segunda-feira, 24 de julho de 2017

Por que as três semanas de luto no calendário judaico podem significar cura

No calendário secular é julho. No calendário judaico estamos em um período chamado de “As Três Semanas”. Este é o corredor entre dois aniversários doloridos: a data em que as antigas muralhas de Jerusalém foram violadas pela primeira vez e a data em que o Templo foi destruído. O que isso nos diz, como pessoas que se lembram dessas datas todos os anos? Será que é espiritualmente saudável nos atermos a feridas antigas?
              Nós vivemos simultaneamente em um tempo linear (que flui em uma direção) e um tempo mítico (o espiral anual que se repete). O calendário espiritual nos oferece pontos fixos, onde o tempo mítico tem um impacto no tempo linear e este é um destes pontos fixos. No meio da temporada de verão, tipicamente caracterizada por coisas como férias e acampamentos, o calendário judaico oferece uma interrupção para nos lembrar da tristeza.
              Podemos não “querer” esse lembrete. (Quem quer sentir dor – talvez especialmente em uma época do ano que é tão verdejante e bonita?) Mas acho que precisamos do lembrete... e acho que podemos nos apoderar dele para no ajudar a melhorar nosso interior. O desafio é nos permitir sentir nossa tristeza plenamente e então, (quando o tempo for apropriado), estar pronto e disposto a deixar essa tristeza ir embora por completo.
              A brecha na muralha antiga de Jerusalém é uma abertura paradigmática de integridade e plenitude para um quebrantamento. E como aqueles de nós que oferece cuidado pastoral bem sabem, toda tristeza que sentimos abre uma porta para todas as outras tristezas. Cada quebrantamento chama mais quebrantamento: seja a quebra de um casamento, de uma trajetória de vida ou de um coração cheio de mágoas.
              O calendário judaico nos dá essas Três Semanas como um tempo de sentir esse quebrantamento que caracteriza cada coração e cada vida. Essas semanas oferecem um convite, uma oportunidade para sentir o que machuca. Não porque ficaremos nesse estado de quebrantamento permanentemente, mas exatamente porque não ficaremos – e porque reconhecemos que o quebrantamento é o primeiro passo para a cura, como indivíduos e como comunidade.
              A quebra das muralhas da cidade há tanto tempo é um fato histórico. A queda do Templo é um fato histórico. Nós recobrimos essas histórias com a verdade psico-espiritual que, como Jerusalém, todos nós temos lugares quebrados, ou brechas. Como as muralhas de Jerusalém, nossos corações podem se sentir rachados e às vezes nossas vidas parecem escombros. As Três Semanas nos convidam a sentar sobre esses escombros e prantear... por um tempo.
              Todos nós temos datas importantes em nossas vidas, como o aniversário da data em que deixamos a escravidão no Egito (a Páscoa) ou a data em que o Templo caiu (o Tishá b’Av). Talvez para você seja um aniversário de casamento ou de um divórcio; de um diagnóstico, uma remissão, um novo emprego ou a morte de um ente querido. A data se torna cheia de significado. As Três Semanas são assim.
              Durante e depois dessas Três Semanas, nossa tarefa consiste de duas partes. Primeiro é notar e honrar onde nós estamos quebrados (ao invés de ceder ao impulso de cobrir com panos quentes esses lugares quebrados). E a segunda parte é nos desprender desses lugares quebrados. Ao sentir o que nos machuca, podemos transcender a dor. O objetivo não é marinar perpetuamente em traumas antigos, mas senti-los e então liberá-los.
              Esta é a instrução codificada em nosso calendário pelos sábios de minha tradição. Imediatamente após essas Três Semanas de luto e recordação, entramos no período de sete semanas de consolação. Após nos instruir a perceber e chorar por nossos lugares quebrados, os rabinos nos prescrevem um período de sete semanas de conforto. Essas sete semanas de conforto são nossa preparação para os Dias Temíveis.
              O ano novo virá, não importa o que. Mas se quisermos tirar o maior proveito da virada do ano, essas Três Semanas de luto pelo nosso próprio quebrantamento pode ser um impulso para crescimento pessoal. Essas semanas podem nos ajudar a abraçar as oportunidades das Festas Bíblicas que estão por vir para nossa edificação. Paradoxalmente, quando sentimos nosso quebrantamento plenamente, podemos nos tornar mais capazes de deixar esse quebrantamento para trás.
              Imediatamente após o Tishá b’Av, (aniversário da destruição do Templo), existe uma “virada” emocional e espiritual na direção da esperança. O pivô entre o luto e o consolo depende de nós: precisamos estar dispostos primeiramente a nos deixar sentir o que nos machuca em nossas vidas e no mundo ao nosso redor e então, deixar para trás essas mágoas e nos permitirmos sentir acolhidos, ouvidos e inteiros.

              Por Rachel Barenblat

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Para sempre Jerusalém



              Jerusalém é a eterna capital para os judeus, primeiramente, depois para os cristãos, mas nunca foi a capital para os muçulmanos. Na parte sul do Muro das Lamentações, alguém, no início do segundo século, riscou um grafite com o seguinte versículo: “E vós vereis e alegrar-se-á o vosso coração, e os vossos ossos reverdecerão como a erva tenra; então a mão do Senhor será notória aos seus servos, e ele se indignará contra os seus inimigos.” Isaías 66:14
              Todo o capítulo 66 do livro de Isaías fala sobre Jerusalém e o final do livro de Apocalipse é sobre Jerusalém. O general romano Tito cunhou uma moeda com a inscrição Judea Capita – o estado moderno de Israel cunhou uma moeda memorativa: Judea ReCapita. Não importa o que aconteça, hoje ou amanhã, Jerusalém sempre será reivindicada e o Trono de Misericórdia com Yeshua o Messias assentado nele será eternamente em Jerusalém e as nações virão para adorar o Deus de Abraão, Isaque e Israel – para sempre em Jerusalém.
              Deus abençoe a todos vocês,

              Joseph Shulam

domingo, 18 de junho de 2017

Presença messiânica na Semana do Livro Hebraico enfurece os ultra-ortodoxos

O presidente Reuven Rivlin e sua mulher visitam a Feira de Livro na Estação Central de Jerusalém.

              Ocorreu em Israel, na semana passada, a Semana do Livro Hebraico, um evento anual que tem duração de uma semana e celebra a literatura hebraica.
              O evento é marcado por feiras de livro em cidades por todo o país. E a presença de editoras de livro messiânicas em várias dessas feiras deixaram os judeus ultra-ortodoxos “anti-missionários” irritados.     
              Na verdade, o grupo anti-missionário por muitas vezes violento, Yad L’achim fizeram uma ocorrência policial após descobrirem um estande pertencente à editora “HaGefen”, na feira de livros da cidade de Rishon Letzion.
              A HaGefen é uma editora messiânica bastante conhecida. Entre os livros apresentados na feira, estava a série intitulada “O Testemunho”, que é uma tradução moderna da Bíblia, voltada para os jovens israelenses.
              O Yad L’achim alegou que os livros constituem “incitamento e solicitação de menor para conversão”.
              O que mais incomoda grupos como o Yad L’achim é que esses livros não são identificados como sendo “cristãos”.  Eles se recusam a aceitar que os judeus messiânicos são parte integral do povo judeu como um todo e de Israel.
              “Os compradores inocentes não sabem que esses são livros missionários que encorajam a conversão ao cristianismo”, constava na ocorrência feita pelo Yad L’achim.
              A HaGefen publicou uma nota respondendo que é registrada como uma organização sem fins lucrativos na cidade de Rishon Letzion por nada menos que 42 anos. Salientou ainda que a série de livros “ofensivos” “O Testemunho” consiste basicamente de uma tradução moderna literal da Bíblia.

              Fonte: Israel Today

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 1º de junho de 2017


              O Jubileu de Jerusalém (50 anos da Guerra dos Seis Dias, em 1967) foi realmente uma grande celebração, em Jerusalém. Turistas cristãos vieram de todas as partes do mundo, mas os sul-coreanos superou todos eles. Eles realizaram um festival chamado “Shalom Yerushalayim”, com shows coloridos e uma maravilhosa moda tradicional coreana. O público israelense compareceu ao Centro de Congresso Internacional, em Jerusalém, e encheram o local, assim como alguns rabinos e membros do parlamento de Israel e dos Estados Unidos, que também participaram. Em uma época quando as Nações Unidas estão fazendo declarações que são distantes da realidade e da Bíblia, esses milhares de cristãos têm vindo e se juntado a Israel e a Jerusalém para celebrar o Jubileu de Jerusalém junto com o povo de Israel. Por favor, continuem orando por Israel e por Jerusalém e não se esqueçam de orar pelo Netivyah e por todos os maravilhosos projetos que tem executado todos esses anos. Jerusalém precisa de suas orações e o Netivyah precisa de suas orações. É responsabilidade de todo discípulo de Yeshua e seguidor do Caminho fazer o bem a todas as pessoas, mas primeiro aos da fé.
              Eu vou manter essa lista de oração curta devido à restrição de tempo, mas peço que vocês orem pelas seguintes necessidades que temos no Netivyah. Suas orações serão ouvidas no céu e oramos e esperamos que o Senhor responda suas orações e diga: “Muito bem, servos bons e fiéis! Vocês oraram por Jerusalém e pelos santos em minha cidade e fizeram o que puderam para ser uma benção em suas ações e doações.”
              Semana que vem, Marcia e eu viajaremos para a Finlândia por 8 dias, para realizar o seminário anual em Karmel Koti e visitar a congregação em Espoo e outros irmãos e irmãs na Finlândia.  Da Finlândia, viajaremos para os Estados Unidos, para participarmos da Celebração de Verão em Lipscomb e também para reunirmos com irmãos e irmãs para encorajá-los e sermos encorajados também. Precisamos de suas orações para essa viagem, por segurança e para que Marcia e eu nos sintamos bem e sejamos capazes de ministrar e ensinar nossos irmãos na Finlândia e nos Estados Unidos.
              Precisamos de suas orações pelo Netivyah USA. Nossos diretores irão se reunir no final de junho para tomar importantes decisões e adicionar um novo membro diretor. O Netivyah USA precisa de suas orações.
              Por favor, orem pelo Kol HaYeshua. Precisamos avançar e transmitir em rádio FM, mas não tivemos sucesso em encontrar uma rádio comercial local que queira trabalhar conosco. Peço suas orações por esse projeto. A Rádio Kol HaYeshua é a única rádio no mundo a transmitir as boas novas do Messias na língua hebraica sete dias por semana. Estamos adquirindo novos equipamentos para a gravação na rádio e para gravação em vídeo também e precisamos de ajuda com os custos. Estamos comprando boas câmeras, de alta qualidade, para gravarmos programas para o YouTube e outros canais. A liderança jovem do Netivyah está convencida de que a mídia eletrônica é a forma de alcançar o maior número de pessoas com um custo razoável. O Netivyah está se movendo nesta direção e o Barry já encomendou os equipamentos necessários para fazermos um excelente trabalho.
              Por favor, continuem orando por minha família, Marcia, Danah, nossa filha e Nooam, nossa neta. Orem também pelo Barry, nosso filho e Joey, nosso neto e Beth, nossa nora. E também pela família da Marcia, no leste do Tennessee.
              Que Deus abençoe todos vocês que oram pela salvação de Israel e do mundo. Todos nós precisamos expandir nossos horizontes e ter pelo menos o sonho e o desejo de ver todo o mundo prostrado diante do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, vestidos de branco, naquele dia em que a trombeta soará e os mortos ressuscitarão. Se não tivermos esse desejo, não faremos nada para que isso aconteça. Se não tivermos fé, não focaremos no desejo do coração de Deus.   
              Joseph e Marcia Shulam
PS. Por favor, orem pelos irmãos coreanos, chineses e americanos que estão visitando Israel no momento.

PS2. Por favor, orem especialmente pela congregação Sar-El, em Curitiba, no Brasil. Esta querida congregação precisa de uma ajuda especial e uma inspiração divina e do Espírito Santo, a fim de encontrar paz entre sua liderança. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

A judaicidade pode ser comprovada com um teste de saliva?


              Um grupo de especialistas em genética e Halachá (lei religiosa judaica), que tem estudado o chamado “gene judaico”, afirmam que o gene pode ajudar a provar a “judaicidade” de alguém, de acordo com a lei religiosa judaica.  
              “Este pode ser um avanço significativo”, explicou o Rabino Yosef Carmel, líder da corte rabínica Gazit e do Instituto de Estudos Judaicos Avançados Eretz Hemdah. De acordo com Carmel, “o uso de um simples teste de saliva pode impedir um longo e difícil processo de conversão”.
              Qualquer pessoa que deseja ser reconhecida como judeu – por exemplo, a fim de se casar no Estado de Israel, o que apenas pode ser realizado através do Rabinato Chefe – tem que provar suas raízes judaicas. Na lei religiosa judaica, apenas aqueles nascidos de mães judias são considerados judeus. Aqueles que desejam ser reconhecidos como judeus têm que providenciar prova de judaicidade através de documentos, como certidões de nascimento e casamento, de várias gerações passadas.
              Isso pode ser um problema para mais de 400.000 pessoas, particularmente imigrantes e principalmente da antiga União Soviética, que não possuem os documentos necessários.
              As pessoas que não conseguem provar suas raízes judaicas são consideradas “indefinidas”, e tais candidatos têm que se submeter a um longo e tedioso processo de conversão, o qual alguns gostariam de evitar e muitos não conseguem completar.
              Atualmente, o Instituto Eretz Hemdah está preparando um artigo para ser submetido ao Rabinato Chefe detalhando um avanço haláchquico-científico, onde atesta que qualquer pessoa que consegue provar sua judaicidade geneticamente é legalmente (no senso legal judaico) judeu.
              “Nos últimos anos, (pesquisadores) em Israel e no mundo têm estudado o DNA mitocondrial – estruturas dentro das células – que a pessoa recebe de sua mãe”, explicou o Rabino Dov Popper, um conselheiro do Instituto Puah, uma organização internacional baseada em Israel que ajuda casais judeus com problemas de fertilidade.
              “Podemos encontrar esse gene com um simples exame de sangue ou de saliva. Assim que você encontra o gene mitocondrial em uma pessoa, isso serve como uma peça considerável de evidência que prova sua raiz judaica”, disse o Rabino Popper.
              “Se a pesquisa do gene for aceita pelo Rabinato Chefe, isso poderia ser uma mudança significativa para centenas de milhares de pessoas que são consideradas ‘indefinidas’”, disse o Rabino Carmel.
              O avanço será apresentado em uma conferência especial sediada pelo Instituto Puah, em Jerusalém, no dia 6 de junho.
              “Começamos a pesquisar sobre isso por causa da questão da doação de óvulos e as ramificações que teria na judaicidade do recém-nascido”, explicou o Rabino Menachem Burstein, diretor do Instituto Puah.
              “No entanto, é importante notar que essa descoberta não terá uso prático até ser aprovada pelo Rabinato Chefe”, acrescentou.  

              Fonte: Ynet News

terça-feira, 9 de maio de 2017

A comunidade messiânica de Israel lamenta e se lembra de um pastor pioneiro




              O pastor David Davis, um dos principais líderes messiânicos de Israel, faleceu. Davis tinha 79 anos de idade quando ele finalmente sucumbiu, após uma intensa batalha contra o câncer, durante o ano passado. Ele deixa sua mulher Karen e seus dois filhos adotivos.
              Líderes messiânicos de todo Israel e de todo o mundo estão inundando as mídias sociais com expressões de amor e apreço por seu amigo falecido. Durante seus 25 anos de ministério em Israel, David ganhou o respeito de muitos líderes messiânicos em uma terra onde construir comunidades messiânicas não é uma tarefa fácil. Seu estilo simpático e ao mesmo tempo ousado de liderar, sua disposição em encorajar futuros líderes e sua paixão pela unidade do corpo do Messias eram admirados, mesmo por aqueles que duvidavam que um cristão americano podia causar algum impacto significativo nas vidas de árabes e judeus em Israel. Incluindo eu.
              Eu me lembro da primeira vez que conheci o pastor David, quando ele chegou em Israel, na década de 80. Ele havia sido enviado por David Wilkerson, da Igreja da Times Square, em Nova Iorque, com uma visão de levar árabes e judeus viciados em drogas ao conhecimento de Cristo. “Árabes e judeus?”, eu perguntei a ele. “Juntos?”
              Eu estava cético, até que o David me pediu para ministrar um estudo bíblico em um pequeno grupo de viciados em recuperação que ele havia formado. Eles não queriam palavras difíceis ou ginástica teológica. Apenas Jesus, porque esses árabes e judeus viciados em recuperação sabiam mais que tudo que havia sido Ele que os trouxera de volta à vida e ensinado a eles que árabes e judeus podem viver juntos, pertencer juntos.
              A paixão de David pelo perdido inspirou muitos árabes cristãos e judeus messiânicos por todo país a alcançar viciados em drogas. Após ver o poder de Deus trabalhando na vida desses homens quebrantados, eu também comecei um ministério com viciados em drogas em Tel Aviv.
              David foi o pastor fundador da Kehilat Ha Carmel (Assembléia Carmel), no monte Carmelo, uma congregação que começou em 1991 como um estudo bíblico para homens que estavam se libertando do vício das drogas e do álcool. Foi durante esses dias que uma grande leva de judeus russos estava retornando à sua casa, sob o bombardeio de mísseis SCUD pelo ditador iraquiano, Saddam Hussein. Não se deixando intimidar e inspirado pela corajosa liderança de David, surgiu uma comunidade de judeus e árabes crentes, alcançando pessoas de todas as origens, através de ministérios que continuam até os dias de hoje, como o Centro de Reabilitação Casa da Vitória, o abrigo para mulheres Or HaCarmel, o programa de distribuição de alimentos Cesta do Corvo e o centro de distribuição de roupas Manto de Elias.
              O dr. David Davis era o presidente da Faculdade de Artes, da Universidade de Fordham, no Lincoln Center, em Nova Iorque, enquanto trabalhava como um ator profissional na Broadway e na televisão. Em meados da década de 80, off-Broadway e na televisão. Em meados dos anos 80, no meio de uma carreira de sucesso, ele teve um encontro dramático com Jesus, durante um reavivamento entre os artistas de Nova Iorque, onde ele conheceu sua esposa judia, Karen.
              Ele foi logo chamado para o ministério e começou a trabalhar com viciados e mendigos, sob a liderança de David Wilkerson, na Igreja da Times Square, em Nova Iorque. Em 1989, David e Karen imigraram para Israel e se tornaram cidadãos. Em seu livro, “A Estrada para o Carmelo”, Davis registra em crônicas sua jornada do mundo do espetáculo da Broadway às montanhas de Israel.
              “Eu ainda me lembro das palavras de encorajamento de Davis em suas orações”, disse Zvi Randelman, um pastor judeu messiânico, de Jerusalém. “Ele tinha um coração de pai pelo perdido, viciado e desesperado. Ele foi instrumental no estabelecimento da Beit HaYeshua, um ministério de recuperação de viciados em drogas, em Jerusalém. Incontáveis viciados em drogas e alcoólatras devem suas vidas ao trabalho de amor e inspiração de David. Agora, David está no céu com o Senhor, e eu tenho certeza de que quando ele entrou na presença de Yeshua, ele ouviu as seguintes palavras: Muito bem, servo bom e fie, entra no gozo do Teu Senhor.”

              Fonte: Israel Today / David Lazarus  

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Lista de Oração de Jerusalém – 4 de maio de 2017

NOTÍCIA: A UNESCO nega a soberania de Israel sobre Jerusalém, numa votação de 22 votos a favor e 10 contra. Mais uma vez, a UNESCO aprova uma resolução anti-Israel, anti-histórica, anti-lógica e anti-bíblica. Os Estados Árabes têm uma maioria automática em toda a ONU. Eles conseguem aprovar resoluções que atestam que a lua é feita de queijo suíço, roubado da casa de Hag Amin El-Hussein por judeus que morreram no holocausto e a ONU aprovaria a resolução e condenaria Israel. Para nós, que cremos na Palavra de Deus e nas promessas de Deus a Abraão, Isaque e Jacó, não importa o que os muçulmanos e os árabes (palestinos, sauditas, iranianos, iraquianos, sírios, jordanianos, Hezbolá, Hamas, ISIS, etc.) dizem, o importante é o que os judeus e Israel fazem. A existência do Estado de Israel e do povo judeu por quase 4.000 anos é uma promessa divina feita a nossos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó. É uma promessa que tem se cumprido apesar de parecer impossível e tem provado demonstrar a fidelidade do Senhor durante todo esse tempo.
              Então, o que os judeus e não judeus crentes na Bíblia devem fazer a respeito dessa injustiça internacional e mentira descarada?
1.       Orem por Israel em obediência às promessas de Deus.
2.       Apoiem Israel.
3.       Onde houver uma demonstração pró-Israel em sua cidade, os discípulos de Yeshua devem participar e ser os primeiros da fila. Devem carregar cartazes dizendo:
a.       Deus ama Israel.
b.       Jesus ama Israel.
c.       Os cristãos amam Israel.
d.       Apoiamos Israel porque Deus apoia Israel.
e.       Israel é a menina dos olhos de Deus.
4.       Apoiem as causas judaicas em seu país e em sua cidade, participando das atividades propostas pela comunidade judaica, como celebrações da Independência de Israel e outros eventos que celebram Israel.
5.       Apoiem os judeus discípulos de Yeshua na terra de Israel, orem por eles e por suas congregações e suporte financeiramente projetos idôneos feitos em Israel, com bom e saudável testemunho do amor e da salvação de Deus.
Esta é a melhor forma de apoiar Israel, não apenas com palavras, mas também com atitudes.
Todos nós sabemos que no fim todas as promessas de Deus se cumprirão, Yeshua irá voltar e os mortos ressuscitarão e todo Israel será salvo. Por agora, devemos nos colocar na brecha, combater o bom combate e depositar nossa confiança no Deus Todo Poderoso e demonstrar nosso amor e tenacidade permanecendo firmes na Palavra de Deus.
Devemos saber que às vezes o inimigo usa a Palavra de Deus e deturpa seu significado claro e simples. “E disse o Senhor a Abrão...: Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei. E Abrão mudou as suas tendas, e foi, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao Senhor. (Gênesis 13:14-18)
A promessa de Deus para Israel aparece em outros lugares na Bíblia. Apenas em Gênesis, confira: 15:7-18; 17:7-8, 18:18, 24:7, 26:3-4, 28:4-13, 31:3, 35:12, 46:3, 48:4, 50:24. A mesma promessa de terra aparece muito mais vezes em toda a Bíblia.
Celebramos os 69 anos do Dia da Independência de Israel em um parque, em Jerusalém. Como a maioria dos israelenses, tínhamos muita comida boa, duas grandes churrasqueiras portáteis, onde as pessoas cozinharam carne e frango e muita salada. Teve até o delicioso brownie da Marcia. Foi um tempo de cheio de alegria e muita discussão sobre a Palavra de Deus.
Precisamos de suas orações pela jovem liderança do Netivyah e também pela velha liderança, que somos eu e a Marcia.  Peço para que orem pela saúde da Marcia e pelo meu fortalecimento. Nossa agenda de viagem para esse verão será extensa e eu preciso de orações por segurança, fortalecimento e sabedoria de Deus para muitas e muitas horas de ensino. Saímos de Israel em direção à Finlândia no dia 8 de junho e depois viajamos para os Estados Unidos. A Marcia ficará nos EUA de 17 de junho a 28 de agosto. Ela precisa muito de oração pela sua saúde, sua memória e suas viagens entre nossos filhos e netos e sua família, no leste do Tennessee e de volta para casa, em Israel. Eu preciso de oração pelas mesmas coisas que a Marcia. Meu programa de viagem é um pouco mais extenso. Eu saio de Israel no dia 8 de junho com a Marcia e viajamos juntos para os Estados Unidos. Depois eu volto para casa no meio de junho e viajo no final de junho para o Extremo Oriente, Japão, Hong Kong, Taiwan e volto para Israel alguns dias antes da Marcia, para preparar a casa para recebe-la. Por favor, orem por nós.
No momento, a Marcia está com bronquite e a Danah também. O Barry está sofrendo com alergias e recentemente descobriu algo no seu coração chamado taquicardia supraventricular. Nossa família precisa de uma oração especial pelo nosso filho. Todos nós precisamos da graça e da cura de Deus. Claro, nossos netos estão basicamente saudáveis, com um problema que irá passar em alguns anos: Adolescentite! Eles também precisam de suas orações e mais ainda seus pais precisam de oração!
Os diferentes ministérios do Netivyah estão indo muito bem sob a liderança do Yuda, Daniel, Nancy, Hannah e Oleg. Eles estão realizando o Hamotzi – programa de distribuição de alimentos – para os necessitados de Jerusalém. A cada quarta-feira, das 14:00 às 18:15h, o primeiro andar do nosso prédio se transforma em um supermercado, onde as pessoas que são aprovadas pela prefeitura de Jerusalém podem vir e escolher alimentos de alta qualidade para suas famílias.
O fundo de bolsas para estudantes em instituições israelenses do Netivyah está indo bem e a demanda para mais bolsas é constante. Se tivéssemos mais recursos, poderíamos fazer ainda mais no próximo ano. Estamos abençoando a próxima geração de discípulos de Yeshua na terra de Israel. Este é um investimento para o futuro da comunidade de discípulos na terra. Estamos provendo a quantia de 200 dólares por mês para mais de 19 alunos, alguns judeus e alguns árabes. Você também pode investir no futuro do corpo do Messias em Israel contribuindo com o fundo de bolsas para estudantes do Netivyah.
A rádio Kol HaYeshua transmite diariamente em frequência AM. Precisamos de suas orações para fazer a transmissão desses importantes e valiosos ensinos feitos por judeus, para judeus, sobre o Messias judeu em frequência FM. AM tem uma audiência muito limitada em Israel. A maioria das pessoas que ouvem rádio ao redor do mundo, ouvem estações em FM. Precisamos de suas orações para que Deus nos ajude a fazer essa mudança.
Em algumas semanas, uma nova revista Teaching from Zion (Ensino de Sião) será lançada. Essa nova edição será sobre o rei Davi. Como todas as revistas Teaching from Zion, está será extremamente interessante e a novidade que você terá acesso a um maravilhoso artigo escrito por um jovem que cresceu no Netivyah, terminou o serviço militar obrigatório e agora é um aluno na Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele fazia parte do nosso grupo de jovens chamado Munchkins.
O ministério de ensino do Netivyah também tem feito coisas maravilhosas, porque muitos dos homens em nossa congregação são excelentes mestres. Neste verão, irei levar comigo o Daniel Stern na viagem ao Extremo Oriente. Ele ensinará em Taiwan e no Japão. Enquanto eu estou fora do país, os homens da congregação se revezam no ensino e essa competição saudável me deixa muito feliz.
Agora vamos à lista de pessoas que precisam de oração por cura ou por libertação em sua vida.
Obrigado por suas orações por meu filho Barry. Sua cirurgia curou completamente e somos gratos pelas orações. Continue orando por sua saúde. Na Holanda, orem por Tineke, que está lutando contra um câncer pela segunda vez e precisa da graça, da cura, e da força de Deus para vencer mais uma vez.
Por favor, não se esqueçam de orar pela família Shkedi. Especialmente pelo Ynon – o bebê que precisa de cura e força e sua família precisa de encorajamento e força.  
Kari A., um querido irmão da Finlândia, realizou uma cirurgia de cólon na semana passada e houve complicações e Kari precisa de suas orações de uma forma muito intensa.
Peço uma oração especial para os irmãos e irmãs na Finlândia: Keijo e Salme, irmã Airi, Anne-Mirjami, Anna Majia, Satu-Maria e suas filhas, Tim Tucker, Erki e Sirpa e pelos membros finlandeses de nossa Congregação Roeh Israel: Leah K., Ahuva B., Ilana H. Também peço oração pelos seguintes membros de nossa congregação em Jerusalém: David S., Sarit, Miriam, Hannah, Greg, Yuri M., que está no hospital com sérios problemas nos rins e  Daniel P., que está no hospital se recuperando de um grave acidente de moto. Os irmãos nos Estados Unidos que precisam de oração por cura são: Emmet, Boby, Ruby, John M., Aaron H., John M., Liz Johnson, Horace e June S.  Irmãos e irmãs que precisam de cura no Brasil: Paulo, Naomi, Clara, os pais do Marcelo, especialmente sua mãe. No Japão, os seguintes irmãos e irmãs precisam de oração por cura: Pra. Curita, Toru, Tomoko San, Sadako San, Takeo Sensei, and Daisuke Sensei, e o marido da irmã Yumi.
A lista de irmãos e irmãs que precisam de fortalecimento e de uma benção especial em suas casas e nos seus negócios: a família Goh está sob muito estresse e precisa de sabedoria, proteção e um reavivamento do sucesso no novo caminho que Deus está preparando para eles. A irmã Christy, a irmã Laurel, o irmão Michael Kenzevic, o Daniel L., todos precisam de sucesso e prosperidade em sua vida e trabalho. Orem por um querido irmão na Finlândia, seu nome é David. Orem para que Deus possa prover um bom emprego para o David que irá honrar seus dons e sua família.
Orem pelo Roger, um querido irmão que apoia tantos trabalhos e um deles é o Netivyah. Ele precisa de sabedoria e paz e sucesso em seu trabalho e na sua vida.
Deus abençoe todos vocês que oram pela salvação de Israel e do mundo. Todos nós precisamos expandir nossos horizontes e ter pelo menos o desejo de ver todo o mundo prostrado e com os joelhos dobrados perante o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, vestidos de branco naquele dia em que a trombeta tocará e o morto ressuscitará. Se não tivermos esse desejo, não faremos nada para que isso aconteça. Se não tivermos fé, não focaremos nos desejos e intentos do coração de Deus.

Joseph e Marcia Shulam

terça-feira, 2 de maio de 2017

UNESCO aprova resolução rejeitando a soberania de Israel sobre Jerusalém


              Uma resolução anti-Israel foi aprovada nesta terça-feira, após 22 países votarem a favor, enquanto apenas 10 se opuseram; 23 países se abstiveram de votar e representantes de três países não compareceram à votação.
              Antes da votação, o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um pronunciamento contra a organização pertencente à ONU. “ Não existe outra nação no mundo para qual Jerusalém é tão santa e tão importante, quanto para o povo judeu, embora hoje, uma discussão da UNESCO tentará negar essa simples verdade”, disse ele durante o Concurso Bíblico Internacional, em Jerusalém. “Nós não reconhecemos a UNESCO. Acreditamos na nossa verdade, que é a verdade.”
              A resolução, que foi elaborada e submetida por palestinos, afirma que todas as ações de Israel em Jerusalém como autoridade governamental são ilegais e condena Israel por não cumprir com as outras resoluções aprovadas pela organização.

              Fonte: Jerusalem Online

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Israel se lembra


              Hoje começa uma semana de memória e comemoração em Israel. Dia 24 de abril é o dia do Memorial do Holocausto e no próximo 1º de maio começa o dia em Memória aos Soldados Abatidos, concluindo com a celebração do dia da Independência, no dia 2 de maio.
              Às vezes eu me pego pensando: por que gastamos tanto tempo revivendo esses eventos de partir o coração? Com certeza, as pessoas que vivenciaram esses traumas não precisam de um dia para se lembrar, elas vivem todos os dias com suas memórias pessoais.
              Durantes esses dias memoriais, meu avô me levava para visitar o túmulo de alguns de seus amigos e entes queridos. Ele me mostrava quem eram as pessoas com as quais ele tinha crescido; o homem que ajudara a construir a sinagoga, o açougueiro que vivia em frente ao centro judaico. Cada túmulo marcado com a estrela judaica representava uma vida única, uma vida que havia deixado a sua marca em meu avô.
              Para honrar essas pessoas, meu avô deixou uma marca permanente em mim. Eu era lembrado que estamos aqui hoje, por causa do sacrifício de tantas pessoas que não estão mais conosco.
              Hoje, em Israel, iremos nos unir em memoriais comemorativos em todo o país, nas escolas, em monumentos de guerra e nos cemitérios. Lágrimas serão derramadas, orações serão proferidas e pedras serão colocadas nos túmulos, com bandeiras hasteadas em honra àqueles que foram perdidos em guerras e no holocausto, no século passado. Amigos e familiares se reunirão para contar as histórias e relembrar a coragem e a dor, de pessoas amadas que nunca serão esquecidas.
              Logo, em alguns poucos anos, não haverá mais sobreviventes para contar suas histórias. Sentiremos sua ausência, pois eles não estarão mais aqui para nos direcionar, para assumir papéis de liderança em nossas comunidades ou para nos dar um abraço reconfortante.
              Esta semana, enquanto nos maravilhamos com a estação da primavera de renascimento, é bom separarmos um tempo para renovar nossa memória dos sacrifícios incalculáveis daqueles que tornaram possível para nós desfrutarmos nossa vida. É bom levarmos nossas crianças a eventos dos dias memoriais, ler os nomes nas placas e pensar nas famílias que foram mudadas para sempre, pela vida e perda de seus entes queridos e apertar as mãos de um jovem soldado, valorizando-o.
              Eles merecem nossa eterna gratidão!
              David Lazarus
              Fonte: Israel Today


domingo, 16 de abril de 2017

Um estado palestino? Qual o posicionamento de Israel?

                   Alguns dos meus amigos acham a política de Israel muito confusa. O que o atual governo israelense quer de verdade? Complicando ainda mais a questão está a falta de unidade entre os que formam a coalisão do governo vigente. (Os membros do gabinete geralmente expressam suas preferências políticas, mesmo se não forem as políticas do Primeiro Ministro.) 
              À luz deste assunto difícil de se entender, mas extremamente vital, eu gostaria de compartilhar minha opinião sobre o ponto de vista israelense a respeito da Cisjordânia e a ideia de um estado palestino separado.

O que israelenses realmente pensam sobre a intenção dos palestinos
              Os israelenses geralmente pensam que os palestinos não têm intenção de negociar um acordo real que asseguraria a judaicidade de Israel como estado, enquanto arranja espaço para um estado palestino. Esta é a conclusão após a rejeição palestina de duas grandes ofertas feita pelos israelenses – a primeira, no ano 2000, por Ehud Barak a Yassir Arafat; a outra, em 2008 por Ehud Olmert a Mahmoud Abbas. A maioria dos israelenses acredita que qualquer palavra de paz vinda dos palestinos é uma fraude, usada para enganar um mundo ingênuo e destruir Israel.
              Então, enquanto o governo israelense palestra sobre a solução de dois estados, ele não acha de verdade que poderia funcionar. A maioria dos judeus israelenses não acreditam que os palestinos sejam um parceiro genuíno ou confiável. Duas questões esclarecem isso.
              Primeiramente, os maiores assentamentos judaicos na “Cisjordânia” são cidades com 20.000 a 50.000 habitantes cada. Ao todo, 750.000 israelenses moram do “outro lado” da linha verde. A posição do Abbas em não aceitar nenhum desses assentamentos existentes marcou o fim das negociações com ele, apesar de os planos anteriores manterem os assentamentos como parte de Israel em troca de terra para os palestinos.
              Em segundo lugar, a ideia do retorno de um grande número de refugiados árabes é outra condição impossível de Israel aprovar. Netanyahu pode até dizer que ele é a favor da solução de dois estados, e talvez teoricamente ele seja, se as linhas vermelhas de Israel não forem invadidas. Mas isso parece impossível agora. A recente resolução da ONU declarando todas as comunidades do outro lado da linha verde como sendo ilegais pode ter tornado isso impossível para sempre.

A estratégia de Israel?
              Então, a proposta de Israel é tentar fazer negociações, mas basicamente para esperar. Pelo que Israel pode estar esperando? Uma ideia é que chegue o dia em que o mundo perceba que a Jordânia é na verdade um país palestino e que as áreas palestinas deveriam ser parte da Jordânia e as áreas judaicas, parte de Israel. Os palestinos da Cisjordânia teriam cidadania jordaniana e Gaza seria independente ou voltaria para o Egito. De fato, a Jordânia era originalmente parte do mandato palestino para os assentamentos judaicos. Hoje, a grande maioria da população da Jordânia é palestina. Então, pela lógica, o estado palestino seria a Jordânia. Mas o Rei Hussein não é palestino e reina através de uma tribo minoritária. Ele não quer mais cidadãos palestinos, por isso é a favor da criação de um estado palestino.

A tática palestina e a resposta de Israel
              Abbas está procurando estabelecer um estado sem resolver as questões de segurança para Israel e sem abrir mão dos grandes assentamentos. Isso torna o jogo de espera de Israel mais difícil. Por isso a pressão de alguns para que Israel anexe os grandes assentamentos e as áreas adicionais da Cisjordânia. Tais atos unilaterais de Israel corresponderiam aos atos unilaterais do Abbas e da ONU. Por outro lado, alguns estão pressionando a coalisão do governo a ficar quieta e parar de falar em anexação. Eles querem agir em estreita cooperação com o presidente Trump, incluindo a rejeição da resolução da ONU que declarou que até o quarteirão judaico, na Cidade Velha de Jerusalém, é ilegal.
              É uma confusão, e não temos outra opção a não ser esperar e ver o que irá acontecer. Enquanto isso, devemos orar fervorosamente para que haja uma intervenção divina.  
              Aqui estão alguns pontos de oração:
1.       Orem para que os cristãos não sejam enganados pela propaganda palestina.
2.       Orem para que o governo de Israel receba sabedoria sobrenatural para navegar pelas grandes dificuldades da atual situação.
3.       Orem para que a comunidade judaica messiânica e a comunidade árabe cristã em Israel se unam como um testemunho da verdade.


Por Dan Juster

segunda-feira, 20 de março de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 16 de março de 2017

         A porção da Torá desta semana é Ki Tisá, de Êxodo 30:11-34:35. Ela conta a história da rebeldia dos filhos de Israel aos pés do monte Sinai. Moisés estava no topo do monte Sinai, conversando e recebendo de Deus a Torá. Os filhos de Israel estavam ao pé da montanha, preparados para receber a Torá, purificados, e impacientes, então eles pediram a Arão que dessem a eles um deus que os guiaria até a terra prometida e os tiraria do deserto. Arão cedeu à pressão popular e faz algumas exigências impossíveis. Pediu aos homens que pedissem às mulheres que tirarem todas as suas jóias e as doassem para a confecção do bezerro de ouro. O bezerro de ouro é o mascote da deusa egípcia “Hator”. Hator foi a deusa mais famosa no Egito antigo. Ela era chamada “a grande com muitos nomes”, porque era a deusa da vida e da morte e da prosperidade. Ela era retratada como uma figura feminina com uma cabeça de vaca e, algumas vezes, apenas com as orelhas da vaca. Seu símbolo no templo era uma vaca/bezerro de ouro.
              Como Arão (ele ainda não era o sumo sacerdote), irmão de Moisés, responde à demanda do povo e por quê? Arão também não sabia o que havia acontecido com seu irmão mais novo, por que Moisés não descia da montanha por tanto tempo. Ele não sabia se seu irmão tinha água ou comida suficiente lá em cima, naquela montanha no meio do calor do deserto. Tenho certeza de que Arão estava inseguro e que as pessoas continuavam a exigir e ele, naquele momento, pensou que se Moisés tivesse morrido, ele seria o novo líder daquela multidão de ex-escravos impacientes. Ele deveria prover para eles um deus que os guiaria pelo deserto. Arão, como todo bom político, sabia que a regra número um de um líder político é agradar ao povo e dar o que ele quer. Depois disso, o político pode fazer com o povo o que ele quiser. Então, Arão dá ao povo algo com o que eles são familiarizados. Eles são familiarizados com os deuses do Egito, os quais eles têm adorado por algumas centenas de anos. (“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor.” Josué 24:14). Dessas palavras de Josué, ao final de sua vida e liderança de Israel, durante a conquista da terra de Canaã, ainda podemos ouvir que os israelitas, mesmo após entrarem na terra prometida, ainda continuavam a adorar os deuses dos egípcios, com os quais eram familiarizados antes do êxodo. Velhos hábitos são difíceis de serem abandonados! É tão interessante que este Shabat é chamado de “Shabat Pará” – Shabat da Vaca. A razão para isso é porque a leitura adicional deste Shabat é do livro de Números 19:1-22. Esta é a história da comumente chamada “novilha vermelha”. A novilha vermelha é uma dessas cerimônias bem misteriosas da Torá. Precisa haver uma vaca (novilha) que seja vermelha – toda vermelha. Esta vaca é levada para fora do acampamento, para um local especialmente preparado para ela. A vaca é então oferecida como sacrifício, sendo completamente queimada. As cinzas dessa vaca vermelha são usadas para purificação de coisas como a lepra, impureza por encostar em coisas mortas e para o marido que suspeita da infidelidade de sua esposa colocá-la à prova. Todas essas cerimônias são muito diferentes (esquisitas), mas muito necessárias para uma comunidade como Israel nos dias do Tabernáculo e depois, durante o período do Templo em Jerusalém. É muito interessante que o autor do livro de Hebreus relaciona Yeshua com a novilha vermelha e a novilha vermelha com Yeshua. Veja: “Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.” (Hebreus 13:10-16). Este texto fala da novilha vermelha, pois é o único sacrifício que é oferecido fora do arraial e não no Tabernáculo ou no Templo em Jerusalém. (Dr. Wendel Jones, que é o verdadeiro personagem por trás das histórias de Indiana Jones, era um missionário batista em Jerusalém no início dos anos 1970 que encontrou o local da novilha vermelha, perto de Qumran, às margens do Mar Morto. Ele era um arqueólogo amador e os verdadeiros arqueólogos não gostavam muito dele, pois ele era meio aventureiro, como nos filmes de Indiana Jones.) Como você pode ver, o autor do livro de Hebreus, que provavelmente era um ex-membro da comunidade de Qumran, conecta Yeshua à novilha vermelha e convida os discípulos de Yeshua a saírem do arraial, porque apenas fora do arraial há purificação e salvação. Eu creio que essa mensagem é muito importante para a igreja hoje e da mesma forma para a sinagoga. As instituições, especialmente as instituições religiosas de hoje, estão dando o seu melhor para serem politicamente corretas, agradarem as pessoas e construírem igrejas maiores e mais ricas e estão enchendo seus bolsos com as cinzas do ouro do bezerro de ouro. O autor de Hebreus está convidando a mim e a você: “Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura.”  
              Eu creio que todos nós devemos orar pelas igrejas e sinagogas, para que elas estejam dispostas a sair do mundo politicamente correto que leva por água abaixo toda verdade bíblica, a fim de agradar as multidões.
              Por favor, continuem orando por Israel. Israel é o único ponto de luz em todo Oriente Médio. Para qualquer direção que você olhar, você verá um Islã radical, cheio de ódio e violência, em um modo autodestrutivo. Como discípulos de Yeshua e pessoas comprometidas com os valores e princípios da Palavra de Deus devemos nos unir a Israel e apoiá-lo, pois nosso futuro, como crentes na Bíblia, está incrustado em Israel e apenas em Israel. Se você tomar as palavras do profeta Isaías e do profeta Amós e não espiritualizá-las para fora da existência, você se unirá com Israel e orará por Israel, especialmente por nós que estamos aqui em Israel e em Jerusalém, diariamente na brecha.
               Por favor, orem pela produção de mídia do Netivyah. Estamos agora no processo de projetar nosso estúdio e pedimos que vocês orem conosco para que possamos fazer desse estúdio o melhor local para gravarmos áudio e vídeo, com os meios que o Senhor nos dará.
              Orem por nossos amigos na Finlândia. Estávamos orando pela nossa querida irmã Anna, da Finlândia, e de certa forma o Senhor respondeu nossas orações. O Senhor finalmente tirou Anna do seu sofrimento, da doença e da vida de hospital. Anna é uma verdadeira pioneira do Movimento da Restauração na Finlândia. Eu a conheci em 1981 e desde aquela época, e mesmo antes disso, Anna e sua família estavam empenhados em orar e apoiar Israel e comprometidos com a restauração da comunidade do Novo Testamento dos santos. Agora ela está com o Senhor. Se Deus quiser, viajarei para a Finlândia, para fazer o funeral de Anna. A Marcia ficará sozinha em casa e ela precisa de suas orações. Oro pela Marcia, para que Deus a proteja e a guie enquanto eu estiver fora por quatro dias na Finlândia. Eu também peço para que você ore com fé pela cura da Marcia da artrite reumatóide e da diabetes. Essas doenças são debilitantes e a Marcia tem sofrido com elas por muitas décadas. Também orem por mim e pela minha viagem. Não existe mais vôo direto entre Israel e Finlândia, então com as escalas, a viagem se estendeu para mais de 11 horas, cada trecho. Eu preciso da misericórdia de Deus para essa viagem.
              Que Deus abençoe todos vocês que oram por Israel e pela paz de Jerusalém. Que o Senhor te guarde e que suas bênçãos fluam para você e através de você para todo o corpo do Messias ao redor do mundo.
              Por favor, ore para que o Senhor conforte a família enlutada da Anna e abençoe Anne-Mirijami, Satu-Maria, Sinni-Touli e Evelina.
              Joseph Shulam


segunda-feira, 13 de março de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 9 de março de 2017


              Neste domingo que passou foi a Festa de Purim na terra de Israel. Nesta segunda é a Festa de Purim em Jerusalém. A razão para essa diferença é que Jerusalém é uma cidade murada e no livro de Ester está escrito: “Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria.” (Ester 9:18). Susã era uma cidade murada, uma cidadela, por isso eles celebraram e descansaram no dia quinze. Em Tel Aviv, no resto do país e nas cidades da diáspora que não são muradas, a Festa de Purim é celebrada no dia 14 do mês de Adar, mas em Jerusalém e nas cidades muradas, celebra-se no dia 15 de Adar. Os nomes dos meses no calendário judaico foram adotados durante o período de Esdras, após o retorno do exílio babilônico. Os nomes são nomes dos meses babilônicos, trazidos de volta a Israel com o retorno dos exilados. Essencialmente, são nomes pagãos. Alguns nomes são como os nomes dos meses em grego e em inglês, baseados em ídolos pagãos. Os nomes originais da Bíblia são essencialmente os números dos meses. Como Nissan é o primeiro mês e Adar é o mês de número 12 no calendário hebraico original. Como vocês podem ver, os nomes babilônicos são incluídos na Bíblia Hebraica apenas nos livros escritos após o exílio. Livros como Ester, Esdras, Neemias foram escritos durante o exílio e após o exílio eles incluíram esses nomes babilônicos para os meses. É como se os judeus americanos tivessem uma árvore de Hanuká – como a árvore de Natal. O livro de Ester quase não foi incluído na Bíblia Canônica. Existem três razões pelas quais ele foi quase rejeitado no Concílio de  Jamnia, em 90 d.C. As razões para a rejeição do livro de Ester foram: 1) O nome de Deus não aparece no livro de Ester. Não há menção de Deus, mas qualquer um que lê o livro sente que Deus está por trás de todos os eventos. 2) O caráter moral do livro é questionável do ponto de vista da moralidade da Torá. Mordecai instruiu Ester a mentir sobre sua identidade. Ele envia Ester para ser concubine na corte de um rei pagão, que com certeza não possuía comida Kasher em seu palácio. A terceira razão é que os judeus de Susã pareciam agir vingativamente e como gangues sedentas por sangue, estavam ansiosos por matar mais persas. Estamos todos felizes que no final, aqueles rabinos em Jamnia que entenderam a importância deste livro e viram inspiração divina na estória, apesar de o nome de Deus não aparecer, foram os que ganharam os argumentos e o livro de Ester está hoje na Bíblia.
Este shabat que passou é chamado em hebraico “Shabat Zachor” – zachor  significa “lembrar”. A leitura especial deste sábado é: “Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; Como te saiu ao encontro no caminho, e feriu na tua retaguarda todos os fracos que iam atrás de ti, estando tu cansado e afadigado; e não temeu a Deus. Será, pois, que, quando o Senhor teu Deus te tiver dado repouso de todos os teus inimigos em redor, na terra que o Senhor teu Deus te dá por herança, para possuí-la, então apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças.” (Deuteronômio 25:17-19)
              Algumas coisas não valem a pena serem lembradas e é melhor esquecê-las. No entanto, algumas coisas precisam ser lembradas porque aqueles que não se lembram estão fadados a repeti-las. Deus ordena Israel se lembrar do que Amaleque fez aos israelitas no deserto do Sinai. O rei Saul perdeu seu reino porque ele não se lembrou do que Ameleque havia feito a Israel e salvou Agague, o rei dos amalequitas (veja 1 Samuel 15). O livro de Ester nos leva de volta a este evento. Mordecai e Ester (o nome de Ester em hebraico é Hadassa) são da tribo de Benjamin, a mesma tribo do rei Saul. Hamã, que queria matar o povo judeu no império persa, era um descendente de Agague, o rei amalequita que Saul poupou. A estória de Ester é uma continuação direta e uma conseqüência do que o rei Saul se negligenciou a fazer. (Veja:”Havia então um homem judeu na fortaleza de Susã, cujo nome era Mardoqueu, filho de Jair, filho de Simei, filho de Quis, homem benjamita.” (Ester 2:5) “Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele.” (Ester 3:1)
              Claro, a proximidade de Purim com o período católico do carnaval na Europa e as práticas pagãs do carnaval influenciaram os judeus europeus a copiar as máscaras e o costume de beber dos pagãos europeus e esta prática encontrou solo fértil nestes versos do livro de Ester: “Também os judeus, que se achavam em Susã se ajuntaram nos dias treze e catorze do mesmo; e descansaram no dia quinze, e fizeram, daquele dia, dia de banquetes e de alegria.” (Ester 9:18) e então você tem Purim como carnaval, mas ao menos sem quaresma. Como vocês sabem, ninguém é perfeito!
              Nosso primeiro-ministro foi a Moscou por um dia, para se encontrar com o presidente Putin. Eu suponho que Netanyahu tenha ido lá para falar com Putin sobre o Irã e sua expansão no Líbano e na Síria. Netanyahu teme que quando a guerra contra o ISIS terminar, os persas, que são fortes apoiadores do presidente Assad da Síria e do Hezbolá, no Líbano, irá querer permanecer na Síria e no Líbano com o intuito de começar uma guerra contra Israel, tanto no Golan, ao sul da Síria, quanto no sul do Líbano. Por favor, orem pelo Netanyahu e por Israel. Não queremos uma guerra contra o Irã em nossas fronteiras ao norte. Já temos problemas suficientes com o Irã, problemas esses que foram realçados pelo presidente Obama, que ignorou todos os fatos e fez um acordo com o Irã, permitindo que ele continue seu desenvolvimento nuclear e investindo bilhões de dólares para reconstruir sua economia. Israel precisa de suas constantes orações para que o Senhor pare o programa nuclear do Irã e para que o Irã pare suas agressões contra Israel. Irã está a mais de 3.000km de distância das fronteiras de Israel. Está tão distante de Israel quanto Istambul, na Turquia, ou Atenas, na Grécia. Apenas Deus pode fazê-lo e oramos e pedimos para que Ele o faça.
              Orem por nossos irmãos e irmãs no Japão! Eles estão passando por um período de transição na liderança e a nova liderança precisa de suas orações. Que o Senhor Deus de Israel dê ao novo líder Seu Santo Espírito, sabedoria e conhecimento para reavivar e reequipar os irmãos e irmãs para o cumprimento de sua visão, missão e objetivos.
              Nosso filho Barry está bem melhor e a incisão da cirurgia está fechando e cicatrizando. Obrigado por suas orações pelo Barry e, por favor, continuem orando.
              Orem pela saúde da Marcia. Orem também pela Danah e Noam. Elas precisam de suas orações.
              Orem pelo Kol HaYeshua – estamos orando e buscando maneiras de fazer com que nossa transmissão seja mais efetiva e beneficie mais pessoas em Israel e em todo Oriente Médio.
              Orem pelo programa de distribuição de alimentos – HaMotzi. Aumentamos o número de beneficiados. Estamos atendendo mais de 30 famílias do departamento de Serviço Social de Jerusalém. Gostaríamos de expandir para novos bairros de Jerusalém. A razão para isso é a pobre situação desta cidade. Temos um grande número de cidadãos em Jerusalém que não trabalham e não pagam impostos. Uma grande parte da população é da comunidade judaica ortodoxa e outra é dos bairros árabes. Outra razão para a pobreza é a falta de empregos em Jerusalém. A população jovem e talentosa está se mudando para a região de Tel Aviv, onde há mais oportunidade de emprego e onde está o pólo tecnológico. O programa HaMotzi é um dos mais estimados, tanto por quem recebe quanto pela cidade de Jerusalém.
              Por favor, orem pela produção de mídia do Netivyah. Semana passada estivemos na América do Sul e tantas pessoas mencionaram o quanto elas aprendem através do You Tube e de nossa página na internet. Queremos expandir esta área de nosso ministério e precisamos de orações, fundos e energia para darmos nosso melhor no ensino. A mídia é a melhor maneira de alcançarmos essa nova geração. Ler livros é para a geração passada. Cumprimos a profecia de Marshall McLuhan, mídia é mensagem. Precisamos comprar novos equipamentos e precisamos de muita inspiração para fazer o melhor trabalho em espalhar as boas novas. As boas notícias são a única cura para as falsas notícias.
              Que Deus abençoe todos vocês que oram pela paz de Jerusalém. Que o Deus de Israel e Pai de nosso Messias Yeshua dê a vocês todas as bênçãos que Ele prometeu àqueles que abençoassem a semente de Abraão – Israel.
              Que o Senhor mantenha Suas bênçãos fluindo para você e através de você para todo o corpo do Messias ao redor do mundo.

              Joseph Shulam

Terrorista árabe esfaqueia dois policiais em Jerusalém no dia de Purim


           Um terrorista árabe esfaqueou e feriu dois policiais de fronteira na Cidade Velha de Jerusalém, nesta segunda-feira pela manhã.
              O ataque ocorreu no Portão do Leão, localizado na parte leste da cidade, de frente ao Monte das Oliveiras.
              O terrorista de 25 anos aproximou-se da estação de guarda policial, entrou e começou a esfaquear furiosamente.
              Um dos policiais eventualmente conseguiu empurrar o terrorista para fora, carregar sua arma e atirar no agressor.
              O terrorista morreu logo depois. Os dois policiais foram tratados e foram listados em condição estável.
              A polícia está em alerta máximo em toda Jerusalém nesta segunda, enquanto a cidade celebra a Festa de Purim, em que milhares de crianças se fantasiam e reúnem-se com suas famílias em locais públicos para celebrar.

              Fonte: Israel Today

quarta-feira, 8 de março de 2017

Virando a mesa!


              Enquanto o líder supremo iraniano convoca uma “santa intifada” para erradicar Israel, judeus de todas as partes do mundo podem ser encorajados com uma virada de mesa contra um homem daquela mesma região, quando ele fez uma ameaça similar.
              À medida que nos aproximamos da festa judaica anual de Purim, relembramos o plano de destruir todos os judeus que viviam no antigo e vasto Império Persa. O homem por trás de tudo era Hamã, assessor político do rei Xerxes (Assuero), mas graças à intervenção da rainha Ester, seu plano foi finalmente frustrado e a forca que ele havia construído para seu inimigo judeu Mordecai (primo e guardião da linda e jovem rainha) foi usada para ele mesmo.
              Da mesma forma, hoje, aqueles que tomam partido com o mundo islâmico em oposição a Israel estão construindo a sua própria forca.
              Descrevendo Israel como um “tumor cancerígeno”, o líder supremo do Irã, o aiatolá Khamenei, disse que a comunidade internacional está indo rumo a um confronto com o “Regime Sionista”.
              Mas como Barry Segal, do Jerusalem News Network colocou: “Na verdade, é o Irã que está indo rumo a um confronto com a comunidade internacional com seu apoio ao terrorismo global, sua ambição nuclear e seu diálogo odioso contra Israel e os Estados Unidos.
              Mordecai soube do plano de 500 a.C. de destruir os judeus e conseguiu convencer Ester a aproximar-se do rei em nome do seu povo, mesmo sendo contra o protocolo fazê-lo sem ser convocado.
              “Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.” (Ester 4:13). Advertiu Mordecai (Mardoqueu). “Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4:14)
              Então Ester resolver arriscar sua vida em favor de seus irmãos judeus, dizendo: “se perecer, pereci”. (Ester 4:16)
              O Irã dos dias atuais faz parte da antiga Pérsia e sua ameaça contra Israel possui todas as características do espírito de Hamã, com sucessivos líderes prometendo riscar o Estado Judaico do mapa e se gabando de mísseis capazes de atingir Tel Aviv em 7 minutos. E em todo o tempo eles continuam trabalhando em sua capacidade nuclear.
               Mas, como Hamã, seus planos se voltarão contra eles mesmos, como deixa claro a Bíblia, nos últimos dias, muitas nações atacarão Israel e como resultado sofrerão o juízo de Deus (Joel 3:2 e Zacarias 14:2 em diante).
              Graças a Deus, algumas Esters atuais estão se levantando contra os meninos valentões. A nova embaixatriz americana para a ONU, Nikki Haley, falando ao Conselho de Seguranda das Naçoes Unidas, disse que “sua dupla moral é de tirar o fôlego”. Declarando que os EUA estavam determinados a enfrentar o viés anti-Israel da ONU, ela disse que a abordagem preconceituosa das questões israelenses-palestinas “não tem relação com a realidade do mundo à nossa volta”. (O governo Trump indicou que pode retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU devido à sua parcialidade em relação a Israel, o que até o Secretário Geral, Ban Ki-Moon, admitiu ter acontecido.)
              Quem também vem  demonstrando ter qualidades de Ester é a primeira dama dos Estados Unidos, Melania Trump, que audaciosamente liderou em um comício na Flórida a oração do Pai Nosso.
              A Ester da Inglaterra surgiu na forma de uma bela jovem chamada Aisling Hubert, que tem pagado um alto preço por se posicionar a favor do feto, dos quais 8 milhões foram mortos desde que a Lei do Aborto foi aprovada no Reino Unido, há 50 anos. Aisling acusou legalmente dois médicos que foram filmados secretamente oferecendo aborto de gênero. Mas o poder público decidiu que o caso não era de interesse público e os médicos foram indenizados. Um acordo foi feito e eles receberam uma grande quantia.
              Maria, a mãe de Yeshua, desempenhou um papel de Ester ao carregar o Messias, a quem o diabo tentou destruir ao nascer, com o decreto de Herodes de matar todo recém nascido menino da cidade de Belém, em um ato de desespero a fim de impedir que sua coroa fosse passada a um novo rei (Apocalipse 12:4 e Mateus 2:16).
              No fim, sua alma foi perfurada com uma espada, como cumprimento da profecia de Simeão (Lucas 2:35), ao ver seu filho sendo crucificado, aos 33 anos.
              Porém, na plenitude do tempo perfeito de Deus, e apenas uma geração antes que os judeus fossem espalhados pela brutalidade romana, Yeshua a si mesmo se entregou para morrer em favor de seu povo e de todos os que, metaforicamente falando, marcariam as portas dos seus corações com o sangue do Cordeiro.
              “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:5)
              Verdadeiramente, Yeshua é o Messias judeu que veio ao resgate do seu povo nestes últimos dias. Dêem-lhe as boas-vindas antes do grande dia em que os seus pés ficarão no Monte das Oliveiras, na Jerusalém oriental (Zacarias 14:4).
              Fonte: Israel Today


terça-feira, 7 de março de 2017

Lista de oração de Jerusalém – 4 de março de 2017


              Esta semana estamos lendo Êxodo 25:1-27:19. O nome da Parashá é T’rumá – que significa contribuição ou doação. A importância desta porção da Torá não está nos grandes detalhes da construção do Tabernáculo e todos os móveis e utensílios que seriam usados no Tabernáculo. O que me impressiona é o zelo que o povo de Israel tem na construção desse Tabernáculo. Os filhos de Israel no deserto ganham uma má reputação. Eles normalmente são acusados de murmurar e reclamar constantemente e até de ingratidão para com Deus e com Moisés. Não há dúvida de que houve murmuração e reclamação, mas também não há dúvida de que quando os filhos de Israel faziam algo, bom ou ruim, eles faziam com entusiasmo. Eles deram generosamente para Arão, o Sumo Sacerdote, construir o Bezerro de Ouro e agora eles dão novamente, com o mesmo zelo, para a construção do Tabernáculo. A doação não foi prescrita e não havia uma porcentagem estabelecida de quanto cada um deveria dar para a construção do Tabernáculo – eles deram conforme propuseram em seus corações. Exatamente as mesmas palavras que Paulo usou em 2 Coríntios 9:7: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” A frase que Paulo usa neste texto é exatamente a frase usada em Êxodo 25:2 – Paulo não está conectando o ofertar na igreja com o dízimo que era destinado aos levitas e sacerdotes que serviam no Tabernáculo. Isso seria uma justificativa para a TEOLOGIA DA SUBSTITUICAO – QUE É A MAIOR MENTIRA E VAI DIRETAMENTE CONTRA AS ESCRITURAS, TANTO O VELHO TESTAMENTO QUANTO O NOVO TESTAMENTO. O apóstolo Paulo está urgindo os discípulos de Yeshua em Corinto a ofertar baseado em algo totalmente diferente. Os discípulos são encorajados a dar com três pré-condições: 1. Conforme propuseram em seu coração, isto é, conforme haviam decidido anteriormente, com sinceridade de coração. 2. Generosamente, porque é como uma semente que é semeada em terra, a colheita depende da quantidade de sementes plantadas. 3. Com alegria e contentamento.
              Outro ponto que é carnal para nossa fé e nosso entendimento do relacionamento de Deus com Israel e a Igreja – é a necessidade de oferta. Precisamos lembrar as palavras de Paulo aos juízes e filósofos no Areópago, em Atenas, na Grécia: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.” (Atos 17:24,25). O rei Salomão entendeu que mesmo o Templo que ele construíra em Jerusalém não era realmente o lugar da habitação de Deus: “Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.” (1 Reis 8:27).
              No texto de Êxodo 25:8 – “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”, a tradução do hebraico é “no meio deles”. No entanto, quando vemos as palavras do rei Salomão e os textos seguintes, nós podemos entender que o propósito real do Senhor foi habitar dentro das pessoas. “E habitarei no meio (dentro – em hebraico) dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.” (1 Reis 6:13). “Exulta, e alegra-te ó filha de Sião, porque eis que venho, e habitarei no meio (dentro – em hebraico) de ti, diz o Senhor.” (Zacarias 2:10). Claro, o texto de Joel que Pedro menciona no dia de Pentecostes é a promessa profética que Deus encherá toda carne com Seu Espírito e fará todos iguais a um profeta, que era cheio do Espírito de Deus e falava e agia como uma extensão do Espírito de Deus na terra. O cumprimento final disso está na promessa de Deus a Jeremias, no contexto da Nova Aliança. “Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” (Jeremias 31:33).
              Marcia e eu estamos em Buenos Aires, Argentina. Estamos aqui há uma semana e todos os dias têm sido cheios, desde manhã até a noite, com compromissos. Nos encontramos com quase todos os líderes de ministérios judaicos e alguns têm muito interesse em Israel. Estamos acompanhados de nossos queridos irmãos da China, que participaram do 11º Congresso do Ministério Ensinando de Sião, em Belo Horizonte. Esta é a primeira vez que temos uma delegação da China. Doze irmãos e irmãs vieram para participar no Congresso e estão extremamente impressionados e gostaram muito do Congresso e agora estão conosco em Buenos Aires. É uma grande bênção ver o Ocidente e o Oriente unidos pela Restauração da Igreja e de Israel.
              Por favor, continuem orando pelos chineses crentes. Eles são cheios de zelo e desejo de servir a Deus e eles oram por Israel com tamanha dedicação e alegria que está nos provocando ao ciúme e também aos nossos irmãos e irmãs no Brasil e agora na Argentina, com sua humildade e dedicação de orar pela salvação de Israel e pela Restauração.
              Por favor, continuem orando pela Marcia. Ela tem sido uma companheira maravilhosa em todas as coisas e viagens nem sempre são fáceis para ela, mas ela tem se mantido firme, apesar de sofrer com o calor e o ar condicionado. Ela precisa de oração por cura, por todos os problemas com artrite reumatóide e diabetes e alguns leves problemas cognitivos.
              Por favor, orem pelo Barry, nosso filho – ele está bem melhor e nossas orações se transformaram de ansiedade por sua cura para ações de graça pela bondade e misericórdia de Deus pela cura.
              Continuem orando pela Danah e pela Noam. As duas precisam de cura e sabedoria e muitas outras necessidades materiais e outras questões.
              Não se esqueça de orar pelos Estados Unidos.
              Orem para que Israel abra as portas para a Aliá dos descendentes de judeus vítimas da Inquisição Espanhola e Portuguesa. Israel precisa abrir as portas para esses judeus que foram forçados a se converter ao catolicismo entre 1472-1824. Eles foram forçados a se converter e forçados a esconder sua identidade judaica e a parar de observar as leis e costumes judaicos, mas eles ainda preservaram uma memória histórica de que são judeus e mantiveram o máximo de suas tradições judaicas, às vezes suportando a dor da tortura e a morte. A única coisa que queremos é que o Estado de Israel pense no que vai ser bom para o país e para o futuro da nação – e é claro, não podemos esquecer que esses são judeus que foram forçados a se converter ao catolicismo e mantiveram sua identidade judaica em segredo.
              Orem pelo governo de Israel e para que nosso Primeiro Ministro, Sr. Benjamin Netanyahu, tenha sabedoria divina. Será preciso sabedoria divina e um amplo entendimento profético para que o Sr. Netanyahu e seu governo passe nas pontas dos pés pelas roseiras sem serem espetados pelos espinhos.
               Por favor, continuem orando pela rádio Kol Ha Yeshua – queremos migrar para FM e precisamos da ajuda de Deus e também da sua. Queremos aumentar nosso trabalho com a mídia social e para isso também precisamos da sua oração e suporte. O mundo dos jovens está mudando da mídia tradicional, como rádio e televisão, para a mídia baseada na internet. Orem pelo Netivyah e pela revista Teaching from Zion.
              Se o Senhor permitir, Marcia e eu estaremos viajando para casa nesta semana e assim que chegarmos temos muito trabalho acumulado nos esperando. Um dia depois da nossa chegada, temos um casamento na nossa congregação e nosso diretor executivo do escritório tirará férias por dez dias e existe uma enorme lista com todas as coisas que precisam ser feitas na preparação para as festas de Purim e Pessach... por favor, orem por todos nós no Netivyah.
               Que o Senhor abençoe todos vocês que oram por Israel e pela paz de Jerusalém. Que o Senhor Deus de Israel, Pai de nosso Messias Yeshua abençoe vocês com todas as promessas que Ele fez a Abraão para aqueles que abençoassem a semente de Abraão – Israel.
              Que o Senhor mantenha Suas bênçãos fluindo para vocês e através de vocês para o corpo do Messias ao redor do mundo.

              Joseph Shulam