sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FANTASIA CÓSMICA!?

É verdade... o título parece ser um pouco estanho. Mas garanto que essa mensagem mudará para sempre a forma como você interpreta a realidade ao seu redor. Saiba o que realmente significa "Reino de Deus" e como o inimigo trabalha para distanciar a Igreja de seu verdadeiro papel. Assista e divulgue!!

Clique aqui para assistir a mensagem: FANTASIA CÓSMICA, por Matheus Zandona

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

POR QUE YESHUA?
Por Matheus Zandona
Várias são as profecias sobre os nomes do Ungido de D-us, que viria para redimir a humanidade e aproximá-la do Criador. Uma das mais conhecidas se encontra no livro de Isaías, capítulo 9 verso 6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (...).”. Na verdade, estes seriam títulos e qualidades pelas quais o Filho de D-us seria reconhecido. Isto também ocorre com o Criador, que apesar de possuir e revelar seu nome para os seus escolhidos (YHVH), possuía vários outros nomes oriundos de suas infinitas qualidades. Ex. Homem de Guerra, Senhor dos Exércitos, Senhor que Cura, Poderoso de Israel, Misericordioso, etc.

O relato do nascimento do redentor contém a chave para entendermos a natureza de seu nome e de seu ministério. Vejamos: “(...) e apareceu um anjo do Senhor a José em sonho e lhe disse: (...) tua mulher dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mt 1:20,21). O anjo diz que o nome do menino deveria ser Jesus devido ao fato que ele salvaria o seu povo dos seus pecados. Mas que conexão há entre o nome “Jesus” e a tarefa de “salvar” o seu povo do pecado? Porque ele não poderia ter se chamado José, Jacó ou Isaque? Porque o nome Jesus? Será que o nome Jesus foi “inventado” pelo anjo, sendo o “menino Jesus” o primeiro “Jesus” que existiu?

Não exatamente. O nome Jesus em hebraico é YESHÚA, e quer dizer “D-us Salva” ou “Salvador”. Este nome era muito comum entre os judeus no período anterior ao exílio babilônico (I Cr 24:11, I Cr 31:15) e mais ainda após o exílio babilônico (séc V a.C), como podemos ver em algumas passagens dos livros de Esdras e Neemias. Ex. Esdras 2:2; 2:36; 3:2; 4:3; 5:2; 8:33; 10:18; etc; e Neemias 3:19; 7:7; 8:17; 9:4; 11:26; 12:1; 12:24; etc. Em todas essas passagens, o nome utilizado no original é YESHUA, apesar de ter sido transliterado erroneamente como “Jesua”.

Assim, apenas na língua Hebraica (que foi a língua falada pelo anjo a José), podemos entender a riqueza e a conexão existente entre o NOME do redentor e sua MISSÃO. Em hebraico, o anjo disse a José (Mt 1:21): “Vê Karáta et shemô YESHUA ki hu YOSHIA et amô me aonoteihêm”. Notem o “jogo com as palavras” do anjo. Ele diz: “(...) e lhe chamarás YESHUA pois ele YOSHIA o seu povo dos pecados deles”. Traduzindo literalmente, seria como se o anjo dissesse a José: “E lhe chamarás “SALVADOR” pois ele “SALVARÁ” o seu povo dos pecados deles. Quão profundas foram as palavras do anjo!

Por isso o Messias tinha que ser conhecido como Yeshua (Salvador ou D-us é Salvação), pois sua missão seria SALVAR o seu povo (ISRAEL) dos próprios pecados.

Atualmente, algumas pessoas sem um conhecimento mínimo de história, hebraico e arqueologia, têm fundado seitas baseadas no nome de Yeshua, afirmando ser o seu nome na verdade “Yehoshua” e até mesmo “Yaoshua”. Como já foi dito antes, o nome Yeshua era muito comum entre os filhos de Israel, e documentos históricos da época de Yeshua (como os escritos de Flavius Josephos, os escritos do Mar Morto e documentos dos governos romanos sobre as cidades da Judéia) provam que a grafia do nome daquele que ajuntava multidões era “Yeshua”, e não YAOSHUA ou YEHOSHUA como tentam erroneamente provar algumas pessoas. Recentemente, a descoberta de um ossuário datado do século I d.C com os dizeres : “Aqui estão os restos mortais de Tiago, filho de José, irmão de YESHUA”, ajudou a colocar um fim à questão. Apesar de arqueólogos contratados pelo Vaticano terem declarado que o ossuário era uma fraude (pois se fosse declarado verdadeiro destruiria a crença católica de que Maria permaneceu virgem após o nascimento de Yeshua), arqueólogos e historiadores de Israel e de vários países comprovaram a autenticidade da descoberta. O ossuário foi “misteriosamente” destruído em fevereiro de 2003, durante seu transporte para o Canadá. Como disse um famoso rabino: “... os que tem poder manipulam os fatos e alteram a história”.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O BRASIL LAVA AS MÃOS

Por Osias Wurman
(publicado no Jornal O GLOBO)

A meteórica passagem pelo Brasil do tirano iraniano, inimigo das liberdades democráticas que permeiam a sociedade brasileira, foi retratada de forma distorcida. Muita luz nos abraços oficiais, e uma sombra sobre fatos, da maior relevância, que aconteceram alguns dias antes da visita de Ahmadinejad. Refiro-me à desesperada mensagem deixada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no encontro com o presidente Lula.

Abbas condenou veementemente Ahmadinejad, Hammas e todo tipo de terrorismo, numa reunião com a comunidade judaica da Bahia, cujo anfitrião foi o governador judeu-brasileiro Jaques Wagner. Pediu a interferência do presidente Lula, junto a Ahmadinejad, para criticar o financiamento iraniano ao Hammas, grupo fundamentalista que fomenta o terrorismo.

Acrescentou que realiza tratativas com o presidente de Israel, Shimon Peres, e que acredita na negociação como instrumento para a paz. Relatou que faz reuniões com comunidades judaicas em todo mundo, pois acredita que mais de 70% do povo israelense e do povo palestino querem a paz. Estes fatos e afirmações relevantes de Abbas não mereceram destaque no noticiário oficial. Parece também que, em Brasília, não tiveram efeito prático.

A recente votação promovida pela Agência Internacional de Energia Atômica mostra a posição de nosso governo. O Irã foi condenado por 25 das nações, incluindo seus parceiros comerciais chineses e russos. Obteve três votos a favor, de Cuba, Malásia e Venezuela. E seis nações se abstiveram, incluindo o Brasil. Abster-se de condenar é, na prática, lavar as mãos. Quem não decide cala; e quem cala consente. Horas depois da votação na AIEA, o governo iraniano já desdenhava ameaçadoramente, anunciando o início de construção de mais 10 instalações com centrífugas para enriquecer urânio.

Assim é o governo do Irã, que espelha o espírito belicista e vingativo de seu líder Ahmadinejad. Inocentes os que ainda nutrem qualquer tipo de simpatia ou esperança pacifista no regime que oprime, discrimina e elimina a mídia não oficial, mulheres rebeldes, homossexuais e minorias religiosas.

Os apelos de Mahmoud Abbas, o único parceiro palestino com credibilidade e boa vontade para negociar a paz, parece que não tiveram efeito prático, ou imediato, nos corredores de Brasília. Esperamos que suas palavras e apelos, junto ao presidente Lula, não tenham caído como letras mortas ou palavras ao vento. Quem está pela paz deve isolar Ahmadinejad e ficar com Abbas.


(*) Osias Wurman é jornalista o consul honorário de Israel no Rio de Janeiro

sábado, 3 de outubro de 2009

Há ESPERANÇA – GILAD SHALIT está VIVO!

Hamás entrega vídeo datado de 14 de setembro em troca da libertação por parte de Israel de 20 prisioneiras palestinas.

O soldado do exército israelense, Gilad (lê-se Guilád) Shalit, foi seqüestrado em junho de 2006 por militantes ligados ao Hamás quando patrulhava a fronteira com Gaza próxima a sua base militar. Hamás e Israel estão em negociação deste então em prol de sua libertação, sendo mediados pela Alemanha e Egito.

O vídeo abaixo foi entregue pelo Hamás e filmado em 14 de setembro de 2009, em troca da libertação de 20 prisioneiras palestinas. Segue-se a baixo o vídeo e sua respectiva transcrição em português:

video


“Meu nome é Gilad, filho de Aviva e Noam Shalit, irmão de Hadas e Yoel, os quais vivem em Mitzpe Hila. Meu número de identidade é 300097029. Hoje é segunda-feira, 14 de setembro de 2009. Como vocês podem ver, estou segurando em minhas mãos uma edição de hoje do jornal Palestino publicado em Gaza.

(close no jornal para que a data se torne visível)

Leio jornais em busca de informações a meu respeito. Espero encontrar informações indicando que minha libertação e retorno ao lar está próximo. Tenho esperado e ansiado por um longo tempo pelo dia de minha libertação.

Espero que a atual administração de Binianim Netaniahu não perca esta oportunidade em alcançar um acordo para que eu possa realizar meu sonho de ser liberto.

Quero dar lembranças a minha família e dizer a eles que eu os amo e sinto muito a falta de todos, orando pelo dia em que nos encontraremos novamente.

Papai, Yoel and Hadas: vocês se lembram no dia em que vocês vieram me visitar em minha base nas planícies do Golan no dia 31 de dezembro de 2005, a qual, se não me engano, se chamava Revaiyah Bet? Fizemos uma excursão pela base e vocês bateram uma foto minha em cima de um tanque Merkavá e uma outra próximo a tanques velhos na entrada da base. Então fomos a um restaurante em uma das vilas drusas e, no caminho, tiramos fotos à beira da estrada com o monte Hermon coberto de neve ao fundo.

Quero dizer-lhes que me sinto bem em termos de saúde, e que o Mujahidin, da Brigada Iz AL-Din AL-Qassam estão me tratando maravilhosamente bem. Muito obrigado e até logo."

(Gilad se levanta rapidamente e o vídeo termina)
Fonte: Jornal Israelense HAARETZ

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

INACREDITÁVEL ANTISSEMITISMO NA RADIO GLOBO DE HONDURAS
DIRETOR DE RÁDIO ZELAYSTA ACUSA OS JUDEUS DE TRAMAR CONTRA ZELAYA E LAMENTA, NO AR, "QUE HITLER NÃO TENHA CUMPRIDO SUA MISSÃO HISTÓRICA"

Se vocês clicarem aqui <http://vimeo.com/6825710> , terão acesso a um vídeo em que poderão ouvir a voz de David Romero, diretor da rádio Globo, que apóia Manuel Zelaya. É aquela rádio que sofreu intervenção do governo interino, acusada de incitar a violência, e que deixou os bolivarianos brasileiros excitadíssimos. Ouvindo o que está aí, vocês têm uma noção de quem é aquela gente. Zelaya havia acusado a existência de um complô judaico para matá-lo com gás e radiação de alta freqüência. Por incrível que pareça, alguns jornalistas brasileiros caíram na conversa. Já escrevi um post aqui em que demonstrei as raízes anti semita do bolivarianismo chavista. Ouçam o que vai aí. Abaixo, publico um tradução de trecho da fala.

"Às vezes, eu me pergunto se Hitler não teve razão de haver terminado com essa raça, com o famoso Holocausto. Se há gente que causa dano a este país, são os judeus, os israelitas. Eu quero, esta tarde, aqui na rádio Globo, dizer, com nome e sobrenome, quem são os oficiais do Exército judeu que estão trabalhando com as Forças Armadas de nosso país e que estão encarregados de fazer todas essas atividades de conspiração e ações secretas. E [quero dizer] tudo o que está acontecendo ao presidente da República. Depois que me informei, eu me pergunto por que não desejamos que Hitler tivesse cumprido sua missão histórica. Desculpem-me a expressão dura de repente. Porém eu me pergunto isso depois que fiquei sabendo disso e de outras coisas. Eu creio que teria sido justo e correto que Hitler tivesse terminado sua missão histórica”

Na opinião de vocês, uma rádio que tem um diretor que faz tal avaliação, no ar, estaria mesmo empenhada em
incitar a violência? Olhem, é com esse tipo de gente que se meteu o governo brasileiro; é essa metafísica influente que Lula e Celso Amorim se mostram dispostos a apoiar até o fim; é por gente que tem esse universo mental que o Brasil está se mobilizando. Estes são os apoiadores de Manuel Zelaya.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vergonha de ser brasileiro

Por Sérgio Malbergier


O aspecto único do Holocausto, que o diferencia de horrores comparáveis como a escravidão, é que o extermínio do riquíssimo judaísmo europeu, berço de Einsteins, Kafkas e Freuds, foi executado pelo país mais culto da Europa pelo simples fato de os judeus serem judeus.

Eles não eram inimigos do Estado, não tinham exércitos, suas mortes não serviriam (prioritariamente) para o avanço econômico de seus perseguidores. Eram apenas de uma cultura/religião diferente e foram usados pela megalomania germano-hitlerista como a antítese do super-homem ariano, a ser eliminada do tecido alemão.

O sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz e prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, ao voltar à sua aldeia natal na Romênia, disse que a vida por lá continuava exatamente igual desde que deixara o lugar com a família, 40 anos antes, rumo à morte. A única diferença é que não havia mais judeus.

Quase 9 milhões de judeus viviam nos países europeus direta ou indiretamente sob controle alemão. Os nazistas conseguiram matar cerca de 6 milhões. Se os judeus não lembrarem seu Holocausto, ele certamente será esquecido.

Por isso embrulha o estômago ver o presidente Lula abraçar o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Nova York poucos dias depois de o iraniano declarar que "o Holocausto é uma mentira".

O insulto de Ahmadinejad foi ainda mais doloroso por ocorrer às vésperas do Rosh Ashaná, o Ano Novo judaico, período de reflexão. Os grandes países ocidentais o deploraram. O Brasil se calou.

E logo depois ainda prestigiou o semi-pária num encontro de mais de uma hora na ONU, durante a Assembleia Geral da organização, para o mundo todo ver.

Lula e o Brasil estão no auge de sua projeção de poder. Estamos mudando de liga no jogo das nações. E nossa Chancelaria vende barato nosso cada vez mais importante apoio. O que o Irã dá em troca ao Brasil?

Antes de receber Ahmadinejad na cidade com a maior população judaica do mundo, Lula já havia sido o primeiro a apoiá-lo logo após a contestada eleição do iraniano. E ainda fez uma muito infeliz comparação dos conflitos entre oposicionistas e milícias armadas iranianas a uma rixa entre vascaínos e flamenguistas.

Tal rixa deixou dezenas de mortos e enfraqueceu um regime teocrático entre os mais repressores do mundo. Mas o Brasil de Lula foi o primeiro a estender sua mão para fortalecer o regime repressor de Teerã. E ainda receberá Ahmadinejad em visita em novembro.

O presidente brasileiro, genuinamente humanista, parece ter sido enrolado pelo anacrônico terceiro-mundismo que domina seus assessores e o Itamaraty. Ao ser questionado em Nova York sobre o negacionismo hediondo de Ahmadinejad em relação ao Holocausto, Lula respondeu:
"Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano."

A frase faria sentido se essa relação trouxesse benefícios ao Estado brasileiro proporcionais aos gestos de Lula. Mas ela só engrossa a lista de equívocos de sua diplomacia.

Já seria duro ver o Brasil tolerar a intolerância por recompensas mundanas. Tolerá-la por nada dá vergonha!

(*) Sérgio Malbergier, 42, é editor de Dinheiro da Folha. Foi editor de Mundo, correspondente em Londres e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela. Formado em cinema, pela ECA-USP, dirigiu dois curta-metragens: "A Árvore" e "Carô no Inferno"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Rosh Ha Shaná 5770

A celebração de Rosh há Shaná (literalmente: “cabeça ou primeiro do Ano”), marca o início do ano judaico e é celebrado no primeiro dia do mês de Tishrei. Na verdade, alguns rabinos dizem que Rosh Há Shaná é o aniversário da criação, e que estaríamos completando 5770 anos de existência. Já outros rabinos afirmam que esta contagem iniciou-se logo após o dilúvio, e que os anos desde a criação até o dilúvio podem se estender por milhares ou até milhões. Todos sabem que no calendário bíblico o ano novo começa com o 1° mês, o mês atual de Nissan (geralmente em março/abril), com a festa da Páscoa como marco. Mas após o exílio na Babilônia, a contagem dos meses sofre alteração cronológica e nominal, e o primeiro mês passa a ser o sétimo (Tishrei). O dia da Trombeta, ou Yom Teruá, é celebrado no 1° dia do 7° mês, com grande convocação e toque do shofar (Lv 23:24-25).

Rosh Há Shaná é a única festa celebrada onde não há a explicação clara, da parte do Eterno, sobre sua origem ou memorial. Todas as festas no calendário judaico estão associadas a eventos ou à preservação da memória dos feitos do Eterno para com o nosso povo, tal como Páscoa (Libertação do Egito), Shavuôt (dádiva da Lei no Sinai) e Sucôt (lembrança da peregrinação no deserto). Mas Yom Teruá (Rosh Há Shaná) não é conectada a nenhum feito ou evento histórico na Torá. Muitos rabinos crêem que Yom Teruá é uma festa que anuncia o retorno do Messias, sendo o toque do Shofar um aviso para que Israel e as nações se preparem para recebê-lo.

Judeu ortodoxo toca o Shofar no Kotel, na madrugada de Rosh Ha Shaná

Como Yom Kipur (dia da expiação) é celebrado 10 dias após Rosh Há Shaná, dizemos que Rosh Há Shaná marca o início do juízo do Eterno sobre a criação, sendo o dia de Yom Kipur o dia do veredicto. Assim, os 10 dias entre Rosh Há Shaná e Yom Kipur são conhecidos como “os 10 dias temíveis” ou “Iamim Noraim” e é um período de muita oração, súplica e arrependimento entre o povo judeu, com o toque do Shofar a cada serviço. Daí surge um dos comprimentos mais comuns durante estes dias: “Tikatev vê Taihatem” - “seja escrito e selado”. Desejamos isto pois cremos que o Eterno possui o Livro da Vida, e nele são escritos os nomes dos justos. Durante os 10 dias entre Rosh Há Shaná e Yom Kipur, estes nomes são “revisados” pelo Eterno, que o sela em Yom Kipur. A crença da existência deste “Livro da Vida” é proveniente da Lei Oral judaica e também pode ser encontrada nos escritos judaicos do Novo Testamento, onde há várias menções ao mesmo, como em Fp 4:3, Ap 3:5 e outras.

Começamos a celebração de Rosh Há Shaná com um maravilhoso jantar, acompanhado de algumas orações específicas para este dia. Comemos neste dia maças com mel como um símbolo do desejo de um ano novo doce e agradável a todos. A chalá (pão de shabat) que é usada no jantar de Rosh Há Shaná não é comprida, mas sim redonda, simbolizando o ciclo da vida que se renova a cada ano. Desde a antiguidade, estipulou-se que a celebração de Rosh Ha Shaná duraria 2 dias, pois no passado não havia certeza do dia específico (1° dia do 7° mês), em função de ser uma festa da lua nova. Assim, os dois dias de Rosh Há Shaná são passados quase sempre na sinagoga, onde tocamos o shofar e oramos um conjunto de orações específicas que estão agrupadas no Machzor (livro de orações para Rosh HÁ Shaná e Yom Kipur). Basicamente são orações de agradecimento, louvor e principalmente arrependimento. Neste dia, colocamos sobre o Aron Ha Kodesh (arca que contém o rolo da Torá) uma cortina branca, simbolizando a necessidade de termos um coração puro perante o Eterno.

A leitura da Torá é feita em Genesis capítulos 21 e 22, relatando o evento da “Akedá”, onde Abraão sobe com seu filho Isaque ao monte Moriá para sacrificá-lo. A Haftará que lemos é a história do profeta Samuel, seu nascimento e seu chamado sacerdotal (I Sm caps 1 – 3). É impossível estudarmos estas porções da Tanách e não notarmos uma palavra que é o tema central dos dois eventos: HINENI! Esta pequena palavra em hebraico expressa o que realmente sentimos e o que realmente estamos dispostos a fazer por amor ao nosso Deus: HINENI – EIS-ME AQUI! A expressão HINENI expressa nossa prontidão para obedecer e servir incondicionalmente ao nosso Criador. O sacerdote Eli instruí a Samuel: Hineni – Daber Adonai ki shomêa avdechá – Eis-me aqui! Fala Senhor pois está a ouvir teu servo!

AKEDÁ, representada por Laurent de La Hyre - 1650

Por isso, nosso desejo para todos vocês neste ano novo que tem início nesta semana é que possamos ter o espírito de Abraão e o espírito de Samuel, servos verdadeiros que não se preocupavam apenas em crer em Deus, mas em obedecê-Lo de todo o coração, não importando as circunstancias. Tenho certeza que os que vivem o verdadeiro “HINENI”, terão seus nomes escritos e selados no Livro da Vida.

A Todos, nosso Chag Sameach e um sincero Shalom,

Joseph Shulam e Matheus Zandonna

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O CONTEXTO DESCONTEXTUALIZANTE

Por Matheus Zandona

Um certo índio, membro de uma das tribos ainda sem contato com o homem branco, possuía uma missão especial. Em sua tribo, ele era um dos responsáveis por preparar o alimento. Em especial, sua tarefa era esquentar a água a ser utilizada no preparo dos extratos e sumo de raízes. Para realizar tal responsabilidade, ele utilizava folhas muito finas de uma planta da região, dobradas e amarradas formando uma espécie de concha. A água era colocada dentro deste recipiente feito de folhas e este era levado ao fogo. Quando a água começava a ferver, ele a levava para outro índio, que já estava com sua mistura pronta, aguardando a água quente. Assim, a comida era preparada e todos da tribo se alimentavam com fartura.

Mas um certo dia, uma equipe de pesquisadores chegou de súbito em visita à comunidade indígena. Foi uma grande surpresa para todos os índios, pois nunca haviam visto outros homens fora de seu próprio grupo. Apesar do estranhamento inicial, o grupo de pesquisadores foi bem recebido, tendo recebido permissão do cacique para permanecer no local observando os nativos. Após alguns meses de contato e já tendo o domínio da língua da tribo, um dos pesquisadores, físico e antropólogo, acompanhou o índio responsável por esquentar a água em sua tarefa diária. Vendo o mesmo esquentando a água na fina folha, indagou-o: “Você nunca se perguntou por que a folha não se queima quando levada ao fogo?”. O índio respondeu: “Faço minha tarefa desta forma, pois assim faziam meus antepassados, mas não sei por que a folha não se queima quando levada ao fogo”. O professor de física assentou-se com o índio e propôs explicar-lhe o porquê deste fenômeno, com o intuito de ajudar o nativo a implementar sua tarefa, tornando-a mais eficaz. O professor contou-lhe sobre as propriedades físicas e químicas da folha, da água e do fogo, explicando como a água fria em contato com a folha, mantinha a temperatura da mesma constante, longe de seu ponto de fusão. O índio aprendeu conceitos sobre termodinâmica, ponto de fusão e ebulição, pressão de vapor, dentre muitos outros. Ele tanto se maravilhou por entender o mecanismo que impedia a folha de pegar fogo que começou a ensinar a outros índios também. Seus amigos se maravilhavam com tamanha sabedoria, ao ver como o cozinheiro passou a entender o contexto do ato realizado por ele há tantos e tantos anos.

Mas o que foi realizado pelo professor de física com o intuito de ajudar o índio em sua tarefa diária, veio a prejudicá-lo grandemente. Não só a ele como também à sua tribo. O entendimento do fenômeno físico foi algo tão fascinante que a simples tarefa de esquentar da água perdeu a importância. Tanto o índio cozinheiro, quanto aqueles que lhe ouviam as maravilhas aprendidas, passaram a se considerar mais importantes, mais nobres que os outros índios. Rapidamente se separaram do restante da tribo, passando horas e horas apenas discutindo sobre os processos de termodinâmica e temperaturas de ebulição e fusão. Eles anunciavam seu conhecimento como sendo extremamente necessário para o restante da tribo e até repudiavam os que não lhe davam atenção ou desprezavam seu novo conhecimento.

Isto gerou sérios problemas na pequena e isolada sociedade tribal. O índio que esquentava a água se maravilhou tanto em entender o processo de não combustão da folha, que deixou de realizar a dita tarefa. Ele só queria gastar tempo ensinando a outros sobre o maravilhoso fenômeno, e a tribo não tinha mais água quente para preparar seus alimentos. Ninguém mais da tribo sabia preparar o recipiente de folhas, muito menos esquentar a água na temperatura certa para ser utilizada no preparo dos alimentos.

Assim, o conhecimento revolucionário e importante do índio, que deveria servir para aperfeiçoar sua tarefa (talvez o levando a escolher um material de maior condução térmica, por exemplo), veio a desviar-lhe da sua tarefa, prejudicando e dividindo toda a tribo. É claro que o “know how” do índio cozinheiro era algo especial e necessário, mas se este “know how” tivesse sido devidamente utilizado para melhorar seus serviços à tribo, todos veriam que este novo conhecimento serviria para o bem geral e desejariam aprendê-lo com grande anseio. A quem poderíamos atribuir o erro primordial? Ao professor de física, que não enfatizou que o novo conhecimento deveria servir para o bem da comunidade, beneficiando primeiramente a tarefa do índio cozinheiro? Ou ao próprio índio, que tanto se maravilhou entendendo o contexto que se esqueceu do próprio “texto” (sua tarefa de esquentar a água)?

Bem, se você teve paciência de ler este texto até este ponto, considere-se merecedor de receber meu humilde manifesto. Meu intuito com este exemplo banal e simplório visa explanar um grande problema vivido atualmente no seio do movimento Judaico Messiânico, ou movimento da Restauração das Raízes da Fé. Como um de seus idealizadores e fundadores em meu continente, sinto-me na posição propícia para realizar este ensaio revelador e extremamente oportuno. Sinto-me também preocupado e até mesmo um pouco desmotivado, ao vislumbrar o rumo que alguns líderes e comunidades nominalmente ligados a este movimento têm tomado. Rumo este que é responsável por muitos problemas e desvios no Reino e no Corpo do Messias, no Brasil e em outros países.

Meu pai, o rabino messiânico Marcelo M. Guimarães, sempre diz que “um homem inteligente não deixa que a atenção às vírgulas roube-lhe o contexto das palavras”. É claro que este tão importante sinal de pontuação tem seu merecido valor na elaboração que qualquer texto, inclusive este. Mas o que meu pai quis dizer com este provérbio de próprio punho era que pessoas que demasiadamente se entrincheiram nas entrelinhas e no contexto, acabam perdendo a visão geral do próprio texto. O contexto deve auxiliar-nos a entender o texto, e não tomar-lhe o lugar.

É dessa forma vejo o tesouro precioso legado pelos pioneiros do movimento judaico messiânico, em especial ao movimento de Restauração. Estes, judeus em sua maioria, representam o prelúdio do que acontecerá no futuro, onde a “lei sairá de Sião e a palavra de Deus de Jerusalém”. Percorrem vários países ministrando em inúmeras denominações sobre o contexto das Sagradas Escrituras, visando ajudar a Igreja a entender e vivenciar melhor a fé. A Igreja há dois mil anos tem o texto. Os judeus há três mil anos possuem o texto e o contexto. Não há como a Igreja entender os Escritos Sagrados de Israel (entre estes incluídos os livros do Novo Testamento), sem o contexto precioso legado pelos filhos de Israel. Métodos interpretativos, lógicas de estudos, correlações de passagens, informações históricas e culturais, doutrinas inspiradoras, correntes de pensamentos, etc., representam uma pequena fração do contexto judaico das Escrituras. Quem lê um texto sem ter o contexto, lê apenas meio texto. A outra metade é preenchida com o que o leitor bem entender.

Os judeus messiânicos, membros da Igreja e irmãos na fé, têm procurado auxiliar a Igreja a entender o contexto de sua missão, de seu chamado, de sua existência e de sua fé. É necessário quebrarmos fortes e resistentes dogmas fundamentados em contextos estranhos à veracidade bíblica. Só o contexto verdadeiro e original pode retirar as escamas dos olhos dos líderes eclesiásticos de nossos dias, ajudando-os a viver a experiência das Escrituras de maneira plena e eficaz.

O problema é que muitas igrejas, grupos e pessoas que têm acesso ao contexto, ou que adentram o movimento Judaico Messiânico, têm deixado de cumprir o texto. Como o índio de nossa estória, se maravilharam tanto em conhecer o hebraico, os midrashim, os estudos de famosos rabinos, os comentários talmúdicos e os símbolos e ornamentas do judaísmo, que se esqueceram de cumprir os básicos e simples requisitos das Escrituras. Vida santa, separada, exemplo para a sociedade, não é mais tão importante assim. Vida familiar saudável, onde cônjuges amam-se com o amor de Cristo e os filhos são fontes de bênção para outras famílias, não é mais prioridade. Ser irrepreensível aos olhos da sociedade, tendo obras que reluzem e induzem outros a servirem a Deus, não mais importa. Evangelizar e anunciar as Boas Novas a toda criatura, dando bom testemunho de uma vida de arrependimento e obediência a Deus e à Sua Palavra, não é mais o chamado maior. O que importa agora é o quanto da sabedoria judaica é conhecida, como os ritos mais bizarros criados por comunidades judaicas há anos luz da sobriedade bíblica eram e são realizados até hoje. O que é nobre e digno de honra por muitos destas comunidades é fazer aula de hebraico moderno (ainda que se pague caro a professores da comunidade judaica local e mesmo após anos de aulas ninguém fale nada!), citar dois ou mais comentários talmúdicos na pregação (mesmo que nunca se tenha colocado às mãos em um verdadeiro exemplar), embrenhar-se em livros sobre o judaísmo e cultura judaica (ainda que se acredite que alguém consiga aprender sobre uma cultura ou sobre uma religião apenas por livros), citar nomes de cidades e personagens da Bíblia no hebraico original (ainda que ninguém dos ouvintes saiba do que se trata), além de outras práticas carregadas de grande paradoxo.

Deixo claro que não sou contra o uso saudável e idôneo das ferramentas de contextualização citadas acima, até porque faço uso de quase todas em meu exercício ministerial. Mas jamais deixaria que nenhuma delas fosse mais importante ou me impedisse de cumprir o fundamental papel como Judeu e como discípulo de Jesus: ABENÇOAR E SER LUZ PARA AS FAMÍLIAS DA TERRA. Porque sendo santo, vivendo uma vida separada para Deus, dando bom testemunho aos de fora de minha comunidade da fé, provendo minha vida de boas obras, manifestando os frutos do Espírito, amando a Deus sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo, estou sendo LUZ e contribuindo para a Salvação dos que estão ao meu redor. Isto, caros irmãos, é o mais importante. Esses fatores me qualificam como o Bom e fiel servo, cuja palavra anda alinhada à prática, e o testemunho ao conhecimento adquirido. O contexto e a sabedoria judaica deveriam servir como um catalisador, uma enzima que acelera e aperfeiçoa a reação de implantação destas exigências básicas em minha vida, enriquecendo meu conhecimento e, por conseqüência, melhorando a qualidade do meu viver em Cristo.

O famoso rabino Shaul, também conhecido como apóstolo Paulo, chegou ao ponto de afirmar que estaria disposto a abrir mão de sua própria salvação em prol da salvação de alguns de seus irmãos judeus. Esta deve ser nossa maior motivação, nosso tônus vital. Nossos atos, nossas palavras, nossos artigos e livros devem ter como motivação final a SALVAÇÃO de vidas ainda escravizadas pelo inimigo de nossas almas. Muitos, ao entrarem para o movimento Judaico messiânico, vêem as práticas bíblicas e judaicas como um “alvará de liberação” das obrigações do verdadeiro servo de Deus. Antes, evangelizavam a cada esquina, no ônibus, na padaria, na praça e até mesmo no banco. Não bebiam álcool de qualquer espécie em restaurantes ou festas, pois eram conscientes da contextualização pecaminosa e carnal que este elemento (na forma principalmente da cerveja e bebidas destiladas) assumiu em nossa cultura. Mas agora, na Congregação Judaico Messiânica, vêem os judeus celebrando a ceia com vinho e usam isto como pretexto para a embriaguez em suas casas ou em atividades com outros “irmãos” da congregação. Não falam mais da cruz ou do plano de salvação de Deus através de Israel e seu messias. Antes, perdem tempo apresentando aos outros as belezas ocas de um judaísmo contemporâneo sem vida e falido. Vestiam-se de maneira ponderada e eram bem vistos por todos, mas agora utilizam-se de ornamentas judaicas e símbolos de Israel de forma errônea e descontextualizada, trazendo confusão tanto a judeus quanto a irmãos de outras igrejas, resultando em uma grande demonstração de desrespeito às tradições e à cultura judaica. Como se não bastassem os exemplos supra citados, ainda temos o típico caso da pessoa que, uma vez participante de uma congregação judaico messiânica, simplesmente decide tornar-se judeu sem nenhuma prova ou conhecimento de descendência judaica, caindo no ridículo perante a sociedade e indo contra um mandamento explícito das Escrituras Sagradas. Isto só prova que o mais importante para estas pessoas não é Deus ou Seus mandamentos, mas sim seu próprio ego.

O Judeu messiânico e membros de congregações judaico messiânicas devem ter em mente que o fato de ser judeu messiânico ou pertencer a uma congregação messiânica traz em si uma grande responsabilidade frente ao Corpo de Cristo. Por termos acesso ao CONTEXTO, temos que ter o TEXTO vivo em nós, ou seja, devemos ter o cumprimento básico e as exigências primordiais das Escrituras em PLENA ATIVIDADE em nossas vidas. Temos obrigação de darmos um melhor testemunho, de termos uma vida mais santa, de ganhar mais vidas para Yeshua e para o Reino e de vivermos mais no poder do Evangelho do que nossos irmãos que ainda estão distantes das bênçãos de Israel. Deveríamos ter mais curas, vivenciar mais milagres e vermos mais o poder de Deus, do que os que ainda não conhecem a “seiva da oliveira”. De outra forma, esta seiva será vista por nossos irmãos de fora apenas como algo gorduroso, calórico e tóxico, que não tem produzido outro efeito senão engordar o ego e aumentar a inércia, a soberba e o sectarianismo destes que se dizem restauradores das raízes, mas não conseguem nem restaurar a si próprios. Julgue, pense, acorde e aja! A Igreja precisa de um Movimento Judaico Messiânico sóbrio, autêntico, verdadeiro e EFICAZ. Temos que restaurar nosso próprio movimento para sermos agentes de restauração entre nossos irmãos. Seja, antes de tudo, BÊNÇÃO PARA AS FAMÍLIAS DA TERRA, e LUZ PARA AS NAÇÕES. Esta é a essência do Judeu Messiânico e do movimento de Restauração. Este é o chamado maior de todo judeu e de todo discípulo do homem de Nazaré.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

“Chorarei eu no quinto mês (Áv), fazendo abstinência, como tenho feito por tantos anos?” – Zc 7:3


Tishá be Áv (dia 9 do mês de Av) é o segundo jejum mais importante do calendário judaico. Neste dia, jejuamos e lamentamos por vários eventos que trouxeram calamidade para o nosso povo, que por coincidência ou não, ocorreram todos no mesmo dia, no 9° dia de Av. Vemos em algumas referências da Tanách (como Zc 7:3), que neste dia já era costume o jejum e o lamento. Também o Talmud (Taanit 29a) e a Mishná (Taanit 4:6), fazem referência ao Tishá be Áv. Lamentamos e nos lembramos dos seguintes eventos que ocorreram neste dia:

- O relatório catastrófico dos espias enviados por Moisés além do Jordão (que fez com que D-us punisse o povo com a proibição da entrada em Canaã) – Nm 13;

- A Destruição do 1° e do 2° Templos em Jerusalém (586 a.C e 70 d.C);

- A derrota da revolta de Bar Kochba (135 d.C);

- O Decreto de Alhambra, promulgado em 31 de março de 1492, ordenando que todo judeu deixasse o território espanhol até 31 de julho de 1492, dando início ao terrível período inquisitorial (31 de julho de 1492 equivale a 9 de Av);

- Também nos lembramos do período das Cruzadas e do Holocausto, onde grande parte do povo judeu pereceu;



Destruição do 2° Templo em Jerusalém (Francesco Hayes)

Neste dia fazemos um jejum completo, como em Yom Kippur. Também há o costume de sentarmos em cadeiras baixas ou deitarmos no chão, como fazemos em Shivá (primeiros 7 dias de luto por um familiar). Não usamos peças de roupas de couro, não nos lavamos nem fazemos a barba. Tudo para que 9 de Áv seja lembrado com grande tristeza. Neste dia, nem sequer saudamos as pessoas com palavras; apenas inclinamos a cabeça. A área do Kotel fica intransitável, e grande parte das pessoas que vem aqui dormem no chão, passando a noite lendo o Livro de Lamentações, o livro de Jó e o Kinnot (poemas de lamento). Este é o único dia no qual colocamos uma cortina preta sobre o Aron Há Kodesh e a Torá não é estudada. Tishá be Av é um dia de grande luto para o judeu.

Caminhando neste dia pelas ruas da Velha Jerusalém e, sentado ao chão, leio as palavras do profeta Jeremias. Sou tomado de grande tristeza ao vislumbrar as grandes tragédias que as nações nos causaram. Nós que deveríamos ser LUZ, ser Bênçãos para os gentios, nos vemos odiados, rejeitados e perseguidos. Mas maior tristeza ainda tenho quando vejo que muitas destas catástrofes poderiam ter sido evitadas se nós, como povo de Israel, tivéssemos dado mais atenção aos princípios do Eterno, obedecido e guardado profundamente em nosso coração os Seus mandamentos.


Área do Kotel (Muro Ocidental) durante Tishá be Av

Vejo Israel nestes dias e me preocupo. Leio as palavras de Zacarias e tento aplicá-las no tempo presente:

Fala a todo o povo desta terra, e aos sacerdotes, dizendo: Quando jejuastes, e pranteastes, no quinto (Av) e no sétimo mês (Tishrei), durante estes setenta anos, porventura, foi mesmo para mim que jejuastes? Ou quando comestes, e quando bebestes, não foi para vós mesmos que comestes e bebestes? Não foram estas as palavras que o SENHOR pregou pelo ministério dos primeiros profetas, quando Jerusalém estava habitada e em paz, com as suas cidades ao redor dela, e o sul e a campina eram habitados? E a palavra do SENHOR veio a Zacarias, dizendo: Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão. Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram os seus corações como pedra de diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito por intermédio dos primeiros profetas; daí veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos. (Zc 7:5-12)

Sim caros leitores, este é um dia de lamento, um dia de luto. Mas este deveria ser também um dia de arrependimento para nós (Israel) e para as nações. Para as nações pelas catástrofes causadas ao povo escolhido de Deus (quantas destas calamidades ocorreram por ordenança da Igreja? Quanta perseguição e intolerância os cristãos já demonstraram ao povo de Israel nestes 2000 anos de história?). Este é um dia para a Igreja e os povos da Terra arrependerem-se perante Deus e perante o povo judeu pelas atrocidades cometidas.

Mas este também deve ser um dia de arrependimento para nós, judeus. Em Yom Kippur nos arrependemos dos pecados cometidos como nação contra o Eterno. Em Tishá be Av deveríamos nos arrepender pela desobediência aos mandamentos do Eterno, que segundo ELE mesmo nos admoestou, traria calamidades sobre nós. Muitos dizem que a diáspora judaica já acabou e que agora todo judeu tem um Estado pronto para acolhe-lo. Mas eu digo que o judeu hoje em Israel ainda sofre uma diáspora ainda pior do que a física: há aqui uma diáspora espiritual! Ou seja, cada vez mais a sociedade israelense se esquece de quem é, de onde veio, e para onde vai. Cada dia mais vejo as pessoas mais distantes do Deus de Israel, preocupando-se mais em serem uma nação como as nações da Terra.

Área do Kotel (Muro Ocidental) durante Tishá be Av

Bem, Israel não é qualquer nação e eu não sou qualquer pessoa. Sou judeu e minha obrigação para com Deus e para com este planeta é ABENÇOAR, é ser LUZ e BÊNÇÃO, ensinando e cuidando para que os homens conheçam ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e guardem os Seus preceitos! Orem meus queridos irmãos, para que Israel desperte de seu sono profundo; para que o véu que falou o profeta Isaías (Is 29:10) seja removido do rosto de meus compatriotas, para que voltem-se para a Torá e para os Profetas, reconhecendo o Messias a quem rejeitaram no passado. Que possamos todos a uma só voz declarar em tempo breve e oportuno: “Baruch Há Bá Be Shem Adonai” – Bendito é o que Vem, em nome do Senhor!

Ao término da leitura de Lamentações durante Tisha be Av, todos ficamos de pé e entoamos em uma só voz: HASHIVENU ADONAI, Elecha ve Nashuvá, Chadesh iameinu ke kedem. Faze-nos voltar a Ti Adonai, e voltaremos. Renova os nossos dias, como nos dias da antiguidade!

MZandona

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sul da Califórnia, EUA, 15 de julho de 2009

Estamos com as famílias de Barry e Danah (nossos filhos), e Noaam e Joey, nossos netos. Marcia, minha esposa, caiu de três pequenos degraus na casa de alguns queridos amigos e quebrou dois ossos de seu punho. Ficamos quase toda a noite na sala de emergência do hospital.

O braço de Márcia está engessado, mas ainda está muito inchado. Por favor orem por Márcia. É claro que isso atrapalha um pouco nossas férias, mas a mão de Márcia é bem mais importante agora.

Orem também pela comunidade de Judeus discípulos de Yeshua em Israel. Obtivemos algumas vitórias na corte suprema, mas ainda há um longo caminho pela frente até recebermos os direitos civis de sermos Judeus que crêem em Yeshua como o nosso Messias.

Orem por todos os enfermos de nossa lista em Israel, nos EUA, no Brasil e na Finlândia: Marcia, Liora, Lea, Ilana, Miriam, Ruby, Tim, Kemi, Paulo e Lynn. Roguem também pela congregação Roe Israel em Jerusalém e pelo Ministério Netivyah de Ensino, por todos os membros que também estão viajando, como a família Katz e os Kovners. Somos como “ judeus peregrinos”, mas “peregrinando” por uma boa causa!

Sejam abençoados abençoando a outras pessoas,

Joseph Shulam


P.S Conheçam sobre a história dos judeus perdidos de Portugal. Veja o post sobre nosso DVD logo abaixo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009


LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO em DVD:


OS JUDEUS PERDIDOS DE PORTUGAL


Conheça mais sobre os Judeus marranos e Cristãos-novos neste inédito e exclusivo documentário gravado pelos rabinos messiânicos Joseph Shulam e Marcelo Guimarães em Portugal. Revelações surpreendentes em entrevistas inéditas com os remanescentes do povo Judeu em várias cidades e vilarejos em Portugal. Saiba quem são os cripto-judeus sefaraditas e o que há reservado nas Sagradas Escrituras para estes perdidos da Casa de Israel. DVD IMPERDÍVEL!

Contém também o documentário bonus: "A história dos Judeus marranos no Brasil".


Valor: R$45,00 (despesas postais incluídas - encomenda normal)

Veja abaixo uma pequena amostra do DVD:
video

Compre com conforto e segurança e receba seu DVD em casa. Para adquirir o seu DVD, clique no botão "comprar":














sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Declaração dos Direitos da Constituição dos Estados Unidos garante: “o gozo da vida e liberdade, com os meios de adquirir e possuir propriedade, e perseguir e obter felicidade e segurança”. Esta é uma grande meta para se alcançar, sob qualquer circunstância. Existe tanta frustração acumulada em nosso estilo de vida moderno e na nossa sociedade que expandimos a maioria dos nossos recursos para obter e buscar a felicidade. Buscar a felicidade é como correr atrás do pote de ouro no final do arco-íris. Quanto mais você o persegue, mais ele se afasta de você. Aqui vão alguns princípios Bíblicos e segredos de onde mora a nossa felicidade:

Dt 33:29 - Feliz és tu, ó Israel! Quem é semelhante a ti? Um povo salvo pelo Senhor, o escudo do teu socorro, e a espada da tua majestade; pelo que os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás sobre as suas alturas.
2 Cr 9:7 - Felizes os teus homens, felizes estes teus servos que estão sempre diante de ti e ouvem a tua sabedoria!
Sl 128:2 - Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.
Sl 146:5 - Feliz aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus.
Pv 3:13 - Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento.
Pv 28:14 - Feliz é o homem que teme ao Senhor continuamente; mas o que endurece o seu coração virá a cair no mal.
Pv 29:18 - Onde não há profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é feliz.
At 26:2 - Sinto-me feliz, ó rei Agripa, em poder defender-me hoje perante ti de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus.

Se eu ampliar para a palavra “Regozijo”, encontraríamos no Novo Testamento estudos como:
1 Pe 4:13 - mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis.

Eu acredito que nós, Judeus Discípulos de Yeshua o Messias, precisamos aprender e exercitar nossas vidas no tom da verdadeira felicidade, isto é, ver nossas vidas dedicadas a servir a Deus e garantir que nossos filhos andem na fé. Para mim, uma das maiores fontes de felicidade é ver meus filhos na fé e aqueles que Deus me deu andando com o Todo Poderoso e produzindo frutos e filhos de si mesmos.

Eu peço a vocês que orem continuamente pela Paz de Jerusalém e pelos pobres e necessitados de Jerusalém. Nós continuamos a alimentar os pobres de Jerusalém até o número máximo que nossas finanças permitem e continuamos a encontrar dificuldade em recusar pessoas que vem até nós pedindo “pão” e dizendo a elas para vir no próximo mês ou daqui a dois meses. Verdadeiramente é algo muito difícil estar diante de um idoso doente que diz que sua geladeira está vazia e dizer a ele para voltar mês que vem, pois talvez conseguiremos ajudá-lo. Estamos esticando tanto o papel que diz “In God We Trust” que a face de Benjamin Franklin agora parece com Jabba, o Hutt, do filme Guerra nas Estrelas. Também somos gratos felizes por termos irmãos e irmãs que amam a Deus e a Israel e a Jerusalém e realmente fazem o que podem para manter o Sopão do Netivyah funcionando. Que o Senhor abençoe a cada um deles.

Nós publicamos recentemente o livro “Tesouros Escondidos” em Hebraico e estamos compartilhando este livro tão importante com nossos irmãos e irmãs da língua Hebraica. Também estamos traduzindo a revista “Ensinando de Sião” para o Hebraico e estamos nos preparando para publicar mais uma revista “Ensinando de Sião” em Hebraico. Todos vocês que lêem a revista “Teaching from Zion” e a recebem de graça, sem nenhuma taxa de assinatura, devem nos ajudar a publicá-la também em Hebraico, para o benefício dos Judeus e dos Discípulos de Yeshua que lêem e falam Hebraico.

Nosso tempo na Finlândia foi muito abençoado, porque nossos queridos irmãos e irmãs na Finlândia estão vivos na fé e ansiosos por servir e abençoar a Deus e a Israel com um zelo de fazer inveja a todos que os conhecem. Fomos recebidos como mensageiros de Deus e tratados com tanta hospitalidade e carinho, difíceis até de descrever. Nós amamos nossos irmãos e irmãs em todos os lugares, especialmente na Finlândia. Que Deus os abençoe com boa saúde e com prosperidade para que façam a Sua santa vontade em todas as coisas.

Neste próximo fim de semana, estarei em Dallas com amigos meus e do Netivyah. Eu peço a todos vocês que orem por mim e por aqueles a quem irei servir em Dallas com a Palavra de Deus. Eu preciso de energia e boa saúde e força para falar a Palavra do Senhor com amor a todos os amigos do Netivyah em Dallas e na próxima semana em Portland, Oregon.

Nós temos todos os motivos neste mundo e no mundo por vir para nos alegrarmos e ficarmos felizes no Senhor que nos salvou, mas às vezes existe sofrimento na carne envolvendo nossas vidas. Nós queremos clamar por todos aqueles que sofrem de alguma doença.

Nós temos uma geração mais velha de irmãos e irmãs em Jerusalém que sofrem de uma variedade de doenças da terceira idade: Ahuva, Liora, Lea, Sara, Zvi, Sarit, Miriam, e Marcia. Tambem temos pessoas com doenças sérias, que são amigos e membros de familiares de nossos irmãos e irmãs, como Aggi e Sharon, que têm sofrido.

Oramos também por irmãos e irmãs em outras partes do mundo: Ruby, Paulo, Kemi e Lynn, nossa querida irmã no Texas.

Deus é a nossa cura em todos os casos e até mesmo quando as maravilhas da tecnologia da medicina moderna são usadas por médicos, ainda assim é Deus quem dá a cada célula do nosso corpo e a cada microorganismo ou vírus a vida. Nós clamamos a Deus para que tenha misericórdia de nossos irmãos e irmãs que estão doentes e nós cremos e confiamos que Seu amor e Sua misericórdia duram para sempre, mesmo nos piores e nos melhores momentos de nossa vida aqui na Sua Terra.

A todos vocês que querem encontrar a felicidade – peguem uma concordância e olhem cada passagem da Palavra de Deus que fala de Felicidade e Regozijo e ser Abençoado – vocês verão que a única fórmula que funciona é a fórmula do próprio Deus! Todos os outros ensinamentos e fórmulas para alcançar a felicidade não te levam muito longe por muito tempo – Deus é eterno!

Amor, Fé e Esperança! Estas três coisas andam juntas, mas lembrem-se que a maior delas é o Amor!

Amamos a todos vocês,

Joseph Shulam

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Evangelismo é como a paternidade. Você planta uma semente e não faz idéia do que acontecerá com aquela semente. De certa forma, é um risco, porque você tem muito pouco controle dela após plantá-la no solo. Você sempre deve esperar pelo melhor e preparar-se para o pior. Evangelismo não é uma ciência exata, é uma arte. Após passar duas semanas na Finlândia ensinando a Palavra de Deus em tantos locais diferentes e encontrando pessoas as quais eu tive o privilégio de plantar sementes em suas vidas, é maravilhoso ver a mão de Deus produzindo bons frutos. Na década de 80, eu tive a oportunidade de ensinar e de compartilhar com tantos jovens que agora estão nos seus 50 anos, com filhos e filhas, e agora essas pessoas estão ensinando a outras. Eu me lembro das palavras do salmista que disse: “Verás os filhos dos teus filhos. Paz sobre todo Israel!”. Que grande alegria é ver os filhos dos meus filhos na fé e vê-los crescendo e amadurecendo com o Senhor. Que grande regozijo é ver a próxima geração lutando por uma fé pura, madura e ativa! Eu creio que há um grande futuro para o Movimento de Restauração na Finlândia e que nossas orações e contribuições permitiram que um judeu de Israel viesse até o norte da Europa para compartilhar a Palavra de Deus e visse o fruto do Espírito Santo e os filhos dos seus filhos na fé e tudo isso é parte do cumprimento das promessas de Deus.

Por favor, continue a orar pela Finlândia e pelos seguintes irmãos e irmãs que precisam de cura, consolo e paz: Helena e T.H., A.M. e Dr. Tim Tucker, todos esses estão aqui na Finlândia e sofrem de sérios problemas de saúde. Eu oro especificamente pela Ilana, nossa querida irmã de Jerusalém que está neste momento na Finlândia para tratamento médico devido a um problema persistente em seus ouvidos. Eu oro por crescimento espiritual dos nossos irmãos e irmãs e por uma bênção financeira para as jovens famílias e para os jovens que são estudantes na Universidade, que dedicam bastante à faculdade e também aos encontros de estudos bíblicos em seus pequenos apartamentos. Nós estamos falando de um verdadeiro fermento espiritual, que pode trazer avivamento para abalar os alicerces não só deste país, mas também de Israel, para as bênçãos de Deus!

Ore pela rádio Kol HaYeshua. A rádio Kol HaYeshua é um grande projeto que custa muito dinheiro para transmitir e produzir, mas é a única transmissão em Hebraico das Boas Novas de Yehsua no mundo! Nós temos um grande desafio e uma grande oportunidade de realizar este maravilhoso trabalho de difundir as Boas Novas de Yeshua para todo o Oriente Médio e até no norte da Ucrânia e no Leste do Golfo Pérsico.

Por favor, ore pelos enfermos nos Estados Unidos: Ruby e sua mãe em OKC. Liz e Mary e Paulo, no Brasil. Ore também pela saúde dos seguintes irmãos e irmãs: Aggi e Sharon em Israel, Sara e Zvi, Sarit, Lea, Ahuva, Miriam e Bat-Sheva em Jerusalém, e é claro pela Marcia, minha esposa.

Orem também por mim.

Vou manter esta lista de oração curta e apenas dizer que tivemos tantas despesas extras no mês passado com a construção e reforma de emergência do prédio. Ainda estamos tentando não cortar mais pessoas que recebem alimento do Sopão e precisamos de suas orações e sua ajuda nestas questões.

Deus abençoe a todos e nos abençoe em nossa viagem, onde cruzaremos o Oceano Atlântico.

Joseph Shulam

terça-feira, 23 de junho de 2009

Estamos na Finlândia aproveitando o calor do sol num típico verão finlandês e a calorosa hospitalidade de nossos irmãos e irmãs. É sempre um refrigério visitar a Finlândia e compartilhar a comunhão com nossos irmãos e irmãs. Nós tivemos um ótimo seminário sobre o profeta Elias e a relevância de sua mensagem para nossas vidas e para o mundo de hoje. Temos aqui neste país um grupo muito especial e dedicado de jovens, mas este ano apenas alguns puderam comparecer ao seminário, pois muito deles estão cursando a faculdade e este é o período de provas finais nas universidades. A população mais idosa de irmãos e irmãs também é muito dedicada e estão sempre desejando aprender mais da Palavra de Deus. Para mim como professor é um prazer ensinar pessoas que anseiam em aprender. Esta semana estaremos viajando e ensinando em vários lugares da Finlândia e no próximo fim de semana teremos um seminário na Rádio Cristã Finlandesa. É muito fácil estar ocupado na Finlândia, mas nossos queridos irmãos que tem cuidado de nós sempre separam um ou dias para descansarmos e somos gratos a Deus por isso.

Elias é uma personalidade muito enigmática. Ele aparece em cena do nada e chega com a seguinte declaração: “Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.” Será que você pode imaginar algum pregador hoje chegar diante do presidente dos Estados Unidos e fazer tal declaração? Eu acredito que ele seria imediatamente internado no hospital psiquiátrico mais próximo. No entanto, Elias fez tal declaração e nada lhe aconteceu. Ele teve que fugir para a Transjordânia, para o ribeiro de Querite e de lá para Sidom, onde morou por três anos com uma viúva gentia na cidade de Sarepta, até que ele estivesse pronto para retornar pela Palavra do Senhor e restaurar a chuva à terra de Israel. Aqui estão alguns pontos que devemos nos lembrar da história de Elias:

1. Só porque você fez aquilo que Deus lhe disse para fazer isso não significa que você será recompensado instantaneamente com um carro novo ou com um Rolex de ouro. Fazer a vontade de Deus e pregar a Sua Palavra às vezes pode te colocar em apuros com os “poderosos” desta terra. Cada profeta de Deus teve que pagar um preço por falar a Palavra de Deus e eu não vejo nenhuma razão para que as coisas hoje tenham que ser diferentes. Nós não devemos nos esquecer que sempre há uma recompensa por fazermos a vontade de Deus, mas esta recompensa nem sempre é instantânea e nem sempre é terrena.
2. Só porque alguém é ultrajante, isso não significa que ele não está falando a Palavra da Verdade de Deus. Nós damos muita importância à “forma” e nos esquecemos de prestar atenção ao “conteúdo” daquilo que ouvimos do púlpito. Às vezes temos que olhar além do instrumento que Deus usa e focarmos nossa atenção no trabalho que Ele está fazendo através desse instrumento.
3. A prova da Verdade de Deus está nos resultados e no que realmente acontece e não no que é anunciado a partir do púlpito ou a partir dos canais de televisão. Elias fez o que ele disse que iria fazer e o fez com o poder de Deus.
4. Podemos sempre encontrar algo para criticar os homens de Deus e na verdade é o que fazemos! Você pode imaginar o que as pessoas das "igrejas" de Israel poderiam ter falado contra Elias para tentar desacreditar ele e sua mensagem? Elas poderiam ter dito: “Que tipo de homem de Deus é Elias – ele está morando com uma viúva gentia e com seu filho, sem ser casado com ela! Elias não trabalha por três anos e permite que uma viúva gentia já de idade o sustente!”. Claro que ele fala que Deus está provendo o alimento para eles por um milagre, mas quem sabe que tipo de segredo empresarial Elias e essa viúva tem para prover tal abundância em tempos tão difíceis? Não deixe que a fofoca e o pensamento mal embacem sua habilidade de ver e avaliar a Obra de Deus. Plantar dúvidas acerca da Obra de Deus na mente das pessoas é trabalho do diabo e não de Deus. Quanto a este ponto, tenho que confessar que eu preciso me arrepender.

Bom, vamos orar uns pelos outros para que sejamos mais abertos para ouvir e ver a Obra de Deus em nossos dias e para termos coragem para falar a verdade em amor mesmo debaixo das mais ultrajantes circunstâncias, como o profeta Elias e João Batista fizeram em seus dias.

Existe um verdadeiro progresso em nosso programa para Portugal e nós precisamos de suas orações e bênçãos para que isso se torne uma realidade. Existem milhões de judeus que foram forçados a se converterem ao Catolicismo durante os anos da Inquisição Portuguesa e Espanhola. Eles mantiveram sua identidade judaica em segredo e muitos deles também crêem que Yeshua é o Messias. Nós temos que recuperar e restaurar essas pessoas de volta ao aprisco de Israel por vontade própria e não por força, como a Igreja Católica fez no passado. Nós temos várias personalidades importantes de renome internacional que abraçaram essa causa e estão dispostos a oferecer ajuda e participar deste projeto. É algo grande e muito importante tanto para o corpo de Cristo quanto para Israel. Nós precisamos da sua ajuda para elevar essa causa perante o Senhor e pedir por Sua direção e provisão, para que seja possível levantarmos essa bandeira para glória e honra do Senhor Deus do Universo.

No prédio do Netivyah em Jerusalém, nós tivemos que fazer alguns reparos e manutenções urgentes no último mês e meio. Esperamos que não haja mais reparos para fazer! Nós tivemos que gastar quase 40 mil dólares com essa reforma! Então, você pode imaginar nossa condição financeira agora! Esses trabalhos de reforma tiveram que ser feitos por causa da segurança do prédio, e não tivemos escolha. Ainda estamos aguardando pelo veredicto do juiz quanto ao projeto de expansão. Por favor, orem para que o juiz dê um veredicto justo, de acordo com as leis do Estado de Israel e com os valores de um Estado democrático. Nós vivemos pelos valores da Palavra de Deus, mas para os nossos países, o melhor que podemos esperar é que eles vivam de acordo com seus valores democráticos e dos padrões de justiça. Eu realmente acredito que esse juiz vai dar um veredicto justo e virtuoso. Por favor, orem por nós!

Orem também pela Congregação Roeh Israel em Jerusalém. Nós estamos passando por algumas dificuldades e por um lado isso é bom, porque nos fará bem resolvermos essas dificuldades e permitirmos que o Senhor nos ensine e talvez nos pode, para que tenhamos mais energia para crescermos. Nós precisamos de suas orações para que a paz e o direcionamento de Deus nos guiem para o crescimento.

Por favor, orem por nossos irmãos e irmãs na Finlândia! Muitos irmãos estão envelhecendo e a nova geração precisa assumir a tarefa de liderança. Eu creio que Deus irá levantar uma liderança jovem e dará o direcionamento do Espírito Santo.

Nossos irmãos e irmãs no Brasil também precisam de uma dispensação especial e da proteção de Deus. Eu oro para que o Senhor abençoe toda a liderança das congregações e venha prover para eles saúde, força e os meios financeiros para que eles liderem e realizem o que for necessário em seus ministérios. Os desafios estão por todos os lados e com as mudanças no mundo é necessária uma dispensação especial da graça e da provisão de Deus para todos os Seus Discípulos.

Por favor, continuem orando pelos doentes em Israel, nos Estados Unidos, no Brasil e na Finlândia. Nós temos os que sofrem de doenças crônicas que precisam do toque de cura da mão do Senhor: Sara e Zvi, Ahuva, Lea, Ilana, Sarit, Bat-Sheva, David, Marcia, Aggi e Miriam. Orem também por Ruby, Sharon e Liz, nos Estados Unidos. No Brasil, continuamos a orar por um querido jovem, o Paulo. Ele está numa batalha espiritual que tem algumas sérias ramificações físicas e precisamos mencionar seu nome perante o Senhor sempre que oramos pelos enfermos. Deus é capaz de curar, restaurar e renovar nossas forças e nossa saúde! Nós podemos clamar pelo Seu nome e Yeshua responderá nossas orações em seu tempo, pela sua graça e misericórdia.

Por favor, continuem a nos ajudar a fazer a Obra do Senhor em Israel, na Finlândia, no Brasil e em outros lugares onde o Senhor nos chamou para servirmos. Orem por minha saúde e para que Deus me dê cura, força e sabedoria para realizar um bom trabalho e para perseverar neste chamado que Ele me deu para a salvação de Israel!

Obrigado a todos,

Joseph Shulam

terça-feira, 16 de junho de 2009

Para estar na liderança, você tem que se fazer vulnerável às críticas. As porções da Torá dessas últimas semanas mostraram as críticas que Moisés recebera de seu irmão e irmã, Arão e Miriã. Se você não consegue aceitar críticas e até mesmo críticas injustas e injustificáveis, você não deve estar em uma posição de liderança, e isto é verdade especialmente no Corpo do Messias e mais ainda no Corpo do Messias em Israel. Yeshua tinha pleno conhecimento disto e por isso ele disse: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mateus 23:37).

A essência de estar na liderança é a habilidade de tomar decisões que são difíceis, porque elas vão contra os sentimentos e desejos do povo. Este é, naturalmente, o cerne da questão que leva as pessoas a quem você ama e se importa a julgar suas motivações e a sabedoria de suas decisões.

Na porção da Torá de Números 8-12, a última parte é sobre a crítica de Arão e Miriã contra Moisés, mas é no capítulo 11 que descobrimos a interessante história que serve de contexto para o que Arão e Miriã fizeram contra Moisés e é o mesmo contexto da história de Coré, em Números capítulo 16: Então Moisés ouviu chorar o povo pelas suas famílias, cada qual à porta da sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. E disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei graça aos teus olhos, visto que puseste sobre mim o cargo de todo este povo? Concebi eu porventura todo este povo? Dei-o eu à luz? Para que me dissesses: leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que juraste a seus pais? De onde teria eu carne para dar a todo este povo? Porquanto contra mim choram, dizendo: Dá-nos carne a comer; Eu só não posso levar a todo este povo, porque muito pesado é para mim. E se assim fazes comigo, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos, e não me deixes ver o meu mal. E disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da congregação, e ali estejam contigo. Então eu descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu não a leves sozinho. E dirás ao povo: Santificai-vos para amanhã, e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará carne a comer? Pois íamos bem no Egito; por isso o SENHOR vos dará carne, e comereis; Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco dias, nem dez dias, nem vinte dias; Mas um mês inteiro, até vos sair pelas narinas, até que vos enfastieis dela; porquanto rejeitastes ao SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito? E disse Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo, no meio do qual estou; e tu tens dito: Dar-lhes-ei carne, e comerão um mês inteiro. Degolar-se-ão para eles ovelhas e vacas que lhes bastem? Ou ajuntar-se-ão para eles todos os peixes do mar, que lhes bastem? Porém, o SENHOR disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do SENHOR? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não. E saiu Moisés, e falou as palavras do SENHOR ao povo, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo e os pôs ao redor da tenda. Então o SENHOR desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais."

Quando Deus dividiu o Espírito que Ele havia dado a Moisés para os setenta anciãos, eles começaram a pensar como Arão e Miriã falaram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? A idéia por trás desta declaração é muito clara. Arão e Miriã estavam dizendo – nós também somos profetas e somos iguais a você, querido Moisés. O mesmo acontece no capítulo 16 de Números, com Coré e seus companheiros.

A grande questão que surge aqui é como nós líderes podemos tomar decisões mais sabiamente. Para esta questão nós também temos a resposta na Torá. Vejamos a seguinte história sobre um caso inusitado que a Torá escrita não aborda diretamente. O caso das filhas de Zelofeade. Este homem não teve filhos homens. Ele teve apenas filhas. Até então em Israel, as mulheres não recebiam a herança do pai e ainda não havia tido precedentes. Segue então o texto de Números capítulo 27: E chegaram as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes delas; Maalá, Noa, Hogla, Milca, e Tirza;E apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda da congregação, dizendo:Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o SENHOR no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.E Moisés levou a causa delas perante o SENHOR.E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis passar a sua herança à sua filha.E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos."

Moisés não tinha resposta para a questão e dificuldades dessas mulheres. Então, o que fez Moisés? Então Moisés trouxe o caso delas perante o SENHOR. Ele esperou por uma resposta de Deus e quando Deus respondeu a Moisés – ele fez exatamente o que Deus ordenara! Será que nós podemos trazer o nosso caso perante o Senhor hoje? Sim, podemos! Se não podemos, então nossa fé é apenas uma religião, e digo mais, uma religião morta. Nós temos que ter canais abertos de comunicação com o nosso Pai Celestial. Isto não significa que cada vez que eu como pizza e tenho azia, isto quer dizer que Deus está falando comigo. Mas significa que nossos receptores estão abertos e prontos para receber de Deus. Como podemos trazer nosso caso perante o Senhor? Bem, da mesma forma como o fez Moisés. Moisés conversou com Deus e fez perguntas para Ele. Mas existem algumas reservas que surgem no texto. Primeiro, a família de Zelofeade era uma família fiel. Eles não participaram da rebelião de Coré. Eles têm um bom relacionamento com Deus e com Moisés. Segundo, as filhas de Zelofeade confessaram seu problema com honestidade e também confessaram os pecados de seu pai. Elas não tentaram parecer “santas”, mas se fizeram vulneráveis perante Moisés e perante o Senhor. A coragem delas trouxe um aperfeiçoamento para a Torá e a partir daquele momento, as mulheres passaram a ter direito à herança em Israel se elas não tivessem irmãos para guardar e preservar o nome e a herança da família.

Eu presumo que nós, como líderes, precisamos aprender a levar nossas causas perante o Senhor muito antes de usarmos nossa própria sabedoria e perspicácia.

Agora, de volta à maneira como Deus ouve nossas “causas” e nossos problemas e os responde. Uma das formas que eu sei que fui ouvido por Deus é pela leitura e estudo cuidadosos da Sua Palavra. Eu sempre me surpreendo como a Palavra de Deus tem respostas específicas para minha situação e problemas se eu apenas a ler. Por exemplo, a razão pela qual estou escrevendo esta lista de oração hoje é porque nas duas últimas semanas eu tenho lidado com uma questão que tem me flagelado, mas lendo a porção da Torá em Números na verdade trouxe a minha mente respostas que vieram diretamente da Palavra de Deus. Existem outras maneiras também, mas nenhuma para mim é tão segura e tão clara quanto a Palavra de Deus escrita por homens fiéis e guiados pelo Espírito Santo.

Eu e Márcia, se o Senhor permitir, viajaremos para a Finlândia esta noite. Estaremos na Finlândia para ministrarmos vários seminários e também teremos vários encontros em igrejas e também nas casas. Nossos irmãos e irmãs finlandeses são muito especiais e tem sido maravilhosos conosco e tem cuidado muito bem de nós, mas a melhor parte é seu desejo profundo e sincero de estudar profundamente a Palavra de Deus. Por favor, ore por nós e pelos irmãos da Finlândia que fizeram um comprometimento com a Restauração da Igreja do Primeiro Século, do Novo Testamento. Muitos de nossos irmãos e irmãs pagaram caro pela sua caminhada de fé e nós temos o grande privilégio de compartilhar com eles a Palavra de Deus. Por favor, orem por uma viagem segura e por boa saúde durante este tempo na Finlândia e depois nos Estados Unidos.

Por favor, continuem orando pelos doentes em Israel, nos Estados Unidos, no Brasil, na Finlândia e no Japão. Nós não mencionamos nossa querida irmã Kemi, no Japão. Ela tem alguns dos mesmos problemas de minha esposa Márcia, mas ela é bem mais de idade e está numa situação bem mais difícil. Eu oro por ela e peço a Deus que Sua misericórdia a console e a fortaleça e a capacite para sentir e conhecer Sua imensa bondade e misericórdia aqui e agora e eternamente com os santos. Eu oro também por nossa querida irmã Ruby que está sofrendo de fortes dores por tanto tempo. Que o Senhor cure Ruby no nome de Yeshua agora! A situação de Paulo se tornou mais complicada e eu oro por ele diariamente por cura e fortalecimento da sua personalidade e por uma paz de espírito. Nós também temos nossos irmãos e irmãs mais idosos em Israel que precisam de cura: Ahuva tem um problema sério de audição, Lea precisa de alívio da asma, Liora tem sérios problemas de memória, Zvi e Sara estão frágeis pela idade avançada, Aggi e Sharon têm problemas com câncer e especialmente Bath-Sheva que passará por uma séria cirurgia e precisa de nossas orações.

Nós também temos várias famílias que precisam de cura financeira devido aos problemas econômicos mundiais. Isto acontece especialmente em casos de mães solteiras e famílias mais velhas, que estão desempregadas. Nós temos vários casos assim em Jerusalém e Yeshua disse que o pobre sempre estaria conosco, e eles estão de fato. Lendo o capítulo 15:26-27 da carta de Paulo aos Romanos, sinto-me na obrigação de dizer que o que está escrito neste texto se aplica tanto hoje quanto no primeiro século. Na verdade, a bênção é ainda maior hoje, porque não estamos presenciando a destruição de Jerusalém, como no primeiro século, mas sim sua reconstrução! Se você abençoar os filhos de Abraão após você ler Gênesis 12:1-5, você vai ver que a Palavra de Deus é verdade em todos os aspectos e que isto é verdade tanto para o Novo quanto para o chamado “Velho” Testamento.

Nós temos grandes despesas com relação ao nosso prédio na Rua Narkis. Os pisos da entrada do prédio e da cozinha precisaram de reparo e isto nos custou quase 20 mil dólares. Uma de nossas sacadas começou a se separar do prédio e se tornou perigosa e tivemos que gastar mais 20 mil dólares pelo conserto. Depois, o engenheiro que executou o serviço nos disse que também deveríamos consertar os telhados das sacadas e isto nos custou mais 13 mil dólares. Ao mesmo tempo, ainda temos que alimentar centenas de pessoas com o nosso sopão e diariamente mais pessoas batem em nossas portas e infelizmente temos que falar não à maioria delas, pois não temos condições financeiras de suprir todas as necessidades. Então saiba que a resposta em tempos difíceis é fazer o nosso melhor com aquilo que o Senhor nos deu. Isto é o que realmente queremos fazer e é isto que você também deve fazer.

Que Deus esteja com você e conosco, em casa ou na estrada, até que possamos ter comunhão eternal com Ele e com todos os seus filhos e com Israel.

Joseph Shulam