quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Últimas notícias – Operação GAZA

Primeiramente gostaria de agradecer por todos os e-mails recebidos e principalmente pelas orações a nosso favor. Estamos bem e acompanhando de perto toda a tensão e tristeza que este conflito tem gerado para ambos os lados. A todos o nosso Todah Rabá (muito obrigado) e continuem orando por nós.

A situação aqui em Israel está tensa. Hoje, quarta-feira, houve protestos em várias cidades, alguns contra e outros a favor da ofensiva contra as instalações do Hamás em Gaza, iniciada no último sábado. Israel optou por não conceder um cessar fogo até que os objetivos sejam alcançados, os quais incluem o total desmantelamento do potencial de fogo do Hamás. Isto significa que enquanto houver foguetes sendo lançados à cidades Israelenses provenientes de Gaza, Israel não cessará sua incursão militar. Pela primeira vez foguetes do Hamás alcançaram cidades israelenses a mais de 40Km de distância da fronteira com Gaza, incluindo Beer Sheva. Só ontem mais de 50 foguetes foram lançados contra cidades ao sul.

Foguete lançado de Gaza contra a cidade de Sderôt, ao Sul de Israel - 300 apenas durante o "cessar-fogo" do Hamás.

Pelo que tenho acompanhado da mídia internacional, principalmente a brasileira, há uma grande distorção dos fatos com o intuito de mostrar Israel como o “grande inimigo” que tem punido a população palestina. Vejo fotos nos principais jornais nacionais com grande apelo dramático, onde são mostradas crianças e mulheres desesperadas em meio a imagens de destruição. Não é mostrado que a maioria dos mortos e feridos eram militantes do Hamás, ou seja, dos 390 mortos até hoje, 280 eram membros da facção terrorista. Ninguém mostra o terror e o medo que o Hamás plantou nos habitantes de várias cidades israelenses próximas à fronteira com Gaza, em meses e meses de foguetes DIÁRIOS lançados contra estas populações. Aliás, apenas durante o “cessar-fogo” que vigorou de Junho à Dezembro deste ano, militantes do Hamás lançaram mais de 300 foguetes contra Sderot e Ashkelon; eu disse 300! Ainda assim, as pessoas acreditam nas declarações de integrantes do Hamás que foi Israel o responsável pela quebra do cessar-fogo.
Também não vejo anunciado em lugar algum a escolha do Hamás de armazenar armamento em áreas residenciais visando proteger seu arsenal bélico. Para estes fundamentalistas, a vida não tem valor, pois civis são usados como escudos humanos. Nenhum jornal, (a não ser os jornais locais daqui), noticiou que o Hamás PROIBIU a entrada de ajuda humanitária proveniente do Egito, visando claramente a degradação da população de GAZA com fins de aumentar o sofrimento da população, uma vez que este é o tipo de imagem que vende aos jornais internacionais: os palestinos sofrendo nas mãos dos “terríveis” israelenses. Não vejo ninguém noticiando que os hospitais das mesmas cidades atacadas pelos foguetes do Hamás, abriram suas portas para receberem os feridos de Gaza. E quem noticiou que a inteligência militar Israelense, a AMAN, realizou mais de 100.000 ligações telefônicas uma semana antes dos ataques, alertando a população civil de GAZA a ficar longe de prédios e construções utilizados pelo Hamás? Eu digo que o verdadeiro crime é manipular informações como a mídia internacional tem feito (principalmente a brasileira), visando mostrar apenas um lado da história e ainda assim, tremendamente deturpado. Como será que o exército brasileiro reagiria se um grupo de terroristas argentinos bombardeasse constantemente cidades brasileiras na fronteira? Ou o que fariam os EUA se cidades da Califórnia fossem diariamente atingidas por foguetes mexicanos? Será que esperariam tanto como Israel esperou?

Livramento - Escola atingida na manhã de hoje em Beer Sheva, à 40km da fronteira com Gaza. Ontem à noite o prefeito da cidade cancelou as aulas temendo ataques do Hamás.


Todos em Israel, principalmente nas cidades próximas à Cisjordânia como Jerusalém, temem que a aparente paz dará lugar a uma devastadora retaliação palestina, com ataques suicidas sendo conduzidos por árabes israelenses em locais públicos. Apesar do controle político da Cisjordânia estar nas mãos do Fatah (lembrando que o Fatah e o Hamás há pouco tempo ainda estavam em guerra civil) cremos que as facções terroristas se unirão novamente para atacarem a Israel. Daí a grande tensão que se encontram as pessoas em cidades como Jerusalém, com grande população árabe muçulmana.

Termino este post com um outro artigo, publicado ontem pelo jornal Jerusalem Post, que vai ajudar ainda mais os leitores deste blog a entenderem o que realmente está acontecendo por aqui. Mais uma vez peço para que as pessoas não julguem a situação pelo que vêem na rede Globo ou na CNN, mas busquem conhecer mais a fundo as verdadeiras raízes deste conflito que jamais foi nem nunca será por causas territoriais.

Contamos com as orações de todos,

Mzandonna



Queremos um “Cessar-terror”, não um cessar-fogo

Jerusalem Post – 30/12/2008

No quarto dia da operação GAZA e com diversas reivindicações internacionais, ainda é muito prematuro para Israel pensar em um cessar-fogo. É o Hamás que precisa de uma saída estratégica para cessar a situação devastadora criada por ele mesmo. Os líderes do Hamás ordenaram o ataque além da fronteira contra Israel em Junho de 2006, quando dois soldados israelenses foram mortos e Gilad Schalit foi raptado. Eles iniciaram uma guerra civil com o Fatah transformando Gaza em um grande campo de guerra islâmico. Centenas de palestinos perderam a vida neste conflito interno iniciado pelo Hamás.

Eles se trancaram no velho mantra árabe: “sem reconhecimento, sem negociação e sem paz”. O Hamás também se recusou a honrar os acordos assinados entre a OLP e Israel. Foram contrários à criação de um Estado Palestino, transformando a faixa de Gaza em um local de confinamento e isolamento político e social.

Desde o início da operação GAZA no último sábado, 400 instalações do Hamás foram destruídas. Grande parte dos símbolos do regime fundamentalista foi destruída e os líderes do Hamás se esconderam, abandonando a população que desde 2005 enfrenta todos os tipos de problemas em detrimento do governo terrorista implantado pelo Hamás.

Israel mantém-se firme em seu propósito: prover segurança para as cidades ao sul e impedir o Hamás de atacar a população israelense. Alemanha, Inglaterra, França, Turquia, Grécia ou até os EUA jamais tolerariam ataques de mísseis contínuos em seus territórios. Israel também não permitirá!

Ataque da Força Aérea Israelense à Universidade Islâmica da cidade de Gaza - A instituição era controlada pelo Hamás desde 2005

Este processo de implantar paz duradoura e segurança no sul de Israel está apenas no início. Analistas militares estimam que metade do arsenal do Hamás ainda está intacto. A maioria de sua força armada está segura no subterrâneo. Em outras palavras, o Hamás está se protegendo enquanto deixa o povo palestino exposto e sem liderança. Quanto mais Israel conseguir impedir o governo do Hamás de exercer autoridade em Gaza, mais a legalidade islâmica é enfraquecida.

O Hamás poderia ter evitado a presente situação, uma vez que Israel iniciou uma campanha bem previsível. Ele também poderia ter cessado o lançamento de foguetes para encerrar o ataque israelense. Mas o Hamás não deseja isso. Ele quer os tanques israelenses entrando em Gaza. Ao continuar o ataque às cidades israelenses como Ashdod, Ashkelon, Sderot e Beer Sheva, o Hamás manipula o exército Israelense para dançar conforme a sua música, conforme suas regras. Eles sabem que há certos alvos (como por exemplo os depósitos de munição que estão localizados em áreas residenciais) que a força aérea israelense não atacará. Eles também sabem que apenas o ataque aéreo de Israel não poderá cessar o lançamento de foguetes pelos terroristas.

Integrantes da Jihad Islâmica preparam foguetes que serão lançados contra Israel - GAZA

O Hamás não pode receber o que tanto deseja. Ele quer que Israel envie suas tropas terrestres pelos campos e estradas de Gaza para realizar uma série de ataques e emboscadas aos soldados israelenses. Tais ataques estão sendo preparados há anos.

Não podendo cessar os ataques, o Hamás conta com a pressão interna e também a pressão internacional para fazer Israel declarar um cessar fogo, o que daria tempo o suficiente para a facção se reagrupar. Eles precisam disso para declarar a “vitória moral” contra Israel, para demonstrar que o ocidente não tem resposta, só podendo assistir ao crescimento do extremismo islâmico. Finalmente, o Hamás precisa de um cessar-fogo segundo seus próprios termos, ou corre o risco de entregar a liderança de Gaza para Mahmoud Abbas, como exigido pelo Egito.

Assim, o que o Hamás quer ele está aos poucos recebendo. Ele quer que os jornais internacionais continuem a disseminar imagens dramáticas que escondem o fato que a maioria dos mortos e feridos no confronto eram militantes do Hamás. Ele quer que a imprensa divulgue fotos e vídeos que mostre apenas os palestinos, e jamais o trauma israelense nas cidades ao sul.


A força aérea em breve terá feito tudo o que pode ser feito; e ainda assim, o Hamás ainda continuará lançando seus foguetes. Israel terá então que demonstrar sua capacidade militar não pela força, mas por sua capacidade histórica de utilizar estratégias novas contra o inimigo e não entrar em uma batalha já planejada pelo lado oposto.

Cedo ou tarde a liderança militar e política do Hamás sairá de seu esconderijo, e a força aérea terá que terminar sua missão. Enquanto isso, o fronte israelense será testado, tendo que demonstrar paciência e persistência.

Não deve haver um cessar-fogo até que o objetivo anunciado de garantir segurança nas cidades do sul tenha sido alcançado.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Nesta manhã de shabat acordamos ao som de caças Israelenses. Achamos um pouco estranho pois não é comum exercícios militares no Shabat. Poucas horas depois, descobrimos se tratar da resposta de Israel aos militantes do Hamás sob a forma de um devastador ataque aéreo contra prédios e locais utilizados pelos terroristas. Até o momento, 155 pessoas morreram e mais de 200 estão feridas de acordo com a autoridade Palestina. Israel deixou completamente a Faixa de Gaza há três anos, e conforme predito por especialistas locais, a violência contra as cidades judaicas próximas à fronteira aumentou em 40%. Mais uma prova para os pseudo-especialistas que existem por aí que este não é um conflito territorial, mas sim religioso e ideológico. O objetivo de grupos como o Hamás nunca foi co-existir com Israel, mas sim, destuir Israel. Ainda assim, o ataque de hoje já está gerando grande polênica interna aqui em Israel, e a população judaica está dividida.

Ataque da força aérea Israelense contra prédios utilizados pelo Hamás em Gaza

Nesta semana, militantes do Hamás lançaram dezenas de foguetes Qassam em cidades judaicas próximas às fronteiras com a Faixa de Gaza e até mesmo com o Líbano. Em apenas um dia foram lançados mais de 60 foguetes, totalizando mais de 100 apenas em menos de 5 dias. Este ataque contínuo de militantes do Hamás contra civis israelenses foi motivo de comemoração e festa em Gaza, uma vez estavam sendo feitos já há duas semanas sem retaliação alguma por Israel. Durante os vários meses de ataques diários às cidades judaicas, nenhum veículo da mídia internacional se preocupou em divulgar o fato. Mas agora que Israel decidiu atacar os postos do Hamás para defender seus cidadãos, tenho certeza que a mídia mundial cobrirá todos os detalhes, e como sempre, mostrará a situação com grande distorção da verdade.

Militantes do Hamás preparam foguetes para serem lançados contra cidades Israelenses: mais de 100 apenas nesta semana

Este ataque devastador com certeza terá uma resposta não apenas dos militantes do Hamás, mas também dos palestinos que moram e trabalham em Israel. São exatamente estes ataques, em sua maioria suicidas, que vitimam mais pessoas nos centros urbanos como Tel-Aviv, Haifa, Netanya e principalmente Jerusalém. Israel possui provas que as lideranças islâmicas da Síria, Egito e principalmente do Iran são as responsáveis pelo planejamento e suprimento bélico para grupos como o Hamás, o Fatah e o Hizbolá, (incluindo o intensivo ataque de foguetes desta semana), mas há uma certa relutância por parte de alguns países europeus como a Inglaterra, por exemplo, em reconhecer tal fato. Como exemplo, podemos citar o convite absurdo do canal 4 inglês ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para discursar em rede nacional ao povo britânico uma mensagem especial de Natal. Ahmadinejad desejou aos cristãos “Boas Festas” e disse que se Jesus Cristo estivesse vivo nos dias de hoje ele seria contrário às “potências expansionistas”, uma referência direta aos EUA e a Israel. O fato do presidente iraniano declarar abertamente seu desejo de “riscar Israel do mapa”, além de seu conhecido ódio contra os infiéis do ocidente (cristãos e judeus), parece não ter importância para os diretores do Canal 4.

Mensagem de Natal de Ahmadinejad em rede nacional na Inglaterra: "Cristo retornará com um dos filhos do Mensageiro do Islamismo e guiará o mundo à era do amor, da irmandade e da justiça".

O ano de 2008 termina com uma grande crise econômica mundial, com o islamismo dominando e impondo suas normas à vários países europeus, e Israel lutando para proteger sua população contra centenas de ataques conduzidos pelo Hamás. Aos olhos humanos não há previsão de melhora, mas cremos que a intervenção divina opera exatamente em momentos como este. Contamos, mais do que nunca, com as orações e a intercessão de todos, pois sabemos que “muito pode, com sua eficácia, a súplica do Justo".

Desejando a todos um Sábado com a tão desejada PAZ,

MZandonna

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A nação judaica viveu mais uma intensa semana. Acidente rodoviário, eleições do Kadima, atentados em Sderot e os preparativos para a Festa de Chanuká. Deixo vocês com alguns “insights” sobre os principais fatos:

Maior acidente rodoviário da História do Estado Judaico

Na última terça-feira, por volta das 16h, um ônibus com 58 guias turísticos russos caiu em uma ribanceira de 80 metros, no deserto do Neguév, vitimando 25 pessoas e ferindo mais de 30. Os visitantes russos, que haviam chegado em Israel poucas horas antes do acidente, iam para a cidade de Eilat onde participariam de uma conferência de agências de turismo de São Petersburgo. Testemunhas afirmam que o acidente foi causado por um “racha” entre o motorista do ônibus acidentado, Edward Gelfond, de 39 anos, e o motorista do 2° ônibus que transportava o grupo. Além de ter sua ficha repleta de infrações de trânsito, Gelfond tinha fama de abusar da velocidade. Hoje, após receber alta do hospital, Gelfond foi detido em prisão domiciliar até que as investigações sejam concluídas. Em visita oficial à Inglaterra, o primeiro ministro Israelense Ehud Olmert, declarou: “Temos que repensar sobre nossa cultura nas rodovias de Israel, a responsabilidade mútua nas estradas e a necessidade de treinar motoristas que transportam grande número de pessoas”. Realmente Olmert tem razão em suas palavras, pois todos sabem que as pessoas aqui em Israel são conhecidas por dirigirem “como se não houvesse outros veículos” nas ruas. Oremos para que o Eterno esteja trazendo consolo e conforto para os parentes das 25 vítimas do acidente. Esta é uma tragédia não apenas para estas famílias, mas para o Estado judaico e sua cultura fatal nas estradas.

Acidente no deserto: 25 mortos e 33 feridos. Imprudência causa a maior tragédia nas estradas de Israel desde 1948


Eleições do KADIMA

O Kadima realizou nesta semana a eleição dos 22 parlamentares que provavelmente representarão o partido no Knésset (Parlamento). Tzipi Livni e o vice-presidente já estão com seus assentos garantidos. Até agora o Kadima tem liderado as pesquisas de opinião nas eleições do ano que vem para 1° Ministro, onde Tzipi Livni assumiria o cargo mais importante da nação. Mas oposições entre o partido trabalhista e o religioso Shas, fazem das eleições uma grande incógnita. Este período de transição não é nada bom para Israel, e as opiniões sobre como resolver os principais problemas da nação divergem muito entre os vários partidos daqui. Israel precisa urgentemente de líderes que ao menos creem na veracidade dos Escritos Bíblicos e na existência do Deus de Israel, que formou e preservou nosso povo milagrosamente ao longo de milênios. O simples fato da existência do povo judeu e da nação de Israel já constitui prova irrefutável da existência deste Deus Eterno e de propósitos divinos para esta nação. Devemos sempre ter em mente que, segundo as Escrituras, em Israel a incredulidade do judeu (e principalmente dos líderes da nação) gera conseqüências sobre toda a nação. Daí a importância do mandamento dado pelo Rei Davi às nações: Orai (ou melhor: clamai) pela Paz em Jerusalém! (Sl 122:6).

ATAQUES EM SDERÔT

Esta semana mais de 50 foguetes vindos da faixa de Gaza atingiram cidades ao sul de Israel, principalmente Sderot, localizada a apenas 1km da fronteira. Na verdade, estes foguetes jamais deram trégua às populações destas cidades, ainda que aos olhos da mídia o grupo terrorista Hamas tenha assinado um cessar-fogo que deveria vigorar entre 19 de junho a 19 de dezembro deste ano. O representante oficial do grupo, Ayman Taha, afirmou que estava terminando o cessar-fogo antes do dia determinado pois Israel continua restringindo a entrada de alimentos e combustíveis na região. “O período de calma acabou”, afirmou Taha. Qualquer morador de Sderot, ao ouvir as declarações de Taha, diria na mesma hora: “QUE CALMA????” À imagem do Fatah, o Hamás brinca, usa e manipula a mídia internacional com declarações fantasiosas e acordos de “cessar-fogo” fictícios apenas para obter o favor da mídia internacional. Mas quem vive em Israel sabe que na prática, os atentados nunca cessaram. Como é possível trabalharmos em acordos de PAZ com o Hamás, o Fatah ou até mesmo o Hizbolá, sendo que no documento de constituição de TODAS estas organizações está enfatizado como objetivo número um “RISCAR ISRAEL DO MAPA”? Que tipo de negociação inteligente e eficaz pode existir com alguém que não deseja co-existir com você, mas sim, te destruir?

Homem mostra os foguetes coletados em Sderot em apenas 1 mês da "trégua" do Hamás (acima). Casa atingida pelos ataques desta semana (abaixo).

CHANUKÁ!

Terminamos o post desta semana com uma boa notícia: É chegada a Festa de CHANUKÁ (Dedicação)! Por todas as ruas em Jerusalém e nas principais cidades de Israel pode-se ver Chanukiôt (candelabros de 9 pontas) iluminando e decorando os principais locais. Chanuká tem início no dia 21 ao pôr-do-sol, e tem duração de 8 dias. Celebramos o milagre da derrota do exército seleucita pelos corajosos Macabeus e a re-dedicação do Templo em Jerusalém, no ano 165 a.C. Celebramos também o milagre da Luz da Menorá no interior do Templo, que durante estes dias de celebração, brilhou por 8 dias com o óleo sagrado suficiente apenas para um dia. A história de Chanuká nos ensina que a vitória pertence a Deus, mas a batalha pertence a nós. Ele nos dá a vitória, mas somos nós quem pegamos as armas e enfrentamos o inimigo. Não em nossa própria força, mas na Força do Deus todo poderoso. Chanuká significa lutarmos pelo direito de sermos judeus, de servirmos ao nosso Deus não tendo medo ou vergonha de obedecê-Lo. Que Israel se lembre dos milagres do passado e volte-se novamente para os princípios do Eterno, não confiando em sistemas religiosos falidos e corruptos, mas buscando agradar a este Deus amando-O e guardando a sua Lei, Seus estatutos e os Seus mandamentos. Somente assim, apressaremos a vinda do Messias e Seu Reino milenar: Luz e Salvação para as nações da Terra e Glória para o povo de Israel!


Garoto acende as velas da "Chanukía" - Tradição milenar iluminas as casas e os corações da nação Judaica


Chag Chanuká Sameach – Feliz Festa de Chanuká!

MZandona

sábado, 13 de dezembro de 2008

Uma imagem diz mais que mil palavras...




Descobri esta imagem outro dia na internet. Quando comecei a analisá-la, pude ver que o famoso ditado: “uma imagem fala mais do que mil palavras” é verdade. Os escritos acima da figura dizem: “RUACH TZAHAL”, ou em português: O ESPÍRITO DO TZAHAL (onde TZAHAL é a sigla do exército ISRAELENSE: “Tzavá Haganá Le Israel – Exército de Defesa para Israel). Deixo com vocês a interpretação da figura acima, e oro para que o mundo veja e entenda o que todos aqui em Israel já sabem, mas que a mídia internacional teima em distorcer aos olhos das nações.

Shabat Shalom,

MZandona

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As cenas marcantes de soldados israelenses retirando judeus à força de suas casas, novamente foram notícia esta semana em Israel. Desta vez, o impasse foi na importante cidade de Hebron, a maior cidade da Cisjordânia (Judéia). Por ordem judicial, 25 famílias deveriam ser evacuadas do local chamado “Beit Ha Shalom” (Casa da Paz), um complexo de 4 andares onde há residências e um centro de estudos, comprado em 2007 por colonos Judeus. Não há palavras para descrever o sentimento que se tem ao ver judeus atacando judeus. À imagem do que ocorreu em 2005 na faixa de Gaza, a maioria dos colonos não aceitou a decisão judicial de retirada e decidiu resistir. Mas desta vez, a resistência foi acompanhada de violência por parte das famílias religiosas. O resultado, depois de uma semana de intensos conflitos, são dezenas de feridos de ambos os lados. Ironicamente, a “Casa da Paz” se tornou a “Casa da Discórdia” entre judeus.

Policiais Israelenses tentam retirar as 25 famílias de Judeus religiosos da "Casa da Paz" em Hebron - resistência nada "pacífica"

A presença judaica em Hebron data da época de Abraão, quando o patriarca compra dos Hititas a caverna de Machpela (Caverna dos Patriarcas), para sepulcro de sua esposa Sara. Machpela é o local do sepulcro de Abraão, Isaque, Jacó, Rebeca, Lea e Sara. Desde então, os judeus tem o local como local de peregrinação. Josué e Calebe conquistam Hebron e a tornam uma das cidades dos Levitas. O Rei David reina de Hebron durante 7 anos, depois passando a sede de seu governo e do povo judeu para Jerusalém. Apesar de vários impérios terem conquistado a região da Judéia durante a história (Assírios, Babilônios, Gregos, Romanos, Europeus, Árabes e Turcos), a presença judaica em Hebron sempre existiu. Apenas recentemente, em 1929, um massacre organizado pelos árabes quase exterminou a população judaica da cidade. Após 1967, Hebron passa a ser oficialmente controlada por Israel, que fez de tudo para não incomodar a presença árabe no local, restringindo a migração judaica para lá. Somente algumas famílias de descendentes dos antigos moradores judeus de Hebron obtiveram o direito de se estabeleceram na cidade. Em 1997, Israel dividiu a cidade em 2 setores: H1, com 120.000 palestinos e H2, com 30.000 palestinos e aproximadamente 500 judeus. H1 foi entregue à Autoridade Palestina e H2 continua sob jurisdição Israelense, visando a proteção das 85 famílias judaicas que ainda vivem ali. O prédio comprado em 2007 por um descendente dos antigos moradores judeus de Hebron, abrigava 25 famílias judaicas. O antigo proprietário, um construtor palestino, moveu uma ação contra a presença judaica no local alegando que não sabia que o comprador era judeu. A Suprema Corte israelense decidiu por retirar todos os judeus da chamada “Casa da Paz”, até que o caso seja esclarecido.

Caverna dos Patriacas em Hebron - 2500 anos antes do Islamismo, o local já era venerado por Judeus.

Todos aqui concordam que o Governo agiu precipitadamente ao exigir a retirada dos mais de 200 judeus religiosos do prédio em Hebron. Sabemos que a ordem judicial é carregada de interesses políticos de partidos como o "Avodá" e o "Kadima", que concorrem ao cargo de primeiro Ministro nas próximas eleições. Ambos tentam ganhar eleitores esquerdistas, e o evento em Hebron foi um "prato cheio" para Iehud Barak (Avodá) como Ministro da Defesa. Mas o que foi visto esta semana representou uma verdadeira vergonha aos princípios da Torá e ao verdadeiro judaísmo. Além de resistirem à decisão judicial, dezenas de jovens judeus ortodoxos, moradores da Casa de Paz (e muitos outros vindos de Jerusalém), atacaram casas e lojas de palestinos que moram próximos ao prédio. Como se não bastasse, estes jovens também atacaram os soldados israelenses que organizavam a retirada, jogando pedras e até ácido em um dos militares. É verdade que os Palestinos em Hebron têm atacado e massacrado os judeus de lá há mais de 50 anos. É verdade também que, se não fosse pelo massacre da população judaica , em 1929, Hebron seria hoje de maioria israelense. Mas os atos terroristas cometidos pelos árabes contra os judeus não podem, em hipótese alguma, servirem como justificativa aos ataques realizados esta semana por Judeus ortodoxos contra Palestinos e contra Judeus. Até mesmo rabinos ortodoxos têm sido acusados de motivarem seus discípulos a tomarem parte no conflito contra soldados Israelenses.

Este tipo de fanatismo judaico não tem contribuído em nada para Israel, para o mundo, nem muito menos para a volta do Messias. Ele tem, na verdade, aprisionado seus seguidores e criado um ódio contra todos os que não seguem as rigorosas decisões legalistas de seus rabinos. Este tipo de judaísmo se transformou em uma seita, onde os princípios divinos da Torá e dos Profetas são substituídos por uma Halachá incoerente e paradoxal, que oprime e atrofia a mente de seus seguidores. Repletos de corrupção e interesses políticos, seus líderes continuam a afundar o país no mar da intolerância e do ortodoxismo racista, fundamentalista e distante da verdadeira Torá. O Eterno não deseja judeus escravizados por ensinamentos de rabinos europeus. Ele deseja homens e mulheres que, a exemplo de Seu servo Davi, sejam chamados segundo o “SEU” coração. O judaísmo precisa, mais do que nunca, de urgente restauração!

A todos meu Shalom u'Vrachôt (Paz e Bênçãos),

MZandonna