sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Consolai, consolai o Meu Povo!

As palavras do profeta Isaías, proferidas há mais de 2700 anos, não poderiam ser mais oportunas. O Eterno, (Bendito seja), proferiu através de Isaías um mandamento atemporal, ou seja, desvinculado de sua época e contexto original. “Nachamú”, consolem”, exclamou o profeta. Muitos acham que o moderno estado de Israel, com suas cidades, seu exército e sua tecnologia, não precisa mais de consolo. Certa vez ouvi de uma pessoa a frase: “Quando Jerusalém estava desolada e os judeus dispersos pelo mundo, tínhamos que consolar a Israel, mas agora, após 1948, os judeus é que devem consolar o mundo!”. Mal sabe esta pessoa que Israel ainda sofre e ainda está desolado, e seu povo ainda se encontra na diáspora. Apesar das cidades e da riqueza do moderno Estado, o povo de Israel ainda sofre uma diáspora moral e espiritual. Saímos da galut (diáspora), mas a galut não saiu do nosso interior!
Saio pelas ruas de Jerusalém e vejo cartazes anunciando um Messias vestido como um polonês do fim do século XIX, terno preto, barba branca, nascido na Ucrânia e morador do Brooklin (EUA), morto há 18 anos e que nunca sequer colocou os pés em Israel. “Iechei Mélech há Mashiach” – Viverá o Rei Messias!, conclama o cartaz (é esperado que ele ressuscite a qualquer momento de seu túmulo no bairro de Queens, em Nova Iorque). Observo que o judaísmo ortodoxo em Israel trouxe a diáspora para dentro do território santo, trazendo costumes estranhos ao povo e às raízes desta terra.

Cartazes espalhados por Jerusalém: "Viverá o rei Messias!"

Ando pelas calçadas já de noite e vejo jovens se drogando e dançando pelas ruas as mesmas músicas das boates de Nova Iorque, Londres ou Paris. Vejo casais homossexuais desfilando livremente por Jerusalém, em uma demonstração de total descaso e desrespeito com o local que o Rei Davi estabeleceu como capital civil e espiritual do povo judeu. Como se não bastasse, os jornais e os noticiários estão sempre repletos de assassinatos e escândalos políticos (apenas nesta semana tivemos dois casos de crianças que foram assassinadas pelos próprios pais!).

Quais seriam as palavras do profeta Isaías ao ver a realidade de sua cidade após 2700 anos? Acho que com certeza ele repetiria: “Consolai, Consolai o meu povo!”. Israel precisa do consolo, da intercessão e do clamor dos santos mais do que jamais precisou! Sinto que muitos aqui sonham em ser uma nação como qualquer outra nação, um povo como qualquer outro povo.

Jovens se "divertem" na rua Ben Yehuda - Jerusalém

Muitas igrejas e missões cristãs enviam missionários a Israel para tentar mudar de alguma forma a presente situação. O problema é que apresentam para o povo judeu um Messias tão estranho a Israel quanto o rabino do Brooklin. Querem que Israel reconheça a Jesus, filho de Maria, como seu tão esperado Messias. Um Messias de aparência européia e vestes romanas, cuja capital de seu reino se encontra em Roma. Um Messias sem vínculos com o povo judeu ou com Israel, que veio instituir uma nova religião chamada “cristianismo”, a qual foi responsável por muito ódio e perseguição ao povo judeu. Se você fosse judeu, prezado leitor, aceitaria este Jesus como o enviado de D-us para o seu povo?

Segundo os Escritos do Novo Testamento, o Eterno enviou a Yeshua, da descendência de Davi, que nasceu, cresceu, viveu, morreu e ressuscitou em Israel. Ele é o Messias que veio para o Seu povo, anunciando o verdadeiro relacionamento com o Eterno, a obediência aos Seus mandamentos, e estendendo as bênçãos dadas a Israel para os gentios, através do conhecimento e da guarda de certos princípios e valores legados a Israel. Este Messias veio para servir como oferta vicária para o nosso pecado, para que através do seu sacrifício tivéssemos não apenas o perdão, mas a transformação do nosso interior, do nosso coração, fazendo com que a Lei fosse também escrita em nosso coração, exatamente como anunciado pelos profetas de Israel. Ele veio anunciar as “boas novas” a Israel primeiramente, e depois as nações, que a Salvação da parte de Deus está disponível para o que obedece de coração. Ele veio fazer com que Israel cumprisse seu papel de ser luz para as nações e bênção para as famílias da Terra.

Parada Gay realizda em Jerusalém - 2005

Acreditem, Israel precisa do Messias mais do que nunca! Orem e intercedam diariamente por Israel, e acima de tudo, dêem testemunho do que este Yeshua pode fazer por quem o recebe como Messias. Isto é o mais importante.

Na esperança do retorno do Filho de Davi,

MZandona

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Dayan há Emêt

Há dois aspectos do judaísmo que são exclusivos desta religião: o Shabat e o Shivá. O Shabat é o dia de descanso, o dia de refrigério da alma, do corpo e principalmente do espírito. Ainda que muitos tenham dificuldade de entender seu significado, o princípio do Shabat (um dia semanal de descanso) é observado em várias nações. Já o Shivá não é tão popular quanto o Shabat, apesar de ser tão importante quanto. O Shivá (sete, em hebraico), são os sete dias de luto absoluto pela morte de um familiar próximo (pai, mãe, irmãos/irmãs, filhos/ filhas).

Nesta semana fomos ao funeral de Zelma Avraham (z”l), irmã de nosso querido rabino Joseph Shulam. Zelma faleceu aos 77 anos, tendo vivido uma vida “malê iomim” (repleta de dias), como dizemos em hebraico. Assim como há uma forma de se viver como judeu, há uma forma de morrer como judeu. No judaísmo há um respeito muito grande que envolve os rituais de morte assim como também há uma preocupação muito grande com quem fica, com quem sofre a perda.


Cemitério Judaico em Har Ha Zeitim (Monte das Oliveiras) - Jeruslaém. Aqui o Eterno iniciará o processo de Tikun Olam (restauração de todas as coisas) com a ressurreição dos justos.


Nos funerais judaicos podemos ver os princípios da Torá aplicados nitidamente. Como disse anteriormente, quando se vive como judeu, se morre como judeu. Primeiramente o enterro é feito o mais rápido possível após o falecimento. A Chevrá Kdishá (grupo de pessoas responsáveis pelos serviços funerários nos meios judaicos) cuida de todos os preparativos. Ao contrário dos funerais cristãos, no judaísmo não se tem contato com o corpo do falecido. Os voluntários do Chevrá Kdishá preparam o corpo lavando-o e enrolando-o em uma mortalha de linho branco. No caso de homens que usavam talit, o talit é colocado sobre o corpo, tendo um de seus tzit tzit cortados. Isto é feito em respeito ao falecido, pois neste momento todos os judeus (ricos, pobres, religiosos ou seculares) são preparados da mesma maneira. Também não há velório nem um serviço fúnebre, como em muitas igrejas. No judaísmo não há cremação. Os familiares, parentes e amigos se encontram no cemitério onde será o enterro. O corpo é trazido e colocado em um espaço onde todos se reúnem para orarem o Kadish. Os familiares agradecem a presença de todos e geralmente dirigem algumas palavras sobre o falecido. Não há ornamentas de flores e quando são utilizados caixões (geralmente em Israel não são utilizados), estes são simples urnas de pinho que sempre permanecem fechadas. Não há nenhum luxo, nenhum glamour. O judaísmo entende o corpo como “moradia” da alma, e o respeito com o mesmo é essencial pois crê-se na ressurreição no dia da vinda do Messias. Essa é a esperança de todo judeu.

Nos instantes antes do enterro, o rabino canta novamente o Kadish e o salmo 91 com os familiares, e tem-se o ritual do Kriá, o rasgo na roupa dos parentes próximos como sinal de tristeza e luto. Ao se cortar um pedaço da roupa, o familiar recita a seguinte bênção: “Baruch Atá Adonai, Eloheinu Melech há Olam, Dayan há Emêt” – Bendito sejas tu Senhor, nosso Deus e Rei do Universo, o VERDADEIRO Juiz. Um aspecto interessante é que logo após a colocação do corpo no túmulo, as tiras que amarram a mortalha são cortadas. Isto é feito para que não haja impedimentos para que o justo ressussite. (Não posso deixar de lembrar as palavras de Yeshua quando Lázaro foi ressussitado: "desatai-o e deixai-o ir"! - Jo 11:44).

Após o enterro os familiares diretos guardam o Shivá, o período de luto absoluto de 7 dias. Durante estes dias não saem de casa, nem se vestem com luxo. É um mitzvá (mandamento) visitar os que guardam shivá, levando comida para os mesmos. Neste período canta-se o Kadish 3 vezes ao dia, juntamente com os visitantes. Neste momento confortamos, consolamos, ouvimos, lembramos, choramos, rimos ou simplesmente nos assentamos e compartilhamos do silêncio e da dor dos que perderam um ente querido. Não os cumprimentamos com os cumprimentos usuais, mas os abraçamos e dizemos: “Ha Makom Ienachem etchem betoch shear avlei tzion virushaláim” – Que Deus os conforte entre os que lamentam em Sião e em Jerusalém”.


O salmista declara que a memória do justo permanece para sempre (Sl 112:6). Além disso, Salomão escreve que a lembrança do Justo é abençoada (Pv 10:7), ou seja, o justo continua abençoando, sendo luz e exemplo mesmo depois de sua morte. No mesmo cemitério onde ocorreu o enterro de Zelma, nos deparamos com o túmulo do Rabino Daniel Tzion (z”l) e pude então atestar a veracidade dos dizeres do Rei Davi e Seu sábio filho. Daniel Tzion foi o rabino chefe da Bulgária por muitos anos, sendo responsável por salvar milhares de judeus durante o nazismo na Europa. Apesar de ser um judeu discípulo de Yeshua, o rabino Tzion nunca deixou de viver uma vida no melhor estilo ultra-ortodoxo judaico. Ele nunca deixou de ser judeu.



Túmulo do rabino Daniel Tzion (z"l), discípulo de Yeshua e rabino chefe da Bulgária - Cidade de Holon, ao sul de Tel-Aviv

Bem, esta mensagem já está ficando longa. Que o Eterno de Israel possa abençoar a todos e que possamos viver nossas vidas de forma a tornar nossa memória uma bênção para os que virão. Esta é a minha oração ao “Dayan Há Emêt” – O Verdadeiro Juiz.

Shabat Shalom,

MZandona



sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A visão de Gabriel

Visitando as instalações da Hebrew University of Jerusalem pude notar que um certo alvoroço percorreu os corredores da instituição no mês passado. O motivo de tanta agitação foi um pequeno pedaço de pedra com um intrigante texto em hebraico chamado de “Visão de Gabriel”.

O alarde teve início depois que o professor Israel Knohl, do Departamento de Estudos Bíblicos da Universidade, propôs uma nova tradução para o enigmático texto, até então impossível de ser completamente traduzido. De acordo com esta interpretação, a palavra “Chayah” ou “viverá”, que aparece nos escritos da pedra é uma forma antiga da palavra “Viva!”, e mostra que o anjo Gabriel ressuscitaria um líder messiânico de nome “Príncipe dos Príncipes” (Sar há Sarim), três dias após a sua morte.

Professor Knohl analisa a "Visão de Gabriel"

A Visão de Gabriel é um texto datado do 1° Século a.C, descoberto há alguns anos na região da Transjordania, que descreve uma visão apocalíptica contada pelo anjo Gabriel. Uma primeira tradução foi publicada há 5 anos por alguns pesquisadores de Israel, mas só agora um acadêmico da área conseguiu finalizar o trabalho. Com a finalização da tradução, o professor Knohl sugere a reconstrução das palavras que geraram o texto: “em três dias volte à vida; o Anjo Gabriel te ordena!”.

O desenvolvimento da tradição em relação ao Messias, filho de José é baseado em eventos históricos REAIS, e a crença na ressurreição do Messias, três dias após sua morte, se desenvolveu ANTES da época de Jesus”, afirma o professor Knohl. “A idéia que a morte do Messias é parte integral do processo de salvação era uma crença COMUM entre certas classes do Judaísmo do período do 2° Templo. Com este achado concluímos que as principais bases do cristianismo (morte e ressurreição de Cristo e a necessidade do Sangue do Messias para redenção) não são cristãs, mas sim Judaicas!”, conclui o professor.

Há alguns anos temos visto várias descobertas arqueológicas que comprovam os fatos relatados no Novo Testamento. Mas desta vez não apenas os eventos foram comprovados. Desta vez a CRENÇA foi comprovada pela arqueologia! Agora podemos provar que a idéia da morte e ressurreição do Messias judeu era algo COMUM no judaísmo, e até mesmo sua ressurreição “ao terceiro dia” era algo estudado nos círculos judaicos. Cremos que outros achados serão revelados os quais contribuirão para apresentar a Israel seu verdadeiro Messias, seu verdadeiro SAR HÁ SARIM (príncipe dos príncipes).

Shabat Shalom,

MZandona

David Jeselsohn, o colecionador israelense que comprou a tabuleta milenar em um antiquário na Jordânia.

sábado, 9 de agosto de 2008

“Chorarei eu no quinto mês (Áv), fazendo abstinência, como tenho feito por tantos anos?” – Zc 7:3


Tishá be Áv (dia 9 do mês de Av) é o segundo jejum mais importante do calendário judaico. Neste dia, jejuamos e lamentamos por vários eventos que trouxeram calamidade para o nosso povo, que por coincidência ou não, ocorreram todos no mesmo dia, no 9° dia de Av. Vemos em algumas referências da Tanách (como Zc 7:3), que neste dia já era costume o jejum e o lamento. Também o Talmud (Taanit 29a) e a Mishná (Taanit 4:6), fazem referência ao Tishá be Áv. Lamentamos e nos lembramos dos seguintes eventos que ocorreram neste dia:

- O relatório catastrófico dos espias enviados por Moisés além do Jordão (que fez com que D-us punisse o povo com a proibição da entrada em Canaã) – Nm 13;

- A Destruição do 1° e do 2° Templos em Jerusalém (586 a.C e 70 d.C);

- A derrota da revolta de Bar Kochba (135 d.C);

- O Decreto de Alhambra, promulgado em 31 de março de 1492, ordenando que todo judeu deixasse o território espanhol até 31 de julho de 1492, dando início ao terrível período inquisitorial (31 de julho de 1492 equivale a 9 de Av);

- Também nos lembramos do período das Cruzadas e do Holocausto, onde grande parte do povo judeu pereceu;



Destruição do 2° Templo em Jerusalém (Francesco Hayes)

Neste dia fazemos um jejum completo, como em Yom Kippur. Também há o costume de sentarmos em cadeiras baixas ou deitarmos no chão, como fazemos em Shivá (primeiros 7 dias de luto por um familiar). Não usamos peças de roupas de couro, não nos lavamos nem fazemos a barba. Tudo para que 9 de Áv seja lembrado com grande tristeza. Neste dia, nem sequer saudamos as pessoas com palavras; apenas inclinamos a cabeça. A área do Kotel fica intransitável, e grande parte das pessoas que vem aqui dormem no chão, passando a noite lendo o Livro de Lamentações, o livro de Jó e o Kinnot (poemas de lamento). Este é o único dia no qual colocamos uma cortina preta sobre o Aron Há Kodesh e a Torá não é estudada. Tishá be Av é um dia de grande luto para o judeu.

Caminhando neste dia pelas ruas da Velha Jerusalém e, sentado ao chão, leio as palavras do profeta Jeremias. Sou tomado de grande tristeza ao vislumbrar as grandes tragédias que as nações nos causaram. Nós que deveríamos ser LUZ, ser Bênçãos para os gentios, nos vemos odiados, rejeitados e perseguidos. Mas maior tristeza ainda tenho quando vejo que muitas destas catástrofes poderiam ter sido evitadas se nós, como povo de Israel, tivéssemos dado mais atenção aos princípios do Eterno, obedecido e guardado profundamente em nosso coração os Seus mandamentos.


Área do Kotel (Muro Ocidental) durante Tishá be Av

Vejo Israel nestes dias e me preocupo. Leio as palavras de Zacarias e tento aplicá-las no tempo presente:

Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto (Av) e no sétimo mês (Tishrei), durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes? Ou quando comestes, e quando bebestes, não foi para vós mesmos que comestes e bebestes? Não foram estas as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos primeiros profetas, quando Jerusalém estava habitada e em paz, com as suas cidades ao redor dela, e o sul e a campina eram habitados? E a palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão. Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram os seus corações como pedra de diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito por intermédio dos primeiros profetas; daí veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos. (Zc 7:5-12)

Sim caros leitores, este é um dia de lamento, um dia de luto. Mas este deveria ser também um dia de arrependimento para nós (Israel) e para as nações. Para as nações pelas catástrofes causadas ao povo escolhido de Deus (quantas destas calamidades ocorreram por ordenança da Igreja? Quanta perseguição e intolerância os cristãos já demonstraram ao povo de Israel nestes 2000 anos de história?). Este é um dia para a Igreja e os povos da Terra arrependerem-se perante Deus e perante o povo judeu pelas atrocidades cometidas.

Mas este também deve ser um dia de arrependimento para nós, judeus. Em Yom Kippur nos arrependemos dos pecados cometidos como nação contra o Eterno. Em Tishá be Av deveríamos nos arrepender pela desobediência aos mandamentos do Eterno, que segundo ELE mesmo nos admoestou, traria calamidades sobre nós. Muitos dizem que a diáspora judaica já acabou e que agora todo judeu tem um Estado pronto para acolhe-lo. Mas eu digo que o judeu hoje em Israel ainda sofre uma diáspora ainda pior do que a física: há aqui uma diáspora espiritual! Ou seja, cada vez mais a sociedade israelense se esquece de quem é, de onde veio, e para onde vai. Cada dia mais vejo as pessoas mais distantes do Deus de Israel, preocupando-se mais em serem uma nação como as nações da Terra.

Área do Kotel (Muro Ocidental) durante Tishá be Av

Bem, Israel não é qualquer nação e eu não sou qualquer pessoa. Sou judeu e minha obrigação para com Deus e para com este planeta é ABENÇOAR, é ser LUZ e BÊNÇÃO, ensinando e cuidando para que os homens conheçam ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e guardem os Seus preceitos! Orem meus queridos irmãos, para que Israel desperte de seu sono profundo; para que o véu que falou o profeta Isaías (Is 29:10) seja removido do rosto de meus compatriotas, para que voltem-se para a Torá e para os Profetas, reconhecendo o Messias a quem rejeitaram no passado. Que possamos todos a uma só voz declarar em tempo breve e oportuno: “Baruch Há Bá Be Shem Adonai” – Bendito é o que Vem, em nome do Senhor!

Ao término da leitura de Lamentações durante Tisha be Av, todos ficamos de pé e entoamos em uma só voz: HASHIVENU ADONAI, Elecha ve Nashuvá, Chadesh iameinu ke kedem. Faze-nos voltar a Ti Adonai, e voltaremos. Renova os nossos dias, como nos dias da antiguidade!

MZandona