido; o homem que ajudara a construir a sinagoga, o açougueiro que vivia em frente ao centro judaico. Cada túmulo marcado com a estrela judaica representava uma vida única, uma vida que havia deixado a sua marca em meu avô.
              Para honrar essas pessoas, meu avô deixou uma marca permanente em mim. Eu era lembrado que estamos aqui hoje, por causa do sacrifício de tantas pessoas que não estão mais conosco.
              Hoje, em Israel, iremos nos unir em memoriais comemorativos em todo o país, nas escolas, em monumentos de guerra e nos cemitérios. Lágrimas serão derramadas, orações serão proferidas e pedras serão colocadas nos túmulos, com bandeiras hasteadas em honra àqueles que foram perdidos em guerras e no holocausto, no século passado. Amigos e familiares se reunirão para contar as histórias e relembrar a coragem e a dor, de pessoas amadas que nunca serão esquecidas.
              Logo, em alguns poucos anos, não haverá mais sobreviventes para contar suas histórias. Sentiremos sua ausência, pois eles não estarão mais aqui para nos direcionar, para assumir papéis de liderança em nossas comunidades ou para nos dar um abraço reconfortante.
              Esta semana, enquanto nos maravilhamos com a estação da primavera de renascimento, é bom separarmos um tempo para renovar nossa memória dos sacrifícios incalculáveis daqueles que tornaram possível para nós desfrutarmos nossa vida. É bom levarmos nossas crianças a eventos dos dias memoriais, ler os nomes nas placas e pensar nas famílias que foram mudadas para sempre, pela vida e perda de seus entes queridos e apertar as mãos de um jovem soldado, valorizando-o.
              Eles merecem nossa eterna gratidão!
              David Lazarus
              Fonte: Israel Today


domingo, 16 de abril de 2017

Um estado palestino? Qual o posicionamento de Israel?

                   Alguns dos meus amigos acham a política de Israel muito confusa. O que o atual governo israelense quer de verdade? Complicando ainda mais a questão está a falta de unidade entre os que formam a coalisão do governo vigente. (Os membros do gabinete geralmente expressam suas preferências políticas, mesmo se não forem as políticas do Primeiro Ministro.) 
              À luz deste assunto difícil de se entender, mas extremamente vital, eu gostaria de compartilhar minha opinião sobre o ponto de vista israelense a respeito da Cisjordânia e a ideia de um estado palestino separado.

O que israelenses realmente pensam sobre a intenção dos palestinos
              Os israelenses geralmente pensam que os palestinos não têm intenção de negociar um acordo real que asseguraria a judaicidade de Israel como estado, enquanto arranja espaço para um estado palestino. Esta é a conclusão após a rejeição palestina de duas grandes ofertas feita pelos israelenses – a primeira, no ano 2000, por Ehud Barak a Yassir Arafat; a outra, em 2008 por Ehud Olmert a Mahmoud Abbas. A maioria dos israelenses acredita que qualquer palavra de paz vinda dos palestinos é uma fraude, usada para enganar um mundo ingênuo e destruir Israel.
              Então, enquanto o governo israelense palestra sobre a solução de dois estados, ele não acha de verdade que poderia funcionar. A maioria dos judeus israelenses não acreditam que os palestinos sejam um parceiro genuíno ou confiável. Duas questões esclarecem isso.
              Primeiramente, os maiores assentamentos judaicos na “Cisjordânia” são cidades com 20.000 a 50.000 habitantes cada. Ao todo, 750.000 israelenses moram do “outro lado” da linha verde. A posição do Abbas em não aceitar nenhum desses assentamentos existentes marcou o fim das negociações com ele, apesar de os planos anteriores manterem os assentamentos como parte de Israel em troca de terra para os palestinos.
              Em segundo lugar, a ideia do retorno de um grande número de refugiados árabes é outra condição impossível de Israel aprovar. Netanyahu pode até dizer que ele é a favor da solução de dois estados, e talvez teoricamente ele seja, se as linhas vermelhas de Israel não forem invadidas. Mas isso parece impossível agora. A recente resolução da ONU declarando todas as comunidades do outro lado da linha verde como sendo ilegais pode ter tornado isso impossível para sempre.

A estratégia de Israel?
              Então, a proposta de Israel é tentar fazer negociações, mas basicamente para esperar. Pelo que Israel pode estar esperando? Uma ideia é que chegue o dia em que o mundo perceba que a Jordânia é na verdade um país palestino e que as áreas palestinas deveriam ser parte da Jordânia e as áreas judaicas, parte de Israel. Os palestinos da Cisjordânia teriam cidadania jordaniana e Gaza seria independente ou voltaria para o Egito. De fato, a Jordânia era originalmente parte do mandato palestino para os assentamentos judaicos. Hoje, a grande maioria da população da Jordânia é palestina. Então, pela lógica, o estado palestino seria a Jordânia. Mas o Rei Hussein não é palestino e reina através de uma tribo minoritária. Ele não quer mais cidadãos palestinos, por isso é a favor da criação de um estado palestino.

A tática palestina e a resposta de Israel
              Abbas está procurando estabelecer um estado sem resolver as questões de segurança para Israel e sem abrir mão dos grandes assentamentos. Isso torna o jogo de espera de Israel mais difícil. Por isso a pressão de alguns para que Israel anexe os grandes assentamentos e as áreas adicionais da Cisjordânia. Tais atos unilaterais de Israel corresponderiam aos atos unilaterais do Abbas e da ONU. Por outro lado, alguns estão pressionando a coalisão do governo a ficar quieta e parar de falar em anexação. Eles querem agir em estreita cooperação com o presidente Trump, incluindo a rejeição da resolução da ONU que declarou que até o quarteirão judaico, na Cidade Velha de Jerusalém, é ilegal.
              É uma confusão, e não temos outra opção a não ser esperar e ver o que irá acontecer. Enquanto isso, devemos orar fervorosamente para que haja uma intervenção divina.  
              Aqui estão alguns pontos de oração:
1.       Orem para que os cristãos não sejam enganados pela propaganda palestina.
2.       Orem para que o governo de Israel receba sabedoria sobrenatural para navegar pelas grandes dificuldades da atual situação.
3.       Orem para que a comunidade judaica messiânica e a comunidade árabe cristã em Israel se unam como um testemunho da verdade.


Por Dan Juster